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Data de lançamento
1 Set. 2011Duração
Kyle e Sarah são casados e vivem em uma elegante e confortável casa ao lado da filha, Avery. A vida deles segue sem problemas, até a casa ser invadida e o trio ser mantido refém por criminosos. A família se une para combatê-los, mas isto significa revelar alguns segredos.
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Reféns (2011) é um thriller de invasão domiciliar que parte de uma situação bastante conhecida, mas tenta diferenciá-la colocando o jogo psicológico no centro da história. O filme funciona melhor quando explora a sensação de vulnerabilidade de uma família aparentemente protegida por dinheiro e segurança, embora sua execução seja mais convencional do que a premissa sugere.
Kyle Miller (Nicolas Cage) é um negociante de diamantes que vive com a esposa Sarah (Nicole Kidman) e a filha adolescente Avery em uma casa luxuosa e altamente protegida. A rotina da família muda quando um grupo de criminosos invade a residência e transforma todos em reféns. O que inicialmente parece ser um assalto planejado começa a revelar interesses muito mais específicos: os invasores conhecem detalhes da vida de Kyle e parecem saber exatamente onde pressioná-lo. Enquanto os criminosos controlam cada movimento da família, Kyle tenta negociar, ganhar tempo e encontrar alguma maneira de proteger Sarah e Avery. Conforme a noite avança, porém, segredos pessoais e problemas financeiros começam a surgir, fazendo com que a situação deixe de ser apenas uma luta contra os invasores e passe a envolver também a confiança dentro da própria família.
O principal ponto de interesse está justamente na relação entre Kyle e os criminosos. Nicolas Cage interpreta um homem que começa aparentemente impotente, mas gradualmente tenta recuperar algum controle através da negociação e da manipulação. Nicole Kidman funciona bem como uma mulher colocada em uma situação extrema, enquanto Cam Gigandet e Ben Mendelsohn dão aos invasores personalidades diferentes, evitando que sejam completamente intercambiáveis. O problema é que os personagens não recebem profundidade suficiente para que os conflitos familiares tenham o peso que o roteiro pretende. As revelações existem principalmente para movimentar a trama, e não para transformar de maneira convincente os personagens.
A direção de Joel Schumacher cria uma atmosfera claustrofóbica interessante, aproveitando bastante os corredores, quartos e espaços fechados da mansão. O ritmo é rápido e o filme raramente fica parado, com tensão construída através de ameaças constantes e mudanças de controle entre vítimas e criminosos. Porém, o roteiro começa a acumular coincidências, reviravoltas e decisões pouco naturais, prejudicando a credibilidade. Algumas situações parecem existir apenas para prolongar o suspense, e o excesso de acontecimentos faz com que a tensão psicológica seja substituída gradualmente por um thriller mais convencional.
Reféns tem uma boa premissa e um elenco capaz de entregar mais do que o roteiro oferece. Quando aposta no confinamento, na negociação e na desconfiança entre os personagens, o filme consegue criar momentos de tensão genuína. Quando começa a empilhar reviravoltas e conveniências, perde força. É um thriller razoavelmente divertido e fácil de assistir, mas que poderia ter sido muito mais interessante se tivesse desenvolvido melhor seus personagens e confiado mais no jogo psicológico do que nas surpresas do roteiro.
Nota: 8,2
É o tipo de suspense que não chega a marcar o gênero, mas consegue manter o espectador interessado durante boa parte do tempo. A premissa da invasão à casa de uma família rica cria um clima de tensão constante, principalmente conforme os conflitos entre vítimas e criminosos começam a se intensificar.
O grande destaque acaba sendo Nicole Kidman e Nicolas Cage, que entregam performances excelentes. Mesmo quando o roteiro não ajuda tanto, os dois sustentam o filme com interpretações convincentes e cheias de nervosismo.
Assisti pela primeira vez quando eu era adolescente, na época do lançamento na tv a cabo. Este foi o último filme do diretor Joel Schumacher, um dos meus diretores favoritos.
O roteiro é simples, mas eficiente. O elenco é excelente, com grandes atuações — destaque para o protagonismo de Nicolas Cage e para Ben Mendelsohn como vilão.
A duração curta é um grande acerto. É um filme tenso, divertido e subestimado, que finalizou de maneira satisfatória a carreira de Joel Schumacher no cinema.
Eu gostei...
Não é algo extremamente extraordinário, mas entretem. Recomendo sem grandes expectativas.
Bonzinho até.