Um jovem conde, que vive com sua mãe dominadora e ciumenta, começa uma espiral descendente à loucura depois que sua noiva morre em um acidente de carro.
Recebi um 'box' da Versátil, com títulos do "gótico italiano", e percebi que sequer ouvira falar da maioria dos títulos apresentados. Fiquei fascinado pela sinopse deste e o escolhi como aperitivo. As similaridades com a trama de PSICOSE são variegadas, mas as intenções são distintas, mais "repetitivas" e perturbadoras. O Franco Nero jovem está belíssimo e os efeitos terrorífico-freudianos são ótimos. Porém, a trama se desgasta rapidamente, em suas reiterações um tanto ensimesmadas. Mas é um filme muito bacana, uma descoberta interessantíssima. Voltarei a este diretor, eis uma certeza! (WPC>)
Uma trama com nuances de "Psicose" (1960), que apesar dos desdobramentos um tanto novelescos, envolve e prende a atenção até o seu final. Terror psicológico com atmosfera mórbida.
Em um belo preto e branco, com elegante design de produção e ambientado numa mansão, tem elementos do gótico e do giallo, na época em que este estilo de suspense ainda iniciava, consagrado depois como quase um gênero dentro do cinema da Itália.
SPOILERS:
Franco Nero (aqui creditado como Frank Nero), em atuação meio canastrona, belíssimo no auge de seus 24 anos, vive o conde Mino Alberti, é noivo de Laura (Erika Blanc, creditada como Diana Sullivan, lindíssima), mas a moça é morta pela invejosa e ciumenta empregada da casa Marta (Gioia Pascal), que corta um cabo do carro da moça e provoca um acidente testemunhado por Mino, fazendo com que ele entre numa espiral de violência assassinando mulheres, enquanto preserva o corpo da amada morta em seu quarto. Para complicar a sanidade do jovem, Marta também assassina a mãe de Mino jogando-a escada abaixo, no mesmo dia do acidente de Laura.
Após um ano, a irmã de Laura, Daniela, também vivida por Erika Blanc, aparece para acompanhar as buscas do corpo, e Mino, já abalado e paranoico, entra em completo surto e começa a acreditar que a amada noiva ressuscitou.
Marta, não suportando o interesse de Mino agora por Daniela (ela deve pensar "me livrei da uma, e aparece outra igualzinha"), também tenta assassinar a moça mas acaba sendo atacada por Mino que lhe desfere várias facadas e sequestra Daniela, fugindo em seu carro.
Para surpresa geral Marta não morre, e consegue se arrastar e atender ao telefone, numa cena incrivelmente longa que involuntariamente fica engraçada, era a polícia que vem até a casa e ao invés de chamar logo uma ambulância, ficam passivamente ouvindo Marta denunciar os assassinatos cometidos por Mino, enquanto agoniza e finalmente morre.
No final temos a polícia perseguindo Mino que acaba sendo preso na praia, após atacar Daniela, numa cena que sugere um estupro (ousada para e época). Mino, demonstrando que não estava assim tão demente, tenta mentir para a polícia e dizer que foi Daniela que era louca e matou sua governanta, obrigando-o a fugir com ela. Deve ter pensado "Estou louco mas vou tentar me safar", não convence os policiais, mas de de qualquer forma, vai poder alegar insanidade.
Apesar destas forçadas do roteiro, é fácil se envolver e ligar a suspensão de descrença para curtir esta pequena e pouco conhecida joia do cinema de suspense italiano.
Interessante Suspense com elementos de Giallo e até Terror Gótico, com um jovem Franco Nero(no mesmo ano em que fez o clássico DJANGO) numa interpretação melhor que de costume. Bom trabalho de direção.
Recebi um 'box' da Versátil, com títulos do "gótico italiano", e percebi que sequer ouvira falar da maioria dos títulos apresentados. Fiquei fascinado pela sinopse deste e o escolhi como aperitivo. As similaridades com a trama de PSICOSE são variegadas, mas as intenções são distintas, mais "repetitivas" e perturbadoras. O Franco Nero jovem está belíssimo e os efeitos terrorífico-freudianos são ótimos. Porém, a trama se desgasta rapidamente, em suas reiterações um tanto ensimesmadas. Mas é um filme muito bacana, uma descoberta interessantíssima. Voltarei a este diretor, eis uma certeza! (WPC>)
Uma trama com nuances de "Psicose" (1960), que apesar dos desdobramentos um tanto novelescos, envolve e prende a atenção até o seu final. Terror psicológico com atmosfera mórbida.
Em um belo preto e branco, com elegante design de produção e ambientado numa mansão, tem elementos do gótico e do giallo, na época em que este estilo de suspense ainda iniciava, consagrado depois como quase um gênero dentro do cinema da Itália.
SPOILERS:
Franco Nero (aqui creditado como Frank Nero), em atuação meio canastrona, belíssimo no auge de seus 24 anos, vive o conde Mino Alberti, é noivo de Laura (Erika Blanc, creditada como Diana Sullivan, lindíssima), mas a moça é morta pela invejosa e ciumenta empregada da casa Marta (Gioia Pascal), que corta um cabo do carro da moça e provoca um acidente testemunhado por Mino, fazendo com que ele entre numa espiral de violência assassinando mulheres, enquanto preserva o corpo da amada morta em seu quarto.
Para complicar a sanidade do jovem, Marta também assassina a mãe de Mino jogando-a escada abaixo, no mesmo dia do acidente de Laura.
Após um ano, a irmã de Laura, Daniela, também vivida por Erika Blanc, aparece para acompanhar as buscas do corpo, e Mino, já abalado e paranoico, entra em completo surto e começa a acreditar que a amada noiva ressuscitou.
Marta, não suportando o interesse de Mino agora por Daniela (ela deve pensar "me livrei da uma, e aparece outra igualzinha"), também tenta assassinar a moça mas acaba sendo atacada por Mino que lhe desfere várias facadas e sequestra Daniela, fugindo em seu carro.
Para surpresa geral Marta não morre, e consegue se arrastar e atender ao telefone, numa cena incrivelmente longa que involuntariamente fica engraçada, era a polícia que vem até a casa e ao invés de chamar logo uma ambulância, ficam passivamente ouvindo Marta denunciar os assassinatos cometidos por Mino, enquanto agoniza e finalmente morre.
No final temos a polícia perseguindo Mino que acaba sendo preso na praia, após atacar Daniela, numa cena que sugere um estupro (ousada para e época). Mino, demonstrando que não estava assim tão demente, tenta mentir para a polícia e dizer que foi Daniela que era louca e matou sua governanta, obrigando-o a fugir com ela. Deve ter pensado "Estou louco mas vou tentar me safar", não convence os policiais, mas de de qualquer forma, vai poder alegar insanidade.
Apesar destas forçadas do roteiro, é fácil se envolver e ligar a suspensão de descrença para curtir esta pequena e pouco conhecida joia do cinema de suspense italiano.
Uma das ramificações de Psycho com muitas referências e charme europeu , além de Nero no elenco a musa Erika Blanc , destaque para bela fotografia.
Interessante Suspense com elementos de Giallo e até Terror Gótico, com um jovem Franco Nero(no mesmo ano em que fez o clássico DJANGO) numa interpretação melhor que de costume. Bom trabalho de direção.
Um bom filme de suspense onde a mãe e a empregada são possessivas e o filho ....