Plano Alto

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Plano Alto (2014)
Plano Alto
Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 21 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
21 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Ivan Zettel
País de origem Brasil 🇧🇷

Dirigido por

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Sinopse

A trama terá como tema principal a política brasileira desde a década de 60 até os dias atuais, com as recentes manifestações pelo país.

Assim, os guerrilheiros da década de 60 e 70, os caras-pintadas, que tiraram o ex-presidente Fernando Collor de Melo do poder, e os black blocks dão ritmo à obra.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
jordisonfrancisco
Jordison
6 anos atrás

Plano Alto não foi uma série somente política

Desde a retomada de sua teledramaturgia, a minissérie é o melhor produto que a Record exibiu

Foram necessários apenas 12 episódios para ter a certeza de que Plano Alto foi um sopro de vida em meio a uma programação popularesca — não somente da Record —, e que pouco valoriza (ou valorizava) a cultura das séries/minisséries dramáticas (a única qualidade nesse ramo, da Record, são as minisséries bíblicas: um nicho com potencial e pouco explorado). Plano Alto é mais um produto desse tipo que deixa marcas positivas para a emissora — o outro é a série Fora de Controle, ambas do autor Marcílio Moraes.

Essas marcas positivas vão além da produção caprichada ou do texto sempre preciso do autor. Antes de tudo, é louvável a coragem da Record em exibir Plano Alto em pleno período eleitoral. Se por um lado poderia atrair quem se interessa pelo tema, por outro poderia ser desgastante: já bastam os escândalos e os ringues que se tornou a disputa eleitoral este ano.

A produção captou um tema interessantíssimo — os protestos de junho de 2013. No entanto, não situou o ano, ou quando foi. É como se fosse algo muito recente, o que é ótimo. Plano Alto também não se valeu de posições políticas, o que é raro nesse tipo de produção (O Brado Retumbante, minissérie política da Globo exibida em 2012 é um espelho do conservadorismo). Foi impossível distinguir ideologias políticas. Não levantou bandeira. A única, sem sombra de dúvidas, foi a de que ninguém presta.

Mais que o tema político, Plano Alto foi uma minissérie que abordou de forma brilhante o papel da imprensa. Plano Alto foi, também, um relato sobre o comportamento da mídia. Jornalista supostamente confiável se vinga após traição (Carlos/Juan Alba); jovens e bonitas jornalistas (Paula/Mariah Rocha) que buscam o crescimento profissional chegando ao ponto de ir pra cama com o governador (Guido Flores/Gracindo Jr.), bem mais velho; assessora (Melissa/Camila Rodrigues) que se aproxima do filho (João Titino/Milhem Cortaz) do governador; e por aí vai. A minissérie mostrou um retrato corajoso da imprensa política brasileira. Era comum ouvir o termo “imprensa golpista”, tão usado, agora, na internet.

Para movimentar esse jogo, os políticos envolvidos em CPIs e escândalos deram a tônica. Mas o trabalho de Daniela Galli (Júlia) e André Matos (Luizinho Papudo) foi além. Ela, com firmeza, classe e um pouco de frieza. Ele, que poderia cair na palhaçada, é um espelho do comportamento de inúmeros representantes: caricato, exagerado. Matos, conhecido por personagens cômicos, surpreendeu e é, de longe, o grande destaque de Plano Alto. Teve a firmeza suficiente para não deixar o personagem se tornar cômico — um político vive na corda-bamba entre o absurdo e o hilário.

Os 12 episódios se desdobraram sem sobressaltos. Cada episódio, um detalhe da CPI contra Guido Flores (governador do Rio de Janeiro e futuro candidato a Presidente da República), ou o escândalo sexual de Papudo. Casos de traição e vingança foram comuns. Praticamente todos tem consequências na vida política dos envolvidos. Em meio ao caos político, as manifestações explodiam nas ruas. É, novamente, louvável o esforço e a competência que o diretor Ivan Zettel conduziu essas cenas. Mesmo com a aparente falta de figurantes, os recursos utilizados foram criativos e originais: drones para cenas aéreas, cenas originais dos protestos misturadas com as cenas fictícias (o que não dava para distinguir qual era qual, tamanha a qualidade) e algumas marcas de estilo (como a câmera em rotação nos diálogos finais).

Os protestos, ainda bem, não foram o ponto principal da trama, mesmo que o ambiente antes da estreia fosse nesse sentido. Plano Alto foi além disso. Marcílio Moraes parece ter pego o “espírito” do que foram as manifestações de junho: nada. Os jovens ali, aparentemente, são pura rebeldia, e não há reivindicação clara. A trama é interessante por mostrar Rico (Bernardo Falcone) como uma terceira geração de homens de uma mesma família que se envolve com política: o avô (Guido Flores), o pai (João Titino) e ele, um black bloc.

Como o autor Marcílio Moraes já afirmou, Plano Alto tem ganchos para uma próxima temporada, e até uma terceira. Isso é evidente em relação ao desenvolvimento de algumas tramas, como a de Rico e Lucrécia (Carla Diaz), os novos ataques e conflitos, as investidas de Paula, que já deu um indício de que vai se envolver com João — é a atração pelo poder?, e os ganchos para a eleição presidencial com João e Torril (Paulo Gorgulho, que pouco apareceu e, com certeza, tem muito mais a oferecer nesse jogo político).
A audiência não foi a desejada pela Record: em torno de 4 pontos de média. Pouco, muito pouco para uma das melhores séries já exibida na TV brasileira. Com isso, volto ao raciocínio que fiz no fim de Pecado Mortal, também da Record, em maio:

Em “Homens Difíceis”, o autor também fala da situação das TVs a cabo e TVs abertas nas décadas de 1980 e 1990. […] Os anunciantes pagavam por um conteúdo que não afastasse o público. No entanto, a HBO, canal a cabo, resolveu apostar e arriscar. O que se viu foi um fenômeno de crítica e público. The Sopranos, exibida de 1999 a 2007, faz parte da cultura pop e da “Terceira Era de Ouro” da TV americana. The Wire, também da HBO, foi sucesso de crítica (no livro: “Os críticos sempre tinham sido generosos com The Wire, quando não messiânicos”), mas não teve a audiência esperada — ou merecida,…

…situação idêntica a de Pecado Mortal.

P.S.: O livro afirma: “essa nova geração de programas (as séries) trazia histórias muito mais ambíguas e complicadas do que qualquer outra coisa que a televisão, sempre tentando agradar ao público mais amplo e ao maior número de anunciantes possível, já tinha colocado no ar”. Pecado Mortal bebe dessa fonte.

Hoje, temos uma TV aberta que se diz “em transformação”, mas que ainda é relutante ao novo, ao ousado. A Record poderia, com Pecado Mortal, se afirmar como opção diferente, uma opção “premium”, qualificada, assim como fez a HBO e outras emissoras, como FX e AMC (no livro: “Enquanto isso, a HBO nunca mais estaria sozinha no universo dos programas de qualidade, e nem necessariamente no topo desse universo”. Um paralelo com a Record e a Globo). A consequência viria com o tempo. Essa foi uma grande oportunidade perdida pela Record: mostrar seu poder de fogo frente à uma ainda convencional Globo (que arrisca em pequenas ousadias, como Avenida Brasil — em estética, já que a trama de vingança é clássica — , e as séries A Teia, O Caçador e Dupla Identidade). Outro problema é a má vontade dos grandes sites e jornais em menosprezar a Record.

Troque Pecado Mortal por Plano Alto nos trechos acima, e o efeito será o mesmo.

Será um presente para a TV aberta brasileira ver uma segunda temporada de Plano Alto. Não é sempre que se consegue reunir um elenco desse (Jussara Freire, Gracindo Jr., Paulo Gorgulho, Mariah Rocha, Milhem Cortaz, André Matos, Daniela Galli, Ester Góes, Floriano Peixoto). Não é sempre que o tema político está no centro da ficção. Não é sempre que uma série ou minissérie tem mais qualidade que qualquer outro produto na TV.

“Quero que a luta de Guido Flores se torne a minha luta e que os sonhos dele se tornem o meu sonho e o de todos os brasileiros” (João Titino)

P.S.: A abertura de Plano Alto é histórica, além de ser de uma criatividade ímpar (com exceção da trilha, mas que ainda vem a calhar). Transforma a escultura Os Dois Candangos, de Bruno Giorgi, um marco de Brasília, em um cidadão: corrupto, político, manifestante. Genial. A trilha sonora, idem.

Autor: Bruno Viterbo

jordisonfrancisco
Jordison
6 anos atrás

Depois da vida dedicada à política, Guido Flores (Gracindo Jr.), atual governador do estado, beirando os 70 anos, sonha chegar à Presidência da República. Cotado nas pesquisas e com apoio no partido, ele dedica sua energia no trabalho pela candidatura nos bastidores e julga que terá uma campanha tranquila pela frente. Nos últimos meses, porém, começaram a surgir denúncias e acusações, culminando com o movimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades do uso de dinheiro público no seu governo.
Estas são acusações amargas para quem pegou em armas contra a ditadura e que se alimentou das utopias comunistas das décadas de 1960 e 1970, ainda que posteriormente tenha se tornado um político de direita. Não que ele se julgue um santo, sempre soube que não se faz política sem sujar as mãos. Jamais, porém, se teve na conta de corrupto, como o acusam. Guido suspeita de que contra ele está uma articulação para minar sua candidatura a presidência. Desconfia do Presidente Ângelo Torril (Paulo Gorgulho), mas não tem um indício concreto disso.
Guido Flores recorre ao filho, o deputado federal João Titino (Milhem Cortaz), com quem mantém relações pessoais distantes, mas em quem confia politicamente, e à mulher dele, a deputada estadual Júlia (Daniela Galli), para comandarem nas casas legislativas. E também João e Júlia vasculharão o passado do deputado Papudo (André Mattos), líder do movimento contra o governador, e descobrirão episódios comprometedores, que logo se tornarão públicos por Carlos Alberto (Juan Alba), jornalista e genro de Guido. A difamação e a calúnia são armas dos dois lados.
A carreira política de João Titino, filho de Guido, teve início no impeachment de um ex-presidente nos anos 1990. Ele foi um cara pintada e, naquele momento, apaixonou-se pela política. João não cultiva sentimentos filiais em relação ao pai, com quem mantém contato por puro interesse político, o que aliás, é correspondido. Casou-se muito jovem, mas sua mulher morreu no parto de Frederico (Bernardo Falcone), de quem João logo se distanciou, deixando o menino aos cuidados da avó Dora (Jussara Freire), antigo amor de Guido, abandonada por ele na juventude.
Frederico, conhecido como Rico, sempre se manteve afastado da tradição familiar, principalmente por influência da avó Dora. Porém, ao participar de uma manifestação de protesto e envolver-se em um episódio violento, Rico muda a maneira de pensar e acaba se juntando a grupos anarquistas radicais. Namorado de Paula (Mariah Rocha), vai se apaixonar por uma amiga dela, Lucrécia (Carla Diaz), com quem, entre manifestações de protesto e ocupações políticas em prédios públicos, viverá uma relação intensa e inusitada.

geraldoandre
Geraldo Andre
11 anos atrás

Uma ótima serie, o Brasil precisa de series nesse estilo

matthydaniel
matthy
11 anos atrás

UMA DAS MELHORES SERIES DE 2014, PARABENS RECORD!!!

mathsoff
Marcello Fersan
½
11 anos atrás

Bernardo Falcone mandou muito bem!!

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