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Data de lançamento
25 Jan. 2008Duração
Vinte anos depois, John Rambo vive na Tailândia e leva uma vida simples e solitária nas montanhas, pescando e capturando cobras venenosas para vender. Um grupo de missionários precisa passar pelas minas terrestres escondidas pelo caminho que leva ao campo de refugiados, onde pretendem entregar suprimentos médicos e comida para a tribo Karen. Depois de muita insistência, Rambo aceita levá-los, porém, um tempo depois, o grupo é sequestrado pelo exército birmanês e ele decide resgatá-los.
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IMPRIMATUR - visto no cinema em 2008:
Independente de qualquer dado científico em contrário, considero Rambo o personagem mais famoso de todos os tempos. É impressionante o grau de popularidade que ele atingiu nos anos 80... Embora o tempo tenha passado e seja visualmente difícil aceitar Sylvester Stallone no papel mais uma vez, o saudosismo torna esse erro aceitável. Apontado muitas vezes como o garoto-propaganda da era Reagan, Rambo sempre foi mais apolítico do que ideológico. Seu discurso continua intimista, apesar de defender a violência como uma tendência inata da natureza humana/animal. Além disso, sua insistência na figura feminina serve apenas para mascarar ou justificar a brutalidade da trama. Ironicamente, o filme se consolida como o segundo mais honesto da franquia.
Avaliação em nota: 6.0
Rambo destruidor.
Basicamente deram um jeito de fazer um filme do Rambo voltando ao Vietnã (a história se passe no Myanmar, mas visualmente não tem diferença nenhuma), é um Rambo II, mas com qualidade técnica muito melhor, a direção do Stalone surpreende e a produção é no nível dos grandes filmes de guerra, Agora o roteiro é rasteiro e sem nuance nenhuma, o exercito do Myamar é desumanizado de uma forma que vc nem torce contra eles. A violência é mais voltada ao horror de guerra do que a ação plástica, de forma que tem cenas bem pesadas, dá uma pegada diferente em relação aos outros filmes da franquia, mas eu acho que perde entretenimento. No fim, não é um bom filme.
A cada ano, esse filme envelhece ainda melhor. Sempre que o revejo, com alguns anos de intervalo, percebo detalhes que o tornam ainda mais impressionante.
O final de "Rambo 4" é, indiscutivelmente, uma conclusão apropriada para a saga de John Rambo. Após ser submetido a uma série de conflitos violentos e traumáticos que o levaram a confrontar sua própria natureza, humanidade e sanidade durante os horrores da guerra, Rambo encontra-se em um estado de exaustão emocional e física. O filme atinge seu clímax de forma intensa no final do confronto na Birmânia, refletindo não apenas as experiências devastadoras do protagonista, mas também oferecendo uma oportunidade de redenção e reconciliação com seu passado.
A cena final, apesar de simples, é repleta de simbolismo. Ao retornar à fazenda de seu pai, Rambo não está apenas voltando a um espaço físico, mas sim a um local de memória e pertencimento que ele havia abandonado há mais de três décadas. Vestindo roupas quase idênticas às que usava quando iniciou sua jornada em "First Blood", o que espelha que aquela narrativa estava chegando ao seu desfecho, a simplicidade do ato de ver seu sobrenome na caixa de correio demonstra que, enfim, John retornou para casa..
O retorno ao lar simboliza, então, não apenas o encerramento da história de um veterano de guerra, mas também uma contemplação sobre a importância das raízes de cada indivíduo. A jornada de Rambo, marcada por lutas e dores, chega a um fim com uma nota de esperança, insinuando a possibilidade de John encontrar sua redenção, mesmo em meio a tanta melancolia.
O filme se encerra com John caminhando lentamente pela pequena estrada de terra que leva até o portão do rancho, se aproximando cada vez mais de sua antiga residência, um desfecho digno, onde John, após tantos anos perdidos, encontraria sua paz.
De fato, não seria necessário um quinto filme.