Como se aprofundar quando somos dominados pelo egoismo? Bergman percorre também essa relação impotente e dela tenta extrair a necessidade de ir além da máscara, dos pregos no qual fincamos nosso temperamento para poder fazer nascer o fraterno, para criar uma colmeia de abelha em que o olhar ganha força. O olhar no filme, capta com maestria a experiência dolorosa que é ser uma pessoa em constante fragilidade.
Não tem o mesmo impacto que tantos outros de Bergman,mas não deixa de ser tocante da forma que o diretor sempre gostou de realizar.O seu elenco preferido continuou fazendo bonito.
O filme começa pelo final, ou seja, não é spoiler nenhum eu dizer que o final (no caso o começo) é trágico. Sua mulher morre. A partir daí vamos voltar no tempo e entender o desenrolar dessa relação. Stig é um babaca, não gostei do personagem interpretado magistralmente por Stig Olin (pai da famosa atriz Lena Olin). O personagem de Birger Malmsten é mal aproveitado, enquanto o do lendário Victor Sjöström é maravilhoso. Mas é Maj-Britt Nilsson que rouba a cena de todos, personagem cativante. Típico filme acima da média de Bergman, cenas musicais muito boas, desenrolar interessante. Pode não estar entre suas grandes obras, mas certamente é um bom filme. Mas acho que aqui podemos começar a ver um certo amadurecimento do diretor, não tanto na parte técnica (pois considero alguns filmes anteriores até melhor), mas na parte narrativa.
Como se aprofundar quando somos dominados pelo egoismo? Bergman percorre também essa relação impotente e dela tenta extrair a necessidade de ir além da máscara, dos pregos no qual fincamos nosso temperamento para poder fazer nascer o fraterno, para criar uma colmeia de abelha em que o olhar ganha força. O olhar no filme, capta com maestria a experiência dolorosa que é ser uma pessoa em constante fragilidade.
Defino este filme de Bergman numa só palavra... BRILHANTE!
Não tem o mesmo impacto que tantos outros de Bergman,mas não deixa de ser tocante da forma que o diretor sempre gostou de realizar.O seu elenco preferido continuou fazendo bonito.
>Assistido em 17 de Fevereiro de 2023
O filme começa pelo final, ou seja, não é spoiler nenhum eu dizer que o final (no caso o começo) é trágico. Sua mulher morre. A partir daí vamos voltar no tempo e entender o desenrolar dessa relação. Stig é um babaca, não gostei do personagem interpretado magistralmente por Stig Olin (pai da famosa atriz Lena Olin). O personagem de Birger Malmsten é mal aproveitado, enquanto o do lendário Victor Sjöström é maravilhoso. Mas é Maj-Britt Nilsson que rouba a cena de todos, personagem cativante. Típico filme acima da média de Bergman, cenas musicais muito boas, desenrolar interessante. Pode não estar entre suas grandes obras, mas certamente é um bom filme. Mas acho que aqui podemos começar a ver um certo amadurecimento do diretor, não tanto na parte técnica (pois considero alguns filmes anteriores até melhor), mas na parte narrativa.
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A felicidade revelada na reavaliação e na rememoração do já vivido.