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Duração
Em 1663, quando o padre é convocado a comparecer diante da terrível Inquisição portuguesa, ele precisa explicar as ideias que defende, ao questionar a escravidão, a situação dos índios e a relações império-colônia. Intrigas na corte e um pequeno mal-entendido enfraquecem o poder do jesuíta, que chegou a ser amigo íntimo do rei Dom João IV. Perante os juízes, padre Vieira passa a limpo seu passado: a juventude passada no Brasil e os anos de noviciado na Bahia, seu envolvimento na causa dos índios e o primeiro sucesso no púlpito. Proibido pela Inquisição de falar em público, ele se refugia em Roma, onde conquista enorme reputação e sucesso. A rainha Cristina da Suécia, que vivia em Roma desde sua abdicação, manteve Vieira na Corte e insistiu para que ele se tornasse seu confessor. Com saudades de Portugal, o padre retorna a seu país. Entretanto, a frieza com que é recebido pelo novo rei, Dom Pedro, força sua volta ao Brasil, onde passa os últimos anos de sua vida.
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Quando me peguei para ler os Sermões do Padre Vieira na faculdade aquilo foi um enfado, mas pouco sabia sobre a figura, me mudei de curso e deixei de lado os escritos do padre, e vi o filme por ser do Manoel de Oliveira, sequer sabia do que se tratava, e fora uma grata surpresa; um filme que poderia ser excelente salvo algumas coisas que me incomodaram, mas fica a marca da figura grandiosa e à frente de seu tempo que fora o Padre Vieira. O filme é um pouco cansativo para alguns, para mim nem tanto, pois admirei todo o cenário e o discurso poderoso.
Destaque mais uma vez para Luís Miguel Cintra, que tem uma grande parceria com o diretor, é sem sombra de dúvida, é um ator de peso, embora não tão conhecido no cinema, fez vários filmes memoráveis com o Manoel, sem contar que lendo sua biografia se vê a envergadura do talento artístico dele. E, o ponto baixo fora justamente Lima
Duarte substituí-lo, pois este último não chega no nível de interpretação necessário, e em certos momentos parece que Lima Duarte interpretava tal qual nas novelas da Globo, tinha aquele tom meio bonachão, meio dramático mas engraçado... e deram aquela forçada ao fazerem-no com aquele sotaque esquisito... tenho certeza que haveria atores portugueses mais velhos que poderiam ter feito o Vieira na velhice e assim não ser tão artificial como com Lima Duarte foi. às vezes não entendo certas escolhas de certos diretores. Fora isso, creio que já que o filme se propunha numa tarefa de mostrar o Padre e sua filosofia e missão, deveria ter se estendido mais, o tempo é abrupto em certos momentos, houve coisas que me inquietaram para tentar desvendar os porquês, não sei se devido à minha ignorância ou não, mesmo muitos considerando o filme cansativo, são filmes feitos não para o grande público... então deveriam ser permitir adentrar neste espaço com o qual já foram classificados.
As escolhas dos intérpretes do Padre Antônio Vieira não poderiam ter sido melhor. Lima Duarte, que faz uma preleção emocionado sobre o filme, está ótimo no papel do padre já velho, mas quem rouba a cena é o ator Luis Miguel Cintra que vive o personagem no período em que viveu na Europa até os 60 anos.
Manoel de Oliveira, cujos roteiro e direção impecáveis, te prende à profundidade nos discursos e homilia/sermão do intelectual Pe. Antônio Vieira. No púlpito suas palavras eram agressivas e incomodavam muita gente poderosa, mas continham a convicção da verdade, da realidade dos fatos, por isso, apesar de perseguido, o Pe. Vieira nunca foi punido, as instâncias superiores intercediam e sempre concediam-lhe um "salvo conduto".
Filme magnífico.
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Equipe Filmow.comVi esse filme apenas para um trabalho de universidade...acho que se você optar por ver ele apenas por diversão,vai achar a coisa mais entendiante do mundo,mas é um bom filme para se ter noção do contexto colonial/religioso da época.E nada mais.
Os fãs do diretor costumam reclamar de um certo cansaço em relação a esta obra,mas a leve repulsa contra o Lima Duarte que o filme rechaçou completamente (interpretação soberba e impecável) e o magnífico uso comentado visualmente das pregações de seu imortal protagonista me fizera gemer de gozo durante toda a projeção... Fascinante literária, cinematográfica e humanamente! (WPC>)