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O filme "Olivia" capta as paixões de uma adolescente inglesa que foi enviada por um ano para uma pequena escola fora de Paris. A inocente mas atenta Olivia desenvolve uma paixão por sua diretora, Mademoiselle Julie, e através dessa tela de amor, observa o tenso romance entre Mademoiselle Julie e a outra diretora da escola, Mademoiselle Cara, nos seus últimos meses.
Embora não seja estritamente autobiográfica, "Olivia" baseia-se em experiências da autora em escolas dirigidas pela carismática Mademoiselle Marie Souvestre, cuja influência viveu através de ex-alunas como Natalie Barney e Eleanor Roosevelt.
Colette Audry escreveu o roteiro para a adaptação cinematográfica de 1951 do romance.
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Quando os beijos, abraços e olhares são discretos se torna mais concreto do que a conclusão. Bela obra (
apesar de todos os problemas como idade, manipulação, passivo agressividade... kkkkk)
Filme assistido na semana 2 do Mês do Cinema LGBT+.
Média do grupo: 4,0
Jacqueline Audry narra de forma segura e corajosa, para a conservadora década de 1950, o amor entre mulheres. Esse é um ponto muito importante, visto que ainda nos dias atuais encontramos resistência e pudor a essa forma de amar. Mas, para além, disso acredito que o filme denuncia uma prática ou hábito comum da época marcada ainda por escolas para meninos e meninas separadas:
o aliciamento de crianças neste internato
O desfecho achei surpreendente, porque deu margem para várias interpretações sobre o que de fato aconteceu com a Mademoiselle Cara, porque deixou várias possibilidades. Inclusive, sobre as outras funcionárias da escola, que poderiam ter aproveitado daquele problema, para sair ganhando na situação.
No que tange, a Olívia(Marie-Claire Olivia), fiquei com pena dela em vários momentos, porque diante de um amor, não correspondido, mas muito bem alimentado, pela Mademoiselle Julie não sabia o que fazer, o que esperar e como reagir diante dos sentimentos que sentia. É bom, lembrar que ela era uma adolescente pacata que, estava experienciando a vida, a liberdade, desfrutando do conhecimento e construído as suas emoções, reações, sentimentos e ao invés de obter apoio daqueles que estavam ali para orientá-la, teve o agravamento disso tudo. Por isso, achei irresponsável essas atitudes ocorrem dentro de uma instituição escolar.
Puro luxo, com uma produção que traz cenários e figurinos deslumbrantes, uma fotografia lindíssima e uma direção maravilhosa de Jacqueline Audry. É muito interessante pela temática que traz na década de 50, um romance centrado somente na relação entre mulheres e garotas, e é muito bem-sucedido na forma como constrói toda a tensão sexual e toda a intensidade de sentimentos sem ser nunca apelativo ou mostrar qualquer intimidade física entre as personagens. Edwige Feuillère é a alma do filme, e suas cenas nas sessões de leitura são deslumbrantes e charmosas, de forma que a força e a beleza de sua voz e sua entonação dão todo um ar de sedução que justifica tudo que ela representa. Marie-Claire Olivia não está tão bem, mas convence nos momentos mais apaixonados. E o terceiro ato reserva uma boa surpresa, que garante diálogos tensos muito bem filmados. História simples, produção formidável e atuações oscilantes, mas em boa parte muito bem dosadas, como as de Yvonne de Bray e Simone Simon. Um belíssimo filme de época francês e provavelmente um dos primeiros exemplares do cinema LGBTQ+.
Esteticamente bonito, com figurinos e cenários convincentes, um roteiro bem corajoso e surpreendente para a época e boas atuações do elenco. Julie (Edwige Feuillère), linda e declamando os poemas em francês com aquela bela entonação na voz, realmente é encantadora, por isso também era tão fácil
seduzir as meninas, mas realmente ela dá a entender que começou a sentir algo mais profundo pela Olívia e quando a Cara percebeu, acabou se vingando.