Coréia, 1953. Enquanto os diplomatas discutem sem obter nenhum acordo nas negociações em Panmunjon, a 112 quilômetros vários soldados de ambos os lados morrem para ter o controle de Pork Chop, uma colina sem nenhum valor estratégico. O tenente Joe Clemons (Gregory Peck) lidera uma unidade que aos poucos é dizimada. Até que os chineses avisam que eles devem se render, pois em 45 minutos lançarão um ataque com força total.
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Filme cru e brutal, mostrando a futilidade da guerra em uma das últimas grandes batalhas da Guerra Da Coréia (1950-53), onde milhares de soldados americanos e chineses se engalfinharam e morreram por uma posição estrategicamente inútil, apenas para salvar o orgulho e as aparências de seus governos durante a concomitante conferência de paz. Curiosamente, em um elenco cheio de futuros astros da TV e cinema (Peppard, Blake, Landau, etc.) o principal ator em cena (Peck) oferece apenas uma performance automática, sem grande destaque.
Um dos melhores filmes de guerra já feitos no sentido de "realidade da guerra".
Também é uma aula para mostrar como funciona a infantaria e a qual a função da artilharia como apoio à infantaria.
O suspense do chineizinho tentando fazer o capitão desistir da uma atmosfera de suspenso pro filme muito boa.
Baseado em fatos reais, "Os Bravos Morrem de Pé" é um daqueles bons filmes do gênero drama de guerra que merecia ser mais (re)conhecido pelos cinéfilos saudosistas. Destaque para Gregory Peck e excepcional elenco de apoio. Este condensado épico entrega enredo interessante, boas cenas de ação e combate, além da ótima fotografia e reconstituição histórica. Me recordo de ter assistido este clássico (pela primeira vez) na extinta sessão Sempre aos Domingos (TV Record), em meados dos anos 80. Pela boa nostalgia, dou 04 estrelas.
Drama de guerra em preto e branco da United Artists que foi baseado no livro de 1956 do historiador militar norte-americano Brigadeiro General S. L. A. Marshall (1900-1977) "Pork Chop Hill: The american fighting man in action". A batalha real de Pork Chop Hill durou 3 dias e 2 noites. O filme durou 50 dias de filmagem.
Gregory Peck (1916-2003) escolheu pessoalmente o diretor russo Lewis Milestone (1895-1980), aqui em seu antepenúltimo filme, para dirigir porque Sem novidade no Front (30) o impressionou profundamente. De acordo com o diretor Milestone, o filme foi cortado em quase 20 minutos porque a esposa de Gregory Peck sentiu que seu marido fez sua primeira entrada tarde demais no filme. Verdadeiro ou não, o filme mostra sinais de adulteração da pós-produção, com flashes de várias cenas cortadas aparecendo sob os créditos do título principal. Estréias no cinema de Martin Landau (1928-2017) e de Clarence Williams III (1939-2021).
Seguindo os créditos de abertura e cenas de abertura: Uma posição de reserva perto de Pork Chop Hill - 70 milhas da Conferência de Paz em Panmunjon, Coréia - 1953. Denunciando com coragem e tranquilidade, certa forma de heroísmo e absurdo bélico, o diretor Lewis Milestone, no entanto, se deixa castigar por um imaginário racista (o soldado covarde é negro) e caricatural em relação ao vil inimigo amarelo e ao bravo americano soldado. A Coréia logo antes do Tratado de paz foi vividamente recriada neste drama de trincheira austero e sombrio com bela fotografia e vários atores conhecidos.
É um bom filme de guerra, sem grandes diferenciais. Destaque para o sempre ótimo Gregory Peck. 7,5/10