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Data de lançamento
21 Junho 1966Duração
George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth Taylor), sua esposa que é também filha do reitor, recebem no final da noite Nick (George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a verdade se torna algo muito deprimente.
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Filme: Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
País: EUA
Ano: 1966
Diretor: Mike Nichols // Visto no dia 20/09/2023
Filme fantástico. Ótimos diálogos, muito bem escrito, com um roteiro premiado (esse filme aqui ganhou cinco Oscar). Esse filme foi hipnotizante: fiquei ansioso com cada cena seguinte, hipnotizado pela riqueza dos diálogos e de toda a situação envolvida entre os dois casais. O contexto é bem abordado, vida conjugal, problemas conjugais, todo esse histórico, desentendimentos, discussões após a bebedeira (que faz a gente falar bastante e ser mais sincero) foi um prato cheio de ótimos diálogos, ótimas discussões e bem reflexiva, bem conduzida, pois tudo é bem dinâmico e não é cansativo. Filme dinâmico do começo ao fim. O elenco é sensacional: um dos melhores trabalhos de Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis. A força do filme também está no elenco, pois o filme roda em apenas uma locação. Não tem cenários externos. A duração do filme está de bom tamanho, nem senti o tempo passar. E foi a estreia do Mike Nichols na direção e acertou em cheio. Filmaço que ensina que um ótimo roteiro, narrativa, podem levar você longe, além de profissionais em frente da cena representando muito bem, carregando o filme com maestria como o elenco estrelado. Filme gigante e clássico atemporal que em breve verei novamente.
Nota: 9,5
Quem tem medo da realidade?
É um ótimo retrato da comodidade e da nudez de um sentimento que se sustenta apesar de todas as oposições (vontade, desejo, realidade, estética, idade etc.). O filme expõe, por meio dos delírios e da intensidade dos personagens, que certos comprometimentos não são afetados por dinâmicas banais, como o sexo e o adultério — entendidos aqui como acessórios atrelados à vaidade, sem peso ou valor emocional. Essa dinâmica provoca um estranhamento profundo e espantoso: o desapego físico surge como um valor de amor, visto que o verdadeiro sentimento transcende a carne. O final reúne essas questões em um clima pesado e dolorido, pois testar tais limites — mesmo aqueles criados como jogos aparentemente sem importância — incomoda profundamente.
que roteiro foda, so acho q o ponto negativo do filme é a duração q pode ser cansativo pra alguns, 90 minutos estava otimo, tirando isso é maravilhoso.
Visto em 14.06.2025.