A realização de Allan Dwan acabou sendo tão emocionante quanto a United Artists prometeu que seria... e muito mais. O filme encanta com sua pura exuberância e magia técnica. Quase inteiramente financiado pelo próprio Douglas Fairbanks, custou mais de US $ 1,5 milhão. Dentro de um novo estúdio localizado no Santa Monica Boulevard, o diretor de arte William Buckland elaborou os maiores cenários já concebidos para uma produção cinematográfica, incluindo um castelo gigantesco com paredes de 27 metros de altura, que necessitou de 500 trabalhadores para ser construído. Parece ainda mais imenso na tela porque o topo do castelo foi pintado em vidro antes de ser fotografado por Art Edison. Muitas das cenas de ação superam qualquer coisa que Fairbanks fizera antes, com trampolins ocultos sendo usados para dar mais força aos seus saltos, especialmente um num fosso de 5 metros. Também há muito da direção de Dwan no filme. Ele concordou em trabalhar por 5% dos lucros, o que foi uma jogada astuta quando se considera a aclamação recebida do público. Ironicamente, Fairbanks havia se recusado a interpretar o herói da Floresta de Sherwood, que rouba dos ricos para dar aos pobres, por, inicialmente, não se simpatizar tanto com o personagem inglês. Felizmente, seus assessores pensaram diferente e apontaram a ele os outros ingredientes de sucesso do filme: os Merrie Men, o xerife perverso, o príncipe mau e, é claro, Maid Marian (Enid Bennett). Alan Hale, ficou tão bom como Little John neste filme que reprisou o papel dezesseis anos depois em "As Aventuras de Robin Hood" (1938), ao lado de Errol Flynn, e depois interpretou, em seu derradeiro papel, o personagem novamente em "O Cavaleiro de Sherwwod" (1950), 28 anos após sua apresentação inicial no filme original de Fairbanks. Doug, aos 39 anos, parece mais atlético do que nunca, com seus calcanhares quase nunca tocando o chão. Robin Hood, um dos três melhores filmes da carreira de Fairbanks, venceu a Medalha de Honra Photoplay daquele ano, prêmio considerado o precursor do Oscar.
Relutei em ver este filme por muito tempo, por causa da longa duração: cri que fosse chato. Engano abissal: além de ser muito divertido, acrescenta muitos detalhes históricos valiosos à saga do personagem-título, que só aparece dessa maneira após metade da projeção. O longo e benfazejo intróito que o filme apresenta serve como valioso complemento às versões posteriores, que já iniciam-se com o rei Ricardo distante, geralmente. Douglas Fairbanks está ótimo como protagonista vaidoso, como de praxe, e as viragens cromáticas na cópia a que tive acesso são providenciais. Allan Dwan revela um talento exuberante como realizador desde seus primeiros filmes. Os cenários impressionam pela grandeza, mas há algumas firulas roteirísticas que tornam confusas algumas seqüências. Defeitos menores num filme divertidíssimo! (WPC>)
Como se trata de um filme mudo, de 1922, os atores apresentam a característica da atuação da época: são dramáticos, totalmente teatrais. Nem por isso o filme deixa de ser interessante, e até melhor que outras versões da história de Robin Hood.
Destaque para as caracterizações e as atuações dos atores que fizeram Robin Hood, Ricardo Coração de Leão e João Sem-Terra.
Grande filme, ótima produção , cenários gigantescos e a história de Robin Hood é sempre interessante. Me lembrou um pouco o Ben Hur da mesma década.
Fairbanks sempre se saia bem nessas aventuras.Consegue realizar algo tão divertido e frenético ao mesmo tempo.Uma das boas adaptações.
>Assistido em 05 de Agosto de 2023
A realização de Allan Dwan acabou sendo tão emocionante quanto a United Artists prometeu que seria... e muito mais. O filme encanta com sua pura exuberância e magia técnica. Quase inteiramente financiado pelo próprio Douglas Fairbanks, custou mais de US $ 1,5 milhão. Dentro de um novo estúdio localizado no Santa Monica Boulevard, o diretor de arte William Buckland elaborou os maiores cenários já concebidos para uma produção cinematográfica, incluindo um castelo gigantesco com paredes de 27 metros de altura, que necessitou de 500 trabalhadores para ser construído. Parece ainda mais imenso na tela porque o topo do castelo foi pintado em vidro antes de ser fotografado por Art Edison. Muitas das cenas de ação superam qualquer coisa que Fairbanks fizera antes, com trampolins ocultos sendo usados para dar mais força aos seus saltos, especialmente um num fosso de 5 metros. Também há muito da direção de Dwan no filme. Ele concordou em trabalhar por 5% dos lucros, o que foi uma jogada astuta quando se considera a aclamação recebida do público. Ironicamente, Fairbanks havia se recusado a interpretar o herói da Floresta de Sherwood, que rouba dos ricos para dar aos pobres, por, inicialmente, não se simpatizar tanto com o personagem inglês. Felizmente, seus assessores pensaram diferente e apontaram a ele os outros ingredientes de sucesso do filme: os Merrie Men, o xerife perverso, o príncipe mau e, é claro, Maid Marian (Enid Bennett). Alan Hale, ficou tão bom como Little John neste filme que reprisou o papel dezesseis anos depois em "As Aventuras de Robin Hood" (1938), ao lado de Errol Flynn, e depois interpretou, em seu derradeiro papel, o personagem novamente em "O Cavaleiro de Sherwwod" (1950), 28 anos após sua apresentação inicial no filme original de Fairbanks. Doug, aos 39 anos, parece mais atlético do que nunca, com seus calcanhares quase nunca tocando o chão. Robin Hood, um dos três melhores filmes da carreira de Fairbanks, venceu a Medalha de Honra Photoplay daquele ano, prêmio considerado o precursor do Oscar.
Relutei em ver este filme por muito tempo, por causa da longa duração: cri que fosse chato. Engano abissal: além de ser muito divertido, acrescenta muitos detalhes históricos valiosos à saga do personagem-título, que só aparece dessa maneira após metade da projeção. O longo e benfazejo intróito que o filme apresenta serve como valioso complemento às versões posteriores, que já iniciam-se com o rei Ricardo distante, geralmente. Douglas Fairbanks está ótimo como protagonista vaidoso, como de praxe, e as viragens cromáticas na cópia a que tive acesso são providenciais. Allan Dwan revela um talento exuberante como realizador desde seus primeiros filmes. Os cenários impressionam pela grandeza, mas há algumas firulas roteirísticas que tornam confusas algumas seqüências. Defeitos menores num filme divertidíssimo! (WPC>)
Muito bom, aventura com muitos toques de humor.
Como se trata de um filme mudo, de 1922, os atores apresentam a característica da atuação da época: são dramáticos, totalmente teatrais. Nem por isso o filme deixa de ser interessante, e até melhor que outras versões da história de Robin Hood.
Destaque para as caracterizações e as atuações dos atores que fizeram Robin Hood, Ricardo Coração de Leão e João Sem-Terra.