Uma releitura cômica de "Romeu e Julieta", de Shakespeare, contada do ponto de vista da ex rejeitada de Romeu, Rosaline, a mulher que Romeu afirma amar pela primeira vez antes de se apaixonar por Julieta.
Que trilha sonora impecável, locações maravilhosas (filmar na Itália de verdade e não em estúdio fez toda a diferença, deixou o filme cheio de brilho e vivo), figurinos incríveis, fotografia belíssima e a atuação da Kaitlyn Dever é a alma do filme, excelente atriz, ela simplesmente consegue ser sarcástica do começo ao fim do filme sem virar uma personagem chata.
A peça original de Shakespeare imortalizou Romeu e Julieta como o ápice da paixão. O filme desconstrói essa ideia mostrando que esse "amor épico" é, na verdade, uma impulsividade adolescente imatura e superficial. Em suma, o filme usa o humor e o anacronismo (comportamentos e linguagem modernos dentro de um cenário renascentista) para questionar o quanto a sociedade historicamente limitou os sonhos das mulheres e vendeu a dependência emocional como o único "final feliz" possível.
A sátira no final de Rosalina é brilhante porque subverte completamente a tragédia mais famosa da literatura, transformando um duplo suicídio sombrio em uma grande cena de humor. O filme escancara que o amor tragicamente "perfeito" de Romeu e Julieta só parecia tão intenso porque durou apenas três dias e foi alimentado pelo drama. Quando a realidade bate à porta, eles viram apenas dois jovens impulsivos presos num relacionamento sem futuro!
Na peça original de Shakespeare, Rosalina é apenas mencionada no Primeiro Ato como a garota por quem Romeu era obcecado até ver a Julieta. Ela sequer tem falas na peça! O filme pega essa "injustiça" histórica e transforma em piada na cena final quando o casal comenta que nem querem saber se eles serão lembrados. Rosalina e Dario ficam com a vida real: liberdade, um relacionamento maduro e zero drama familiar. Enquanto a sociedade prefere romantizar a tragédia e o drama jovem, transformando poemas vazios em uma profundidade que não se sustenta quando a poesia acaba e a vida real começa (como vimos na cena final do barco, onde o romance praticamente já tinha acabado.)
Pode não ser denso, mas na leveza e no humor também existe sua profundidade e o filme aqui está muito acima da média das comédias românticas em todos os aspectos, essa comédia romântica tinha tudo pra virar um clássico do cinema se tivesse uma melhor divulgação e quem sabe uma estreia nos cinemas.
Que trilha sonora impecável, locações maravilhosas (filmar na Itália de verdade e não em estúdio fez toda a diferença, deixou o filme cheio de brilho e vivo), figurinos incríveis, fotografia belíssima e a atuação da Kaitlyn Dever é a alma do filme, excelente atriz, ela simplesmente consegue ser sarcástica do começo ao fim do filme sem virar uma personagem chata.
A peça original de Shakespeare imortalizou Romeu e Julieta como o ápice da paixão. O filme desconstrói essa ideia mostrando que esse "amor épico" é, na verdade, uma impulsividade adolescente imatura e superficial. Em suma, o filme usa o humor e o anacronismo (comportamentos e linguagem modernos dentro de um cenário renascentista) para questionar o quanto a sociedade historicamente limitou os sonhos das mulheres e vendeu a dependência emocional como o único "final feliz" possível.
A sátira no final de Rosalina é brilhante porque subverte completamente a tragédia mais famosa da literatura, transformando um duplo suicídio sombrio em uma grande cena de humor. O filme escancara que o amor tragicamente "perfeito" de Romeu e Julieta só parecia tão intenso porque durou apenas três dias e foi alimentado pelo drama. Quando a realidade bate à porta, eles viram apenas dois jovens impulsivos presos num relacionamento sem futuro!
Na peça original de Shakespeare, Rosalina é apenas mencionada no Primeiro Ato como a garota por quem Romeu era obcecado até ver a Julieta. Ela sequer tem falas na peça! O filme pega essa "injustiça" histórica e transforma em piada na cena final quando o casal comenta que nem querem saber se eles serão lembrados. Rosalina e Dario ficam com a vida real: liberdade, um relacionamento maduro e zero drama familiar. Enquanto a sociedade prefere romantizar a tragédia e o drama jovem, transformando poemas vazios em uma profundidade que não se sustenta quando a poesia acaba e a vida real começa (como vimos na cena final do barco, onde o romance praticamente já tinha acabado.)
Pode não ser denso, mas na leveza e no humor também existe sua profundidade e o filme aqui está muito acima da média das comédias românticas em todos os aspectos, essa comédia romântica tinha tudo pra virar um clássico do cinema se tivesse uma melhor divulgação e quem sabe uma estreia nos cinemas.
Traz um frescor para uma história bem conhecida. Tem uma certo humor e é divertido. Adorei!!!
Uma delícia de filme. Mantém a aura da obra clássica e ainda sim consegue ser criativo. Muito bom!
Divertido!
surpreendentemente divertido