A história bíblica de Salomé, uma garota que aceita dançar a “dança dos sete véus” em troca da cabeça de São João Baptista em uma bandeja de prata. Baseado na censurada peça teatral Wilde Salomé, de Oscar Wilde, que relata personagens bíblicos em tramas imorais.
A atuação da Chastain é de arrepiar os pelos da nuca. Que mulher poderosa!
Jessica Chastain está um espetáculo, divinamente hipnotizante, e que atuação poderosa!
Filme 3 do Ator da semana: Al Pacino
Nota do grupo: 3,5
Al Pacino na direção não é impressionante, mas é eficaz, visto que ele abraça a dramaturgia e apresenta um teatro filmado, mas usa muito bem de elementos cinematográficos para facilitar a condução de sua história. É uma história que tem um desenrolar longo demais em certos momentos e cuja linguagem acaba tornando o ritmo complicado, mas as atuações estão ótimas, com Pacino entregando um afetado, amedrontado e receoso Rei Herodes, Jessica Chastain - linda como nunca aqui - dando ao público uma Salomé provocante, agressiva e perigosa e Kevin Anderson como um furioso e firme João Batista. Poderia ser melhor, mas o resultado final foi muito interessante.
Puta que Pariu!! Tenebroso! Jessica Chastain vai além da atuação e fica possuída nesse "Salomé" do Al Pacino! Esse cine teatro deixa você paralisado com a atuação da Jessica Chastain! Princesa da Judéia, filha de Heródias, assediada pelo Rei Herodes, linda, ela não olha pra ninguém, ela parecia o pior ser da terra, nem o mais selvagem animal teria se compara com ela. Ela parecia um demônio tendo uma segunda chance de redenção no nosso mundo devorado amando suas trevas, vivendo e exibindo sua maldade sem medo algum. Os olhos e o olhar de Jessica Chastain parecia um oceano negro, um abismo maldito que levava pra reduto umbralino onde deva ser a morada desse ser. Os urros infernais de Jessica exigindo a cabeça do batista, num ódio que eu nunca vi na vida nenhuma atriz chegar perto disso. Foi tenebroso ver a maldade e a perversão de seu capricho, a brutalidade de seu pedido, o desespero de seu desejo e a abominação de sua felicidade atendida. Credo.