Uma família não convencional de quatro pessoas dirige pelo interior do Irã. Durante a viagem, eles se aproximam quando relembram o passado, lidam com o medo do desconhecido e cuidam de seu cachorro doente.
aaaaaaf que atuação impecável dessa criança maravilhosa! nada a ver os comentários falando que ele é chato, ele é ele e num ta nem aí pra ninguem, o oposto da repressão que a gente ta acostumado a ver em filmes iranianos. muito sutil e bonita a forma como vai se conduzindo esse road movie. jeitos leves de se falar sobre temas tão pesados, que te faz sentir o tamanho da tristeza sem estragar a criança interior
- na mesma medida que eu achei o moleque chato eu também achei ele um personagem maravilhoso e olha que criança nessa idade é chata pra caramba - adorei as interações da familia e como o diretor trabalha os sentimentos que vão aflorando entre eles - e tem umas cenas espetaculares que amei de paixão, daquelas que me fazem lembrar porque eu amo tanto cinema; - aquela com a camera longe o tempo inteiro quando o filho mais velho se despede, o filho mais novo deitado em cima do pai e a grama vi virando o céu estrelado, o menino dublando a música abraçado com a mãe se acabando de chorar.. pqp
mexem comigo os filmes sobre migração. dos que se vão e dos que ficam. dos que ficam e dos que vão. as histórias sobre fronteiras, sobre estrangeirismos, sobre idas forçadas. quem se vai sem querer ir; sem poder. os que ficam sem entender, sem poder ficar, e mesmo assim ficando. sem ter clareza do que tá acontecendo. tem alguma coisa de indizível no deslocamento forçado. um arrancar não-elaborado. como uma planta quando tem suas raízes arrancadas. as cenas musicais desse filme são as mais lindas que já vi. a escolha do filme ser apenas o trajeto de carro, em meio a um cenário inóspito e desértico, que parece conversar com o repleto vazio de informações sobre o que se tem depois daquele horizonte. pra onde esse menino vai, afinal? por quê? não se sabe, mas se sabe que é algo necessário, irregular, perigoso, talvez irreversível. 'ilegal'. a estrada diz mais sobre a migração do que os destinos, ou do que o ponto de origem. o trajeto é o ponto de intermédio de alguma coisa que a gente não sabe o que será depois. e os diálogos, os tempos, as músicas, todas tocam nesse lugar do processo de percurso. o percurso daquelas vidas.
Indicado ao Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Excelente estreia de Panah Panahi, filho do já lendário diretor Jafar Panahi, parece que o talento na família transborda. Perdeu o prêmio em Cannes para o filme Murina, que por mais que eu tenha gostado bastante, achei inferior a este aqui. O elenco esbanja talento e quando você menos espera já está completamente imerso no filme. Rayan Sarlak, o garotinho, é de longe um dos maiores talentos mirins da atualidade. A única coisa que me incomodou um pouco foi que o irmão mais velho não foi tão bem aproveitado como todo o resto da família, existe um motivo para isso, mas achei que se ele tivesse seu "momento" o filme poderia ter sido ainda melhor. O filme acaba e você fica querendo acompanhar os personagens por muito mais tempo. A direção técnica também é muito acima da média para um estreante, tudo é conduzido em um nível profissional que impressiona. Eu simplesmente amei!
aaaaaaf que atuação impecável dessa criança maravilhosa! nada a ver os comentários falando que ele é chato, ele é ele e num ta nem aí pra ninguem, o oposto da repressão que a gente ta acostumado a ver em filmes iranianos. muito sutil e bonita a forma como vai se conduzindo esse road movie. jeitos leves de se falar sobre temas tão pesados, que te faz sentir o tamanho da tristeza sem estragar a criança interior
- na mesma medida que eu achei o moleque chato eu também achei ele um personagem maravilhoso e olha que criança nessa idade é chata pra caramba
- adorei as interações da familia e como o diretor trabalha os sentimentos que vão aflorando entre eles
- e tem umas cenas espetaculares que amei de paixão, daquelas que me fazem lembrar porque eu amo tanto cinema;
- aquela com a camera longe o tempo inteiro quando o filho mais velho se despede, o filho mais novo deitado em cima do pai e a grama vi virando o céu estrelado, o menino dublando a música abraçado com a mãe se acabando de chorar.. pqp
bão queria ser reducionista, mas que fillho chato kkkkk
mexem comigo os filmes sobre migração. dos que se vão e dos que ficam. dos que ficam e dos que vão. as histórias sobre fronteiras, sobre estrangeirismos, sobre idas forçadas. quem se vai sem querer ir; sem poder. os que ficam sem entender, sem poder ficar, e mesmo assim ficando. sem ter clareza do que tá acontecendo. tem alguma coisa de indizível no deslocamento forçado. um arrancar não-elaborado. como uma planta quando tem suas raízes arrancadas. as cenas musicais desse filme são as mais lindas que já vi. a escolha do filme ser apenas o trajeto de carro, em meio a um cenário inóspito e desértico, que parece conversar com o repleto vazio de informações sobre o que se tem depois daquele horizonte. pra onde esse menino vai, afinal? por quê? não se sabe, mas se sabe que é algo necessário, irregular, perigoso, talvez irreversível. 'ilegal'. a estrada diz mais sobre a migração do que os destinos, ou do que o ponto de origem. o trajeto é o ponto de intermédio de alguma coisa que a gente não sabe o que será depois. e os diálogos, os tempos, as músicas, todas tocam nesse lugar do processo de percurso. o percurso daquelas vidas.
Indicado ao Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Excelente estreia de Panah Panahi, filho do já lendário diretor Jafar Panahi, parece que o talento na família transborda. Perdeu o prêmio em Cannes para o filme Murina, que por mais que eu tenha gostado bastante, achei inferior a este aqui. O elenco esbanja talento e quando você menos espera já está completamente imerso no filme. Rayan Sarlak, o garotinho, é de longe um dos maiores talentos mirins da atualidade. A única coisa que me incomodou um pouco foi que o irmão mais velho não foi tão bem aproveitado como todo o resto da família, existe um motivo para isso, mas achei que se ele tivesse seu "momento" o filme poderia ter sido ainda melhor. O filme acaba e você fica querendo acompanhar os personagens por muito mais tempo. A direção técnica também é muito acima da média para um estreante, tudo é conduzido em um nível profissional que impressiona. Eu simplesmente amei!
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