O louco Dr. Orloff planeja reparar o rosto de sua filha desfigurada usando enxertos de pele de outras pessoas. Para isso, sequestra várias garotas com a ajuda de um capanga cego chamado Morpho. Quando o Inspetor Tanner, responsável pela investigação, confessa estar sem pistas, sua namorada Wanda resolve agir ela mesma e atrair Orloff para uma armadilha.
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Em sua carreira prolífica, o diretor espanhol Jesús Franco associou-se a todos os tipos de cinema 'exploitation'. Como tal, adentrei a sessão esperando encontrar algo assemelhado. De fato, um ou outro elemento erótico surge na narrativa, a fim de assegurar este apelo publicitário, mas a direção possui um refinamento peculiar, que unifica os recursos de aproveitamento das contingências, à la José Mojica Marins, e as reconstituições de época à la Hammer. A perspectiva tramática tem muito a ver com o universo de Edgar Allan Poe, mas num elã particular, com avaliação interessada das perversões dos personagens. Como é bela a Doana Lorys! E quantos motes de outros filmes identificamos aqui: é uma salada de referências disfarçadas, que vão de "Frankenstein" e "O Médico e o Monstro" até mesmo questões que provêm de OS OLHOS SEM ROSTO. Apaixonei-me pelos assistentes do personagem-título, em suas angústias morais de ressuscitados contra a vontade senti muita pena de Morpho e gostei bastante das interações entre coadjuvantes e figurantes. Achei o filme maravilhoso, esplêndida surpresa! (WPC>)
Co-produção da Espanha e da França que tem um bom clima soturno, bela fotografia em preto e branco, estória interessante..., mas que vai se desgastando com o andamento da trama, que vai deixando o filme bem chato e esquecível. O longa presenta todos os clichês típicos dos filmes de cientista louco, com seu laboratório num castelo imponente, um ajudante psicopata assassino, mortes misteriosas, investigação policial, e belas mulheres servindo de vítimas (nesse caso cedendo suas peles para as experiências do vilão). Vale mais pela beleza de Diana Lorys e pelo medonho Morpho Lodner, que 'rouba' em todas as cenas que aparece. O diretor espanhol Jesus Franco (1930-2013) aparece numa ponta como um pianista. Ele dirigiu mais de 200 películas em sua carreira. Marisa Paredes, uma da atrizes preferidas de Pedro Almodóvar, aparece em início de carreira, com apenas 16 anos, numa participação especial.
Filme relativamente fraco. A cenas foram rudemente elaboradas e o final foi chato.
Tenho o DVD desse filme. O Jesus Franco é um desses diretores que fazem um filme atrás do outro. O sujeito não parou de trabalhar até 2013, ano de sua morte. A maioria de seus filmes tem uma mistura de terror, belas mulheres nuas, cenas apelativas e toscas, histórias absurdas, resultado trash.
Mas alguns, como esse aqui, se tornaram bem interessantes. Esse filme tem até um bom andamento, tem um clima bacana, e a figura do Morpho, o "assistente" do Dr. Orloff, é bem curiosa. A caracterização desse personagem chama a atenção. O elenco até se sai bem, e a Diana Lorys é linda e tem presença marcante no filme.
Enfim, um pequeno filme de horror que vale a pena ser conhecido.
As atuações são sofríveis, concordemos. Esse filme se tornou o clássico que é por ter sido o primeiro filme de terror a mostrar os seios de uma mulher e por ter uma dose de sadismo, não por sua qualidade em si, porque, né, não chega a ser um dos melhores nem de longe. Além de ser uma cópia barata de "Os Olhos sem Rosto".