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Data de lançamento
24 Jan. 2011Duração
Eva Green é Susan, epidemiologista que saiu recentemente de um relacionamento ruim. Ewan McGregor é Michael, o chef carismático que conquista Susan e lhe mostra que nem todos os caras são ruins. Ao mesmo tempo que Susan e Michael estão se apaixonando, uma pandemia global está ameaçando mudar a face da humanidade para sempre. Diante do colapso inevitável, poderá o amor sobreviver ao fim do mundo?
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O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (3ª Temporada)
⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
"Será que precisamos perder tudo para compreender o que realmente dá sentido à nossa existência? E se o verdadeiro monstro não for a doença que retira nossos sentidos, mas a maneira como aprendemos a viver sem perceber o valor daquilo que ainda temos?"
A ideia de que a doença poderia simbolizar um monstro criado pelos próprios homens: tudo aquilo que produzimos — alimentos, tecnologias, mercadorias, sistemas de comunicação, formas de organização social e maneiras de viver, nascem de nossas próprias criações. Essas criações nascem de nossas necessidades, nossos desejos e nossas escolhas. Mas aquilo que deveria servir à humanidade também produz consequências destrutivas. A poluição, o consumo desmedido, a violência e a frieza diante do sofrimento mostram como nossas ações podem prejudicar o mundo em que vivemos. O monstro não precisa ser uma criatura desconhecida que chega de outro planeta. Pode ser o resultado de um processo que nós mesmos alimentamos, até que suas consequências escapem do nosso controle.
O cinema de pandemia costuma se alimentar do caos: hordas de infectados, cidades em chamas, violência e morte. Mas em "Sentidos do Amor", de David Mackenzie, o roteiro segue por um caminho infinitamente mais angustiante e poético. Aqui, a extinção humana não vem de uma explosão, mas da ruína progressiva e dolorosa dos nossos próprios sentidos.
Isso não é apenas sobre uma doença biológica, mas uma metáfora da miséria da experiência humana, da insensibilidade e do distanciamento daquilo que produzimos e da responsabilidade que temos por nossas criações. Acredito que o colapso apresentado no filme pode ser o fim de uma maneira de viver e de compreender a própria existência.
As cenas que antecedem cada perda dos sentidos são devastadoras. Antes do olfato ir embora, as pessoas são possuídas por um luto e um choro incalculável; a perda da audição vem precedida por um surto de raiva cega e uma fúria incontrolável; e a perda do paladar entrega a sequência mais perturbadora do longa: uma fome animal e desesperada, onde as pessoas devoram o que virem pela frente — de comida crua ao lixo —, num espetáculo de embrulhar o estômago.
Existe algo doloroso no final: não existe uma salvação convencional. Não há uma solução tecnológica que reverta a catástrofe, uma arma milagrosa que destrua o inimigo ou uma descoberta científica que devolva à humanidade aquilo que perdeu. O mundo ainda existe, mas as pessoas nele ficam vulneráveis. A tragédia é coletiva, mas a experiência da perda é individual. Cada um precisa enfrentar seus demônios. Não é um fim instantâneo, como uma explosão nuclear; é o desaparecimento assustador e progressivo das condições de toda vida humana na Terra.
No centro desse colapso que se espalha em ondas pelo planeta, Ewan McGregor e Eva Green entregam atuações monumentais. A entrega do par em cena é visceral, transmitindo a dor, o desespero e a necessidade de se agarrarem um ao outro enquanto o mundo ao redor desmorona em silêncio e escuridão.
Sem precisar de efeitos mirabolantes ou criaturas grotescas, "Sentidos do Amor" constrói um apocalipse de uma beleza triste e arrebatadora — acho que o fim mais triste que a humanidade já teve. O desfecho, onde a perda da visão é precedida por uma onda de afeto e amor profundo, é ao mesmo tempo poético e destruidor. O ser humano perde toda a capacidade de lutar quando mais precisa. É um filme cheio de significado e simbolismo que prova que, mesmo quando tudo nos é tirado, a nossa conexão com o outro é a última coisa que resiste ao fim.
O amor não desfaz a catástrofe. Não garante a sobrevivência. Não devolve os sentidos. Contudo, talvez permita que os personagens preservem algo profundamente humano em meio à destruição.
Muito bom!
Imagina o desespero coletivo numa situação dessas... você perceber que seu fim e o fim de toda a humanidade tá chegando a passos que você consegue contar...
✦ 25/08/26
Sentidos do Amor, dirigido por David Mackenzie, é um filme que transcende o rótulo de drama romântico para se tornar uma reflexão profunda sobre a fragilidade humana diante do imprevisível.
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A trama acompanha Susan (Eva Green), uma epidemiologista, e Michael (Ewan McGregor), um chef de cozinha, que se apaixonam em meio a uma misteriosa epidemia mundial que, progressivamente, retira da humanidade seus sentidos: primeiro o olfato, depois o paladar, e assim sucessivamente.
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Eva Green e Ewan McGregor entregam performances intensas e delicadas, equilibrando vulnerabilidade e força. A química entre os dois sustenta a narrativa, mostrando como o amor pode florescer mesmo em meio ao caos.
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O roteiro é engenhoso ao usar a perda dos sentidos como metáfora para a desconexão e o medo coletivo. Cada etapa da epidemia é acompanhada por surtos emocionais que revelam tanto a fragilidade quanto a resiliência humana. O filme antecipa, de forma quase profética, a experiência da pandemia da COVID-19, especialmente ao retratar a perda de olfato e paladar, sintomas que se tornaram marcantes na realidade anos depois.
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Mais do que um relato sobre uma catástrofe, Sentidos do Amor é uma história sobre resistência emocional. Ele mostra que, mesmo quando o mundo parece desmoronar, o amor pode ser um ato de esperança e de sobrevivência.
Intrigante e poético, o filme nos lembra que, diante da desesperança, o afeto é capaz de dar sentido à existência. É uma obra que permanece atual e necessária, convidando o espectador a refletir sobre como lidamos com crises e sobre o poder transformador das relações humanas.
O filme que previu a pandemia e como ngm fala nisso , Filmaço
Lugar garantido entre os 10 melhores da vida inteira. Um filmaço que desde o começo já emociona com a fotografia fria, a trilha sonora melancólica, as atuações inesquecíveis dos protagonistas. Mesmo que a mensagem geral do filme seja clara, existem micro-metáforas em praticamente cada cena, refletindo sobre os vários aspectos da miséria da condição humana e da sublimidade dos sentimentos.