The Man Who Cheated Himself 1950, no Brasil Por Uma Mulher Má. Eu gostei, apesar de ter assistido em uma resolução meio baixa. O filme colorido ficou bonito, com locações interessantes e uma paleta de cores em marrom. Imagino que com uma imagem melhor teria ficado foda.
A cena final perto do Fort Point, uma fortaleza militar histórica feita de tijolos que parece um labirinto por causa de sua estrutura antiga, com vários andares e longas fileiras de arcos repetitivos, corredores vazios idênticos que geram uma sensação de desorientação e isolamento, é bem bonita e marcante também.
Eu achei uma decisão bem burra do Ed (Lee J. Cobb) simplesmente encobrir Lois (Jane Wyatt) quando ele poderia ter alegado um roubo na casa, já que a porta havia sido forçada, ou simplesmente legítima defesa. Porém ele opta pelo pior caminho e ainda por cima chamando pra si uma responsabilidade desnecessária, por alguém que no futuro veríamos que não valia a pena, como visto na cena final em que ela diz o mesmo que disse pra Ed para outro personagem.
Andy (John Dall) também é um bom personagem, policial inexperiente porém cheio de vontade de aprender e resolver seus casos, seguindo os passos do irmão a quem vê como exemplo.
Outra situação que talvez possa ser vista como conveniência de roteiro é ele não tirar lua de mel e preferir ficar para investigar o caso e deixar a lua de mel pra depois, fodendo assim seu irmão Ed.
É um bom noir com um bom clima e excelente ambientação, e como já disse, a cena final na ponte de São Francisco é visualmente muito bonita.
A decisão do protagonista — um policial racional e experiente — de ocultar o assassinato em vez de alegar legítima defesa, mesmo diante de circunstâncias extremamente favoráveis, compromete a credibilidade do enredo e soa como um recurso forçado para encaixar a história nos clichês do gênero noir, com o herói corrompido pela paixão.
Por outro lado, um dos grandes méritos da obra está na ambientação: as cenas externas em San Francisco são um diferencial visual marcante, conferindo à narrativa um frescor realista e um charme urbano que a destaca entre outros noirs mais enclausurados em estúdios.
Há pouco tempo, conferi essa pérola do cinema noir no Youtube, no excelente Canal Cine Antiqua. "Por Uma Mulher Má", é um bom filme noir policial norte-americano de 1950, dirigido por Felix E. Feist e estrelado por Lee J. Cobb, Jane Wyatt e John Dall.
É uma envolvente história que mescla intrigas, romance e drama de cunho psicológico com um clímax tenso e inesperado. A produção é em preto e branco. Recomendado para os fãs do sub-gênero noir clássico. É também conhecido pelo título alternativo: "O Homem Que Se Enganou".
Noir muito bem feito, escrito e dirigido. Só achei um pouco enfadonho a cena final na naquele lugar abandonado (precisava percorrer todo o prédio? rsrsr)
The Man Who Cheated Himself 1950, no Brasil Por Uma Mulher Má. Eu gostei, apesar de ter assistido em uma resolução meio baixa. O filme colorido ficou bonito, com locações interessantes e uma paleta de cores em marrom. Imagino que com uma imagem melhor teria ficado foda.
A cena final perto do Fort Point, uma fortaleza militar histórica feita de tijolos que parece um labirinto por causa de sua estrutura antiga, com vários andares e longas fileiras de arcos repetitivos, corredores vazios idênticos que geram uma sensação de desorientação e isolamento, é bem bonita e marcante também.
Eu achei uma decisão bem burra do Ed (Lee J. Cobb) simplesmente encobrir Lois (Jane Wyatt) quando ele poderia ter alegado um roubo na casa, já que a porta havia sido forçada, ou simplesmente legítima defesa. Porém ele opta pelo pior caminho e ainda por cima chamando pra si uma responsabilidade desnecessária, por alguém que no futuro veríamos que não valia a pena, como visto na cena final em que ela diz o mesmo que disse pra Ed para outro personagem.
Andy (John Dall) também é um bom personagem, policial inexperiente porém cheio de vontade de aprender e resolver seus casos, seguindo os passos do irmão a quem vê como exemplo.
Outra situação que talvez possa ser vista como conveniência de roteiro é ele não tirar lua de mel e preferir ficar para investigar o caso e deixar a lua de mel pra depois, fodendo assim seu irmão Ed.
É um bom noir com um bom clima e excelente ambientação, e como já disse, a cena final na ponte de São Francisco é visualmente muito bonita.
Assistido em 04/06/2026
The Man Who Cheated Himself é um noir com premissa interessante, mas que sofre com escolhas narrativas pouco convincentes.
A decisão do protagonista — um policial racional e experiente — de ocultar o assassinato em vez de alegar legítima defesa, mesmo diante de circunstâncias extremamente favoráveis, compromete a credibilidade do enredo e soa como um recurso forçado para encaixar a história nos clichês do gênero noir, com o herói corrompido pela paixão.
Por outro lado, um dos grandes méritos da obra está na ambientação: as cenas externas em San Francisco são um diferencial visual marcante, conferindo à narrativa um frescor realista e um charme urbano que a destaca entre outros noirs mais enclausurados em estúdios.
O filme tem 1h20 e me pareceu ter 3h00.
Filme 006/2025
Visto em 09/01/2025
Como esquecer?
Há pouco tempo, conferi essa pérola do cinema noir no Youtube, no excelente Canal Cine Antiqua. "Por Uma Mulher Má", é um bom filme noir policial norte-americano de 1950, dirigido por Felix E. Feist e estrelado por Lee J. Cobb, Jane Wyatt e John Dall.
É uma envolvente história que mescla intrigas, romance e drama de cunho psicológico com um clímax tenso e inesperado. A produção é em preto e branco. Recomendado para os fãs do sub-gênero noir clássico. É também conhecido pelo título alternativo: "O Homem Que Se Enganou".
Visto no Cine Antiqua Golda, 25/08/22.
Noir muito bem feito, escrito e dirigido. Só achei um pouco enfadonho a cena final na naquele lugar abandonado (precisava percorrer todo o prédio? rsrsr)