Solange está deprimida, deixou de sorrir, fala muito pouco e não se alimenta direito. Por isso mesmo vive desmaiando. O marido de Solange, Raoul, tenta ajudá-la. E tem uma idéia pouco hortodoxa. Quando conhece Stephane, um estranho, o escolhe para ser amante de sua própria mulher. Mas nem isso resolve. Todos os amigos de Raoul concordam que Solange precisa ter um filho, mas ela também não consegue engravidar nem do marido e nem do amante. Um dia os três decidem ir a um camping e lá Solange conhece um precoce adolescente chamado Christian. De repente ela volta a sorrir.
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Esse filme começa bem desanimador. Na sua metade final ele mostra a que veio trazendo os seus momentos mais interessantes. É o tipo de produção que dificilmente seria lançada hoje já que
a sua trama polêmica é um tanto machista ao tratar a mulher como simples objeto e ainda apela para a pedofilia ao retratar a relação de uma mulher adulta com um menor de idade.
Onde menos se espera, ela encontra a felicidade.
Incitado por alguns cinéfilos mais conhecedores desta filmografia inusitada, resolvei empreender uma mini-maratona com seus filmes, já conhecendo o lastro amoral de seus enredos e uma tendência inequívoca à misoginia. E, como tal, surpreendi-me com o que acontece aqui: como a Academia conseguiu premiar um filme tão provocativo? (risos) E, diversos momentos, parece que as seqüências foram filmadas como se fossem "pegadinhas", com vários transeuntes olhando persistentemente para a câmera, enquanto as situações acontecem. Gerard Depardieu está lindo e intransigente (risos) e Patrick Dewaere é um ótimo contraponto. Cabe a Carole Laure uma personificação mui delicada, que fica ainda mais complexa quando o garotinho precoce entra em cena. Amei a progressiva conversão das músicas de Mozart como uma espécie de personagem coletivo à parte. Graças a este efeito, o desfecho é ainda mais impactante, em sua aparência de traição schubertiana. A fotografia cria quadros maravilhosos, nas cenas da biblioteca e naquela conclusão surpreendente. Gostei muitíssimo: fiquei com muita vontade de ver mais filmes do diretor, mesmo incomodado com a fetichização e objetificação da mulher, ofertada como um mero bibelô para outrem... (WPC>)
Parece um daqueles filmes ruins do Almodóvar.
São situações muito nonsense, mas que não levam a lugar algum. Tudo que o roteiro constrói no decorrer do longa, é jogado de qualquer jeito nos minutos finais.
Mas devo ser justo e confessar que a primeira hora me agradou. O filme descamba quando o moleque entra na história.
PS: Gerard Depardieu está um colírio pros olhos nesse filme!!!
PS 2: não sei como a academia de Hollywood deu o Oscar de filme estrangeiro pra esse filme. E não digo isso pelo fato de eu ter dito que o filme é ruim, e sim por ser um filme bem polêmico e fora da caixinha pros conceitos conservadores de Hollywood.
20/09/2021
Adoro ver comentários do tipo "inverossímil, gosto duvidoso , pedofilia"....Sério que no planeta de vocês não existe nenhum Christian? Sobre o filme em si, começa extremamente verborrágico mas melhora com o assar do tempo quando vai pro lado da comédia. Nota 8,5. 2*