Dirigido por
Data de lançamento
26 Março 2013Duração
Jack Harper (Tom Cruise) é um solitário técnico de equipamentos de segurança no desolado e semidestruído planeta Terra. Quando ele salva uma bela desconhecida de uma nave espacial que caiu, esse encontro deflagra uma sucessão de eventos que o fazem questionar tudo o que sabe, deixando o destino da humanidade em suas mãos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Irmão pobre de Elisyum
Revisto em 14.set.26
Gostei bastante do filme e eu fui sem expectativa nenhuma porque os filmes do Tom Cruise com seus exageros e cenas absurdas geralmente não me apetecem nada, acho até que por isso me surpreendeu!
Começando que por ser na verdade uma FICÇÃO CIENTÍFICA, apesar de ter seus momentos de ação sai da pegada de Missão Impossível que eu sinceramente tenho preguiça.
E o melhor do filme pra mim é que ele se renova. Quando você pensa que ele vai começar a ficar monótono surge um acontecimento que faz um BOOM e eleva o nível do filme e assim segue até o final.
Muito, muito bom!
Tem Alguns Spoilers...
2077, invasão alienígena guerra terra devastada humanidade evacuada. Apocalipse.
Nesse cemitério de lembranças de um mundo que esqueceu de suas histórias vive Jack Harper, um técnico de manutenção de drones que purga suas memórias num mundo desocupado, vazio e destruído. Jack, mora acima das nuvens, numa casa suspensa, branca e transparente, como se estivesse morando num sonho, mas com os pesadelos de uma humanidade perdida sob seus pés.
Um paraíso de mentira, um micro cosmo limpo, higienizado e frio. Uma casa sem lar, com uma companheira que não é esposa. Esse é o mundo de Jack, uma pequena ilusão confortável, numa realidade global acabada. Nesse cenário, a claridade não serve para iluminar, mas para expor a ferida aberta que o planeta se tornou. Jack flutua entre o céu tecnológico e o deserto de cinzas, mas é no chão, nas ruínas proibidas, que ele busca o que a tecnologia não consegue fabricar: a alma.
E no meio desse caos exposto, existe a cabana, o santuário secreto de Jack, o seu jardim particular escondido em um oásis que o tempo esqueceu. Ali, sob o som de Led Zeppelin e cercado por discos e livros, Jack cultiva uma humanidade que ele não sabe de onde vinha. A cabana é o coração dele batendo fora do peito; um lugar onde as memórias que ele não tinha pareciam ganhar forma na frente de seus olhos.
Enquanto a casa nas nuvens era um cenário de plástico, a cabana era o único lugar onde a vida era real, cheia de cores, sons e a poeira bendita de um mundo que se recusava a ser apagado. É ali que ele cultiva o seu segredo, uma árvore pequena que ele protege como se fosse a sua própria vida. Num mundo onde tudo foi clonado e substituído, aquela planta é o único pulso real de uma Terra que se recusa a morrer.
O que Jack Harper não entende, mas sente no fundo da alma, são seus sonhos. Imagens de uma Nova York que ele nunca conheceu, ao lado de uma mulher que ele nunca viu, mas que ele ama com uma intensidade que a sua realidade atual não permite. Quando essa mulher, Julia, cai do céu literalmente na vida dele, o espelho da mentira começa a trincar. Ela se lembra de tudo, de cada toque, de cada promessa. Mas ele, no entanto é um homem perdido e sem passado, um astronauta que teve a história roubada e substituída por uma rotina de manutenção.
É nessa busca pela verdade que Jack descobre que o mal não estava na terra, mas nos ceus. Os seres que ele caçava, os supostos alienígenas saqueadores, eram na verdade a última resistência humana do planeta. Liderados por Beech (Morgan Freeman), esses sobreviventes travam uma luta brutal contra um inimigo que eles não viam, mas que conheciam bem seus enviados.
A revelação é como um tiro no peito de Jack, que percebe que passou a vida matando inocentes, caçando os seus próprios irmãos enquanto servia ao verdadeiro invasor. O herói astronauta, era agora o inimigo e o carrasco de um planeta. "Tet", aquela pirâmide flutuante que ele via como salvação é na verdade o carrasco da humanidade. A mentira é tão polida que dói. Ele percebe que não é apenas um técnico, mas um fantasma repetido milhares de vezes, um operário de uma inteligência artificial que roubou sua história e seu rosto.
Tom Cruise, entrega mais uma atuação brilhante onde fisicamente ele briga, pula, atira, corre e escapa, mas tambem ele brilha na solidão das suas lembranças e do sua culpa. A direção de arte faz dele um componente daquele cenário branco, até que as revelações começam a sujar esse mundoperfeito. A trilha sonora é o ga que falta: ela é grandiosa, melancólica e épica, fazendo com que cada voo sobre as ruínas do Estádio de Nova York ou do Empire State pareça uma visita a um templo sagrado que caiu.
Joseph Kosinski usa toda a sua bagagem de arquiteto para transformar esse apocalipse higienizado em um campo de batalha. As cenas de ação são desenhadas com uma clareza rara; não há confusão, apenas a coreografia precisa das naves bolha contra os drones. A cena da perseguição nos cânions é de tirar o fôlego, mostrando que mesmo num mundo vazio, a tensão pode ser alucinante. O CGI é um digital que não parece artificial, mas sim uma evolução estética que só alguém com o olhar dele poderia entregar.
Tom Cruise, entrega mais uma atuação brilhante onde ele briga, pula, atira, corre e escapa, mas tambem brilha na solidão de suas lembranças e de sua culpa. Andrea Riseborough (Victoria), mostra a frieza de uma personagem que dorme no esquecimento. Enquanto Olga Kurylenko e sua Julia, vive o calor da verdade amarga.
A direção de arte faz dos personagens, quase que parte desse cenário branco, até que verdade começam a sujar esse mundo perfeito. A trilha sonora é o gás que falta. É melancólica e épica, fazendo com que cada voo sobre as ruínas do Estádio de Nova York ou do Empire State pareça uma visita a um templo sagrado que caiu.
Nas cenas finais, o filme chega ao clímax, a luta desesperada na base rebelde e a revelação do Tet, leva o filme para a viagem de Jack ao coração da máquina, mostrando lembranças reais de uma pessoa que perdeu sua humanidade e foi engando a destruir quase que uma inteira a sua volta.
O final é um sacrifício necessário, uma explosão que limpa de uma vez por todas, aquela claridade mentirosa que dominava a Terra. No fim, o que sobra não é o vidro ou o metal, mas a terra da cabana, o verde da árvore, a mulher amada, uma criança nascida e a certeza de que a memória, quando é poderoda e verdadeira, nunca morre.
Pra mim esse filme melhorou com o tempo. Ao revisita-lo fui mudando de opinião, na primeira assistida daria 2 estrelas facil. Hoje não o acho excelente, mas um ótimo filme, acima de bom.