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Data de lançamento
1 Fev. 1954Duração
“Onde Está a Liberdade?”, o clássico do mestre Roberto Rossellini com o inesquecível comediante Totò em uma das grandes interpretações de sua carreira. Após passar 20 anos na prisão por causa de um homicídio passional, o barbeiro Salvatore Lojacono (Totò) é libertado. Porém, o mundo que conhecia mudou. Será que Salvatore conseguirá se adaptar? “Onde Está a Liberdade?” é uma reflexão fascinante sobre as relações sociais na Itália dos anos 50.
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Um dos poucos da fase eminentemente cinematográfica de papai Rossellini que eu ainda não via visto. Tinha muita curiosidade por causa de sua colaboração com o Totò (pareciam projetos tão dissonantes) e isso desemboca em diversas surpresas desnudadas via roteiro: quando a palavra 'Auschwitz' é pronunciada, eu quase tremi! Como alguém poderia inserir isso numa comédia?! Tinha que ser o mestre neo-realista mesmo, que o faz de maneira que realça a melancolia abundante no entrecho, uma variação da saga de "Cândido", como algum crítico sabiamente escreveu. Que o Fellini e o Monicelli tenham dirigido algumas cenas e não creditados por isso, fico triste (em certa medida, notamos uma espécie de crise de perspectivas, já que Totò manda em seu personagem), mas o molde geral é totalmente coerente com a moral do cineasta, tanto que este filme é gêmeo quanto a DE CRÁPULA A HERÓI. A participação do Giacomo Rondinella é maravilhosa e a trama possui diversos anticlímaces (toda a seqüência da maratona de dança, por exemplo). Fiquei apaixonado pelo protagonista - que, na gravura dos créditos de abertura, veste um uniforme com o número 13. Lindo filme: amargo, mas inequivocamente cômico. Uma aula de ternura e perdão, a despeito da rudeza do dito mundo real! (WPC>)
Das raras vezes que o cinema do Rosselini me soou simpático e carismático. Sempre foi um diretor que tive problemas com seu estilo de conduzir suas críticas sociais mas aqui ele as tece com humor e espirituosidade ainda que tenha se apropriado muito dos Tempor Modernos do Chaplin. Totó é a figura que vale a pena torcer a favor.
Um filme daqueles que nos faz rir das nossas mazelas sociais; da nossa estrutura fracassada e deficiente! Uma comédia que traz leveza a assuntos sérios e preocupantes. O que ela conta é a história de uma pessoa que passa mais de duas décadas privada da liberdade de ir e vir, de sentir as belezas da natureza, da vida, de ouvir o som dos pássaros, do riacho que canta! E, espantosamente, quando ganha esse direito, ela vê que caminha dentro de uma sociedade falida de valores morais e éticos, formada por pessoas que só querem “levar vantagem”, daí faz de tudo até conseguir voltar a viver distante desses seres humanos, iguais a ela, mas que a rechaçam e a desprezam; seu objetivo é limitar-se às paredes e muros do presídio! E consegue. Mas, o que é mais triste: fica extremamente feliz por esse seu novo/antigo “lar”, a prisão!
É, as comédias sempre tem um quê de tristeza e de espanto, para mim!
27/03/2021
Legalzinho
Não é nenhum filme grandioso e marcante como outras obras do mestre italiano Rossellini, mas a história é interessante, faz rir e também faz críticas.