Onibaba: A Mulher Demônio

Compartilhar
Onibaba: A Mulher Demônio (1964)
Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 1483 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
1483 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Kaneto Shindô
Data de lançamento 21 Nov. 1964 Outras datas
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 103 min (1h43)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

21 Nov. 1964

Duração

103 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Século 14, Japão. Esperando o filho que está na guerra, uma mulher e sua nora sobrevivem em uma aldeia através de tocaias que armam para alguns soldados, matando-os e vendendo seus pertences. Com a morte do filho, a mãe põe em prática um plano diabólico para manter a companhia de sua nora.

Gênero:
Gênero:

Elenco

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
posto24h
Posto 24h
½
2 semanas atrás

Tudo que eu vejo sobre a(s) era(s) feudal(is) japonesa é de cortar o coração. A miséria e o puro desespero enquanto samurais dizimam e são dizimados.
Acho que o filme retrata bem essas condições.
A luta pela sobrevivência, a corrupção humana (até mesmo involuntária) e a visceralidade instintiva que se constrói até possuir o ser. A guerra reorganiza o próprio sistema em prol da sobrevivência.
As melhores cenas são aquelas espontâneas, dominadas pelo primitivo e o vulnerável. Belíssimo ver a jovem atravessar o matagal correndo sem pensar duas vezes todas as noites. O matagal quase abre caminho pra ela.
Um comportamento nas refeições que diz mil palavras. O desespero de saciar o apetite.
Além disso, temos personagens gritando sozinhos e se jogando no chão, interagindo com o ambiente. Muito simbólico também. O filme frequentemente comunica estados psicológicos através de comportamentos que beiram o animalesco.
Todas, manifestações sinceras daqueles que estão presos nessa realidade terrível.

Confesso que achei muito engraçado o discurso sobre pecado haha, mas se encaixa completamente dentro daquele mundo. Os valores ideológicos de outrora não são os da guerra. A moral se adapta.
Filme cheio de ambiguidades também; físicas e morais.
Obviamente não posso deixar de citar a ambientação, dotada de vida própria. A manifestação orgânica da guerra, transformando o habitat em caos e campo de batalha. Belíssima cinematografia, com a envergadura dos galhos acompanhando a psique de cada personagem. Me lembrou "In The Tall Grass", do Stephen King.

E a máscara... Sem palavras.

Fotografia e jogo de luz x sombra incríveis. Fazem os personagens parecerem presos entre corpo e espírito, entre animalidade e consciência. Hipnotizante.
Boa ambientação sonora também; contribui para a espiral da loucura.

A melhor cena é da senhora com o samurai, em que ela diz "nunca ter conhecido o belo"; o desabafo de não haver a possibilidade de ter tido uma existência que não fosse organizada exclusivamente pela necessidade. Cortou meu coração.

alexburim
Alex
½
2 meses atrás

Devo ter visto outro filme... achei uma merda!

edufl
Eduardo W
3 meses atrás

Terror psicológico dos bons!

Atmosfera imersiva do século 14 em um Japão dilacerado pela guerra, com vidas estagnadas apenas na busca pela sobrevivência.

As cenas são belíssimas, muito bem enquadradas e iluminadas, com uma trilha sonora explosiva e enervante, com percussão que só faz crescer a tensão.

Uma fábula que retrata muito bem o quanto as crenças sobre castigo divino, vida após a morte e pecado podem ditar o comportamento das pessoas. O filme demonstra bem o quanto somos "bichos", com necessidades primitivas e irracionais. Na medida que a história avança, sentimentos como inveja, ciúme e obsessão surgem também como forma de sobrevivência em um mundo onde não existe fuga da realidade brutal.

Sem dúvida um filme para ver e nunca mais esquecer!

alissonz
Alisson Menezes
½
9 meses atrás

A introdução do filme já deixa claro o que ele quer dizer:
“Esta história é baseada em uma antiga lenda, sobre guerras e tragédias, mostra o aspecto primitivo que derrubou a civilização. Um buraco, negro e profundo, cuja escuridão persiste desde os tempos remotos até hoje.”

E, pra entender o que vem depois, a gente precisa olhar para dois elementos que são o coração desse filme: o buraco e a máscara de oni.

O buraco, além de existir fisicamente ali no meio daquelas cortadeiras sufocantes, funciona como um símbolo direto do fundo do poço — um espaço de queda moral onde o ser humano despenca quando as circunstâncias apertam. E aqui as circunstâncias são extremas: guerra, fome, desigualdade, caos social. É esse desmoronamento humano que justifica os atos das personagens: matar, roubar, jogar os corpos ali dentro e seguir a vida. O buraco vira praticamente um “mecanismo” da sobrevivência, uma boca faminta da guerra que consome cadáveres e devolve comida. É um ciclo violento que se retroalimenta, assim como a própria guerra.

E a natureza ao redor não está aí à toa. Aquele matagal fechado não é só cenário; é um mar primitivo e alienígena que aprisiona. O vento constante nas folhas cria uma trilha sonora de ansiedade, uma pulsação selvagem que nunca para. A repetição dos caminhos no meio do labirinto de cortadeiras, a falta de horizonte… tudo isso cria uma claustrofobia que reflete a própria condição das personagens. A moita esconde e revela, como a moral de cada um. Não existe saída — só sobrevivência no modo primitivo. É exatamente isso que a introdução diz sobre o “aspecto primitivo que derrubou a civilização e persiste até hoje”. E persiste mesmo: apesar de antigo, Onibaba não é um filme datado. A crítica dele continua viva, especialmente se a gente lembra que ele nasceu no Japão pós-guerra, carregando a memória de um trauma coletivo. O buraco pode ser essa violência histórica que nunca sara.

Agora, a máscara de oni. No folclore japonês, os oni são demônios, ogros, torturadores de almas no inferno. Mas aqui eles funcionam muito mais como um símbolo da desfiguração moral. A primeira aparição da máscara, no rosto do samurai abandonado pelos próprios soldados, já aponta para isso: por trás da nobreza aparente existe crueldade, orgulho, violência. E quando a velha retira a máscara dele, o filme praticamente anuncia que aquela desfiguração — aquela monstruosidade humana — logo será dela também.

A cena em que o samurai diz:
“Que campo de cortadeiras enorme… só de saber que aqui vivem demônios e serpentes”,
e a velha responde:
“Também há monstros como você vagando por aqui”,
carrega uma ironia enorme, porque o filme já está sugerindo que ela também se tornará um demônio. Ou melhor: que ela só vai revelar o demônio humano que já estava lá.

E tudo isso tem a ver com o desejo, que no filme aparece de maneira crua, tátil e desesperada. A gente sente o suor, a respiração ofegante, a lama, a carne. O filme é visceral. A velha não é movida só por ciúme da nora; ela teme perder o único vínculo que garante sua sobrevivência. O sexo vira ameaça, vira ruptura, vira instinto. O filme deixa claro que, quando tudo é tirado — comida, estrutura social, espiritualidade, esperança — o que sobra são os impulsos mais básicos. E não é coincidência que não exista religião no filme: nenhum templo, nenhum kami, nenhum Buda. A única “espiritualidade” é a máscara demoníaca, usada como interface para a mentira e o terror. Ou seja, o divino desaparece, e o humano fica exposto em seu estado mais cru, nu e desesperado.

No fim, o destino da velha se iguala ao do samurai: ambos marcados pela própria maldade, com a “face desfigurada” no fundo do poço — literal ou simbolicamente.

E tem mais um detalhe importante: “baba”, no japonês, significa “velha” de forma depreciativa — algo como “megera”, “bruxa”. É o oposto de “obachan”, que é carinhoso. Hachi usa “baba” várias vezes, e isso deixa clara a formação do título Onibaba: a velha que se tornou demônio.

Por isso, no desfecho, quando a nora foge gritando “Oni! Oni!”, e a velha desesperada responde “Eu não sou um demônio, eu sou um ser humano!”, essa frase é devastadora. Porque o filme não está dizendo que ela virou um monstro sobrenatural; está dizendo que tudo aquilo — ódio, ganância, ciúmes, manipulação, medo — não vem do além. Vem do próprio ser humano quando arrancam tudo dele. A máscara era só um espelho da monstruosidade que já estava lá dentro.

E é aí que Onibaba vira, de fato, um conto moral sobre as profundezas da alma humana. Uma história que, como o buraco, parece simples por fora, mas é negra, profunda e persistente até hoje.

pedro-alexandre-dos-santos
Pedro Alexandre
½
10 meses atrás

Como fazer um filmaço perturbador com baixo orçamento.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (615)

Elenco de Onibaba: A Mulher Demônio

Mostrar mais (10)
Fudeko Tanaka 0 0

Fudeko Tanaka

(Old Woman)
Hosui Araya 0 0

Hosui Araya

(Ushi's Follower)
Jitsuko Yoshimura 1 5

Jitsuko Yoshimura

(Kichi's Wife)
Jukichi Uno 0 0

Jukichi Uno

(Samurai General)
Kei Sato 0 2

Kei Sato

(Hachi)
Kentaro Kaji 0 0

Kentaro Kaji

(Runaway Warrior B)

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: