Park Avenue socialite Mary (Norma Shearer) and staid English nobleman, Lord Phillip Rexford (Herbert Marshall) are married as a lark, but she is very happy for several years with her husband and child. But on a trip to the Riviera she meets again an old flame, Tommie Treal (Robert Montgomery), and under the spell of the sea breezes and the Mediterranean moon (a semi-excuse for adultery to keep Queen Norma's image clean, as this was a post-Production Code film), Mary is the "innocent" victim of a romantic escapade that makes the headlines and the scandal sheets. None of Mary's explanations can soothe Lord Phillip, reaping the fallout of marrying "down", and his cold indifference drives Mary, who fights against it (a minor and feeble struggle at best), closer to Tommie. As the two lovers surrender to their ardor, Lord R. learns from his secretary that Mary had been telling the truth, and he calls for her to join him in Cannes with a clean slate. O.K, but as Chief Sky Eagle told John Wayne in Legião Invencível (1949), "too late, Nathan, toooooo late."
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Eu fico muito triste por não ver o reconhecimento de Norma Shearer como uma das atrizes gloriosas da década de 30 (não excluindo sua participação na fase silenciosa do cinema, onde teve bons momentos e onde iniciou-se sua carreira). Principalmente na fase Pre-Code, onde ela reinou absoluta. Norma conseguia interpretar personagens livres de qualquer amarra moral e com a sexualidade livre, mas sempre trazia às personagens uma elegância e um toque de sofisticação que nenhuma outra atriz desse período conseguiu imitar. As outras atrizes sempre flertavam com a vulgaridade (não que isso seja ruim, muito pelo contrário), mas no balanço geral, não havia inovação. Esperava-se sempre que mulheres livres de pudores nos filmes Pre-Code, fossem na maioria das vezes prostitutas, ou de reputação duvidosa. Até que chegou Norma e mostrou que as garotas poderiam dormir com quantos quisessem e pudessem e mesmo assim manter a aura de sofisticação. Conseguiu mostrar que sexo e imoralidade não precisavam andar de mãos dadas nos filmes Pre-Code. Que uma mulher "bem educada" e de "sociedade" poderia ter uma vida sexual livre de rótulos. E infelizmente ela não é reconhecida por dar um outro contraponto a representação das mulheres nos filmes Pre-Code. Neste filme ela interpreta uma mulher com um passado bastante tumultuado, cheio de amantes. Ela se casa e vive feliz com seu marido até fazer uma viagem e se reencontrar com um dos seus amantes do passado. Após um acidente que gera um mal entendido sobre sua reputação, seu passado é posto em cheque pelo seu marido. Ela então decide se separar dele e cai nos braços do amante, até surgir a dúvida se esse é o caminho correto a seguir. A única coisa chata de muitos filmes Pre-Code é o fato das mulheres serem livres em boa parte dos filmes, mas no final elas retornam às amarras morais e sociais, dando a entender que a liberdade sexual é algo passageiro e que os valores sociais são as únicas coisas sólidas e verdadeiras.