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Data de lançamento
3 Fev. 1989Duração
Quando Jennifer Downing, a filha do magnata P.J. Downing, é sequestrada, o pai está disposto em fazer tudo para ter sua filha de volta. Um amigo, Eliot Draisen, diz que a única pessoa que poderá ajudá-lo é Harry Crumb, o último descendente de uma família de grandes detetives. Acontece que Harry é um profissional decadente, que sempre faz muitas trapalhadas ao tentar resolver os casos. Desta vez talvez as coisas sejam um pouco diferentes, pois Nikki Downing, a irmã de Jennifer, quer ajudá-lo nas investigações.
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Boa comédia. Mais um grande filme de Jhon Candy.
O personagem interpretado por John Candy segue aquele estereótipo do cara bobão, atrapalhado, que talvez até demonstre certa incompetência, mas é, acima de tudo, bem-intencionado e honesto. Essa é uma fórmula clássica das comédias dos anos 80, e aqui funciona perfeitamente graças ao talento e ao carisma inegável de Candy. Enquanto Harry Crumb parece estar sempre um passo atrás dos outros, ele conquista o público com sua ingenuidade, bom coração e aquele humor físico irresistível que só John Candy sabia fazer.
Logo de cara já sabemos quem é o vilão do filme.
Quando o vilão é justamente quem passa aquela vibe de pessoa certinha, exemplar, profissional gabaritado, mas que por trás tem uma vida dupla e um caráter duvidoso, o contraste fica ainda mais divertido. O roteiro brinca com essa inversão de expectativas o tempo todo, e mesmo sabendo de antemão quem é o verdadeiro culpado, o filme se mantém envolvente por causa das situações absurdas e do jeito como Harry vai tropeçando nelas — literalmente.
Harry é aquele típico personagem que quer impressionar, que faz pausas dramáticas para falar, que faz entradas potentes e toma atitudes exageradas apenas para tentar parecer mais competente do que realmente é. E o mais engraçado é que, no fim das contas, ele sempre acaba se saindo bem, mesmo que por puro acaso. John Candy entrega aqui uma de suas atuações mais carismáticas, misturando humor físico com aquele toque de doçura que o tornava único. Ele tinha uma presença acolhedora, um timing cômico impecável e uma capacidade de transformar qualquer cena simples em algo memorável. É realmente triste pensar que nos deixou cedo demais, pois seu talento e sua simpatia eram algo raro em Hollywood.
A cena dele contando as notas e dizendo que falta uma, e mandando a sapatão
(palavras dele, não me julguem)
Shawnee Smith, que interpreta Nikki Downing, é outro destaque do elenco. Linda, carismática e com uma presença de tela marcante, ela entrega uma personagem leve, divertida e com ótima química com John Candy. A parceria entre os dois é uma das partes mais gostosas do filme — Nikki funciona como um contraponto mais jovem e sagaz a toda a trapalhada de Harry, e juntos formam uma dupla improvável, mas muito cativante.
Annie Potts, por sua vez, interpreta a madrasta malvada, ninfomaníaca e sexy, e está muito competente.
Ela abraça o exagero da personagem com entusiasmo e faz da vilã uma figura irresistível, cheia de trejeitos e intenções duvidosas. Seu personagem é o típico arquétipo da mulher fatal de comédia dos anos 80 — sedutora, manipuladora e completamente sem escrúpulos. E o seu amante, o tenista, é um caso à parte: além de ser extremamente feio (o que torna tudo ainda mais engraçado), é interpretado por Tim Thomerson, que dá um toque de ironia e cinismo ao papel. A relação deles é uma das partes mais legais da trama, especialmente pelas situações ridículas em que se metem tentando manter o disfarce.
Who’s Harry Crumb? é aquele tipo de comédia que não se leva a sério, mas que funciona justamente por isso. É uma mistura de sátira policial com pastelão, cheia de disfarces, confusões e piadas físicas. O filme tem um ritmo leve, divertido e uma alma tipicamente oitentista — com música animada, figurinos chamativos e aquele clima de diversão sem malícia.
No fim, o que realmente segura tudo é John Candy. Ele era o tipo de ator que bastava aparecer em cena para melhorar o filme inteiro. Sua presença é o coração da comédia, e assistir a ele em ação é sempre um lembrete do quanto sua ausência ainda é sentida no cinema.
Assistido em 16/10/2025
13.01.1994
Confesso que estava sentindo falta festas comédias americanóides e absurdas que só o cinema americano é capaz de conceber. Harry Crumb (John Candy) é um detetive particular bonachão e atrapalhado que é contratado por uma sedutora mulher para investigar o caso do sumiço da filha de seu esposo. O elenco parece se divertir a Bessa e o público se diverte com um filme simples e repleto de absurdos cômicos e besteiróis. John Candy era o cara da comédia. E não menos Jeffrey Jones com aquela cara séria e desconfiada, parece que o papel é idêntico a tantas comédias que já atuou. Divertido demais!
Ah, que saudades de uma bela comédia!!!