O Comendador Vitório Palestrina (Mojica) é um playboy milionário que trata de modo brutal todas as garotas que conhece. Ele seduz e estupra uma jovem ingênua, após arrancar a dentadas um de seus mamilos. No julgamento, é absolvido por falta de provas e comemora com uma festa na qual exibe o mamilo cortado como um troféu, sem qualquer pudor. Palestrina seduz outras moças, até se apaixonar por uma jovem estudante que se mostra menos suscetível às suas investidas. Ele só não desconfia que ela tem um plano de vingança em mente.
O título original, "Estupro!", foi proibido pela Censura na época do lançamento do filme.
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“Como é possível um homem cometer atos tão violentos e receber tantos aplausos e homenagens? Você ainda não entendeu que o dinheiro é a mola mestra do mundo?”
🔪 Machismo, capitalismo, advogados do diabo, justiça modo lucifer. 2026, ano de eleição, e tudo aqui se transforma em perversão, pois o meu vereador é melhor do que o seu. Mojica extrapola seu argumento a partir de personagens caricatos e clichês para nos mostrar que nós como sociedade, ruímos. Sabemos que a verdade e a mentira tem significados diferentes, mas aqui podemos transformá-las e revertê-las como bem entendermos. A bússola moral existe até a página dois.
“Quanto mais se têm, menos se dar”
🔪 Classe média alta, ratos comportamentais, a carnificina que sai dos diálogos, expressões rasteiras, tudo parece tão normal que faz nosso estômago embrulhar. Moral e caráter, ele é rico, nunca faria uma coisa dessas. Justiça, o julgamento alheio, ricos vs pobres. Mas no Brasil esse negócio de “Classe” não existe! Cinema Primitivo, escravos do desejo, privilégios, jogo de interesses, estamos condenados. Sanguessugas, preconceitos, maldito Brasil! Facínoras.
🔪 Saiba de uma coisa, você não é feio, você é pobre! Tudo tem um preço, desde a atenção das pessoas, seus valores e sentimentos. Atenção negociada, tudo faz parte do jogo, lá atrás alguém grita: o mundo é dos espertos! Em nossa bandeira ainda continua escrito: ORDEM E PROGRESSO. E isso ainda continua sendo uma das maiores ofensas aos que ainda tem juízo nesse território.
“Eu lhe darei tudo! Faça comigo o que quiser”
🔪 Almas negras, aqui não escapa ninguém! A maioria até governa esse País. Aqui nada fica subjetivo, tudo está explícito. A metalinguagem, aqui nessas partes do roteiro, Mojica mostra toda a sua qualidade. É impressionante como ainda tem pessoas que julgam o “Zé do Caixão” apenas como caricatura. Isso aqui é cinema político com uma critica social e selvagem ligado no 320 Volts.
🔪 Tirem a porra da “política” do meu filme. Rapaz, só você existir, já é um ato político. Você não querer estar aqui nessa realidade, também é um ato político. Não temos como escapar. Gordo, Magro, Macho, Fêmea, mortais e imortais. Essa realidade é uma arapuca, um moedor de gente administrado por sádicos. E esse final? Ninguém estará preparado!
- 7/10
- vingança contra burguês arrombado é ainda mais gostosa
- a critica que o Mojica faz já no começo do filme é excelente
- o desgraçado comete o crime, é inocentado, mostra a prova do crime e todo mundo bate palma porque é rico
José Mojica Marins dirige e atua esse filme que é uma verdadeira "ode" ao cinema marginal, a critica social. A vingança é posta no roteiro de maneira cujo expectador não perceba. As atuações são pífias e a montagem desmantelada. Tem problemas em sua feitura, mas é genial em seu discurso. O desfecho é extraordinário e impactante.
Bom filme!
Como já disseram, poderia ser feito na metade do tempo, mas apesar disso é um grande filme, a cena final, da
vingança, é belíssima, umas das melhores que já vi.
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