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Data de lançamento
27 Março 1940Duração
Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um riquíssimo nobre inglês (Laurence Olivier), que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos sobre o passado dele.
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Talvez eu já tenha visto algum filme que carrega o nome de alguém que não é mostrado, mas não me lembro de algum com tamanho impacto.
Rebecca está ali. O momento em que a morte dela é descrita pelo marido e a câmera aponta para onde ela estava em cada ação narrada, enquanto suas palavras são trazidas pela boca de outros, é o auge de sua presença.
Queria dizer também que vi na Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul e que esqueceram de colocar a legenda, então caso eu tenha perdido algo, foi por isso.
Pra quem gostou, recomendo Laura, de 1944.
Comparando com os filmes da premiação de 1940, esse ano foi meio morno. Ainda assim, “Rebecca” continua sendo o meu favorito, apesar de ter perdido bastante o encanto para mim depois que li o livro e vi o quanto Du Maurier plagiou descaradamente Nabuco. Na minha opinião, os únicos filmes que se mostraram concorrentes à altura foram “The Grapes of Wrath” e “Foreign Correspondent”. Este último pecou pelo final “bobo” e cafona. “The Great Dictator” é legalzinho também, mas tá longe de ser dos meus favoritos de Chaplin. Já os outros são extremamente esquecíveis.
O cara constrói uma personagem que nunca aparece e ainda assim é a mais presente de todas. Rebecca se infiltra nos objetos, na arquitetura de Manderley, na memória dos personagens e, principalmente, na insegurança da nova Mrs. de Winter.
E por que Hitchcock prova aqui, mais uma vez, que era mestre no que fazia? Porque além de perturbador, nós como espectadores passamos a “sentir” essa mulher sem nunca vê-la, como se estivéssemos sendo constantemente observados por algo que não existe, ou pior, que existe em tudo.
Cada personagem parece lembrar dela de um jeito diferente, como se fosse uma entidade moldável, construída mais pela obsessão dos outros do que por quem ela realmente foi. Isso faz com que a gente nunca saiba se Rebecca era, de fato, extraordinária ou apenas o produto de uma memória idealizada.
Alfred Hitchcock brinca com o fardo de competir com uma versão perfeita que talvez nunca tenha existido. Em Rebecca, o verdadeiro fantasma não é a Rebecca.
Brilhante, Hitchcock nao tem filme ruim.
Impressionante como retrata os 3 tipos de ciúme perfeitamente.