Diálogos expositivos não são de todo mal, principalmente em filmes históricos em que boa parte do público não está completamente a par do contexto cultural que se pretende representar, é uma boa forma de situá-lo, mas quando o filme é somente isso, então torna-se mais uma aula que qualquer coisa, perde-se o caráter lúdico do cinema. Mike Leigh pesa a mão ao tornar tudo expositivo, desde os diálogos entre os membros da família que guia a trama de “Peterloo”, até entre as autoridades e o povo indignado. Tudo é uma grande exposição para o público compreender a política econômica da Inglaterra pós-guerras napoleônicas, tirando a naturalidade das cenas e dificultando a imersão.
Como referência visual, Leigh é afiado. Desde “Topsy-Turvy” e “Vera Drake”, o diretor demonstra aptidão para filmes históricos, consultando especialistas a fim de retratar a mentalidade e o mundo material de épocas passadas, e aqui não é diferente. Detalhes como a produção caseira de pequenas tortas, o maquinário das fábricas, as feiras locais, ainda que passem despercebidas pelo público são pormenores que ajudam a reconstruir um mundo distante. Infelizmente, o restante não ajuda. “Peterloo” é assaz verborrágico e expositivo, e seus personagens apenas existem para ilustrar a desigualdade social da época, como vetores do argumento do diretor, mas sem personalidade.
Por mais que você já espere que vai dar m.. última meia hora é chocante pela forma que foi mostrada pelo diretor.. bem didático... Para quem curtiu esse eu indico germinal
O filme é bonito visualmente e didático quanto ao passado da democracia liberal burguesa e em como ela só servia aos interesses da burguesia. Ele mostra que a luta por democracia sempre foi uma conquista da classe trabalhadora.
Diálogos expositivos não são de todo mal, principalmente em filmes históricos em que boa parte do público não está completamente a par do contexto cultural que se pretende representar, é uma boa forma de situá-lo, mas quando o filme é somente isso, então torna-se mais uma aula que qualquer coisa, perde-se o caráter lúdico do cinema. Mike Leigh pesa a mão ao tornar tudo expositivo, desde os diálogos entre os membros da família que guia a trama de “Peterloo”, até entre as autoridades e o povo indignado. Tudo é uma grande exposição para o público compreender a política econômica da Inglaterra pós-guerras napoleônicas, tirando a naturalidade das cenas e dificultando a imersão.
Como referência visual, Leigh é afiado. Desde “Topsy-Turvy” e “Vera Drake”, o diretor demonstra aptidão para filmes históricos, consultando especialistas a fim de retratar a mentalidade e o mundo material de épocas passadas, e aqui não é diferente. Detalhes como a produção caseira de pequenas tortas, o maquinário das fábricas, as feiras locais, ainda que passem despercebidas pelo público são pormenores que ajudam a reconstruir um mundo distante. Infelizmente, o restante não ajuda. “Peterloo” é assaz verborrágico e expositivo, e seus personagens apenas existem para ilustrar a desigualdade social da época, como vetores do argumento do diretor, mas sem personalidade.
Pra quem gosta de história é um prato cheio. Bem didático.
Por mais que você já espere que vai dar m.. última meia hora é chocante pela forma que foi mostrada pelo diretor.. bem didático... Para quem curtiu esse eu indico germinal
O filme é bonito visualmente e didático quanto ao passado da democracia liberal burguesa e em como ela só servia aos interesses da burguesia.
Ele mostra que a luta por democracia sempre foi uma conquista da classe trabalhadora.
Vale a pena pelo didatismo