"Pais divorciados e brigados se unem em férias especiais com seu filho de 16 anos após descobrirem sua doença ocular. Uma jornada para criar memórias antes que ele perca a visão".
Coproduzido pela Disney e em exibição nos cinemas brasileiros pela Autoral Filmes, a comédia dramática franco-belga é uma adaptação de um filme mexicano de 2018 chamado “Ya veremos”, agora assinado por Emmanuel Poulain-Arnaud (de “O teste”). A maior alteração de um filme para o outro está na idade do personagem central – antes uma criança, agora um adolescente. O longa acompanha Chris (Audrey Fleurot) e Antoine (Dany Boon), pais divorciados que mal conseguem conviver, mas são obrigados a deixar de lado as desavenças quando descobrem que Milo (Ewan Bourdelles), de 16 anos, sofre de uma doença rara e degenerativa nos olhos, a retinite pigmentosa, que o levará à cegueira total. Os dois combinam uma viagem diferente com o menino, até a praia de Hossegor, no sudoeste da França, para que veja o mar pela última vez. O filme com tom de despedida equilibra momentos de ternura e humor, em torno de uma viagem que será tanto física quanto emocional (tendo o mar como metáfora dos turbilhões emocionais daquela família). O diretor Poulain-Arnaud, que já explorou dinâmicas familiares em obras anteriores, opta por sutilezas e cenas afetivas para suavizar a dureza da história (ele utilizou como base uma dolorosa experiência real, quando foi acometido por um câncer e por pouco não faleceu). O bom trabalho do elenco (com destaque para o comediante Dany Boon, aqui mais contido e mais dramático) se alia a uma belíssima fotografia litorânea, que valoriza o mar e as praias da charmosa região. Prepare os lenços para um filme de pura emoção. Por Felipe Brida, no blog Cinema-naweb blogspotcom
Coproduzido pela Disney e em exibição nos cinemas brasileiros pela Autoral Filmes, a comédia dramática franco-belga é uma adaptação de um filme mexicano de 2018 chamado “Ya veremos”, agora assinado por Emmanuel Poulain-Arnaud (de “O teste”). A maior alteração de um filme para o outro está na idade do personagem central – antes uma criança, agora um adolescente. O longa acompanha Chris (Audrey Fleurot) e Antoine (Dany Boon), pais divorciados que mal conseguem conviver, mas são obrigados a deixar de lado as desavenças quando descobrem que Milo (Ewan Bourdelles), de 16 anos, sofre de uma doença rara e degenerativa nos olhos, a retinite pigmentosa, que o levará à cegueira total. Os dois combinam uma viagem diferente com o menino, até a praia de Hossegor, no sudoeste da França, para que veja o mar pela última vez. O filme com tom de despedida equilibra momentos de ternura e humor, em torno de uma viagem que será tanto física quanto emocional (tendo o mar como metáfora dos turbilhões emocionais daquela família). O diretor Poulain-Arnaud, que já explorou dinâmicas familiares em obras anteriores, opta por sutilezas e cenas afetivas para suavizar a dureza da história (ele utilizou como base uma dolorosa experiência real, quando foi acometido por um câncer e por pouco não faleceu). O bom trabalho do elenco (com destaque para o comediante Dany Boon, aqui mais contido e mais dramático) se alia a uma belíssima fotografia litorânea, que valoriza o mar e as praias da charmosa região. Prepare os lenços para um filme de pura emoção. Por Felipe Brida, no blog Cinema-naweb blogspotcom