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Documentário sobre o cacique indígena brasileiro que chamou a atenção do mundo quanto à preservação dos povos e da floresta Amazônica. Ficou conhecido internacionalmente após viagem pela Europa como o cantor Sting. Em sua luta, o chefe dos caiapós foi recebido por reis e chefes de Estado como o rei Juan Carlos, da Espanha, e o presidente francês François Mitterrand.
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Apesar da relevância temática e do excelente personagem-título, a abordagem fílmica é pouco brasileira. Na abertura, por exemplo, demora-se tanto falando sobre um protesto norte-americano que pensei estar vendo o filme errado... Assisti à versão narrada por Marlon Brando, e Raoni demora bastante a aparecer. Quando o faz, o filme melhora consideravelmente, assume-se como o documentário que prometera ser. O terço final é ótimo, em sua demonstração dos enfrentamentos citadinos do experiente líder indígena. Mas era tarde demais: a atenção já estava derruída, irritada... Uma pena! :( - WPC>
Um documentário absolutamente relevante e assustadoramente atual.
"O civilizado não têm uma vida como a de vocês [indígenas]. Ele não sabe o que ele é; ele vive dentro de um mundo que não tem explicação, uma confusão total. Cada um quer viver por si; não é como a sociedade sua em que todos são irmãos, em que tudo entre vocês, cada um quer ajudar o outro. Vocês formam uma grande família.
Vocês, de certa maneira, são mais homens do que nós".
Documentário muito bem construído, ainda durante o regime militar. Não conhecia a figura do Raoni. Interessante a "deixada-no-ar" de um possível diálogo entre os povos originários do Xingu e aqueles seus verdadeiros irmãos do Norte.
Curiosa a condição humana, também, que parece não extrair nada de velhas lições - até mesmo daquelas, em que tudo já vem mastigado (no caso aqui ao telespectador). Marlon Brando arremata
com um como "todos pensam que alguém os está ajudando. Mas é simples, na verdade: se não você, quem?".
Hoje, temos um maluco na pasta do meio-ambiente, e a Amazônia - com todos os seus povos, até o "caraíba" na reta - se encontra mais ameaçada do que nunca.
41 anos do alerta, mas seguimos majoritariamente escanteando o tema, pondo em xeque estudos, transformando as discussões em algo periférico, por vezes até rindo daqueles que põe esta causa em primeiro lugar.
Co-produção do Brasil, França e Bélgica que foi indicado ao Oscar de melhor documentário; no Festival de Gramado, venceu em 4 categorias, incluindo o Kikito de Ouro de melhor filme. Um exame das questões que envolvem a sobrevivência das tribos indígenas do norte e centro do Brasil. O filme foi narrado pelo ator Marlon Brando na versão inglesa, que chega até participar como entrevistador nas filmagens iniciais nos EUA. Na versão francesa, o diretor/produtor/ator Jacques Perrin é o narrador, enquanto que na versão em português, o ator Paulo César Pereio é quem faz a narração. O filme é um documento histórico interessante sobre uma antiga reivindicação dos índios brasileiros sobre a demarcação de terras pra viverem de forma tranquila, sem a ameaça dos homens brancos.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) promete a demarcação das terras. Desconfiado, Raoni vem a São Paulo e se aconselha com Cláudio Villas-Boas, o grande protetor dos índios. Os dois visitam uma galeria de arte, o jardim zoológico, passeiam pela cidade movimentada e conhecem uma favela formada por índios guaranis. Raoni volta para sua tribo, relatando ao seu povo o que ele viu e sentiu em suas viagens.