O professor Mathias é atormentado por um irracional medo de facas e uma irresistivel compulsão em matar sua mulher. Com medo de ficar louco e tendo horriveis pesadelos, ele procura um psicanalista que se oferece para tratar do problema. O filme tem várias ligações com um caso clinico veridico tratado por Sigmund Freud, "O Homem dos Ratos". É a primeira relação entre o cinema e a psicanálise, e considerado o primeiro filme psicanalitico oficial.
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Na revisão, não curti tanto quanto da primeira vez, mas isto serve como ponto de partida para um comentário apreciativo que acho obrigatório: esse é o tipo de filme em que temos que separar a nossa interpretação discursivo-anacrônica do impacto que a obra teve quando de seu lançamento. Freudiano que eu sou, sinto-me extremamente contemplado pelo modo como a temática é abordada aqui, e amo a direção pabstiana. Os atores estão ótimos, a direção de arte é incrível e a seqüência do sonho é antológica, antes de UM CÃO ANDALUZ, QUANDO FALA O CORAÇÃO e congêneres. Não gosto tanto da segunda metade do filme, quando o sobejo de explicações "de manual" limita um pouco de nossa liberdade de olhar tudo o que é exposto visual e oniricamente: de repente, um filme que é mudo demonstra-se verborrágico (risos). Não obstante render-se a uma estrutura esquemática (o que era bastante inovador, na época do lançamento), envelheceu bem, enquanto apresentação acessível da Psicanálise. felizmente, nem tudo é "explicável"; vide os peixes nas mãos do protagonista, no epílogo, ou os rostos de mulheres nos sinos. Muito bom, para além de qualquer reducionismo de época. Inventivo e mui recomendável para quem deseja estudar o Cinema através de sua cronologia. Pabst merece ser resgatado do ostracismo advindo da suspeita de que ele fosse colaborador nazista: um gênio da imagem em movimento! (WPC>)
É óbvio que se trata de um roteiro bastante ingênuo, todavia toda a construção do sonho e da alucinação são excelentes quando o onírico toma conta da tela. É certamente até o momento o filme de Pabst que mais encantou.
Para a época,temos um roteiro um tanto quanto corajoso e bem ousado.O problema maior fica no desenvolvimento bem mediano e com atuações exageradas.
>Assistido em 17 de Julho de 2023
Apesar de reducionista, muito bom para os fãs da psicanálise.
O roteiro é um tanto pueril, óbvio, datado, mas isto é compensado pelo pioneirismo do mesmo em relação à abordagem psicanalítica, ainda deveras tímida e/ou rechaçada à época. O início é um tanto cansativo, mas, depois que o marido inicia o seu tratamento, o filme fica muito mais interessante, sendo elucidativo e educativo para quem é leigo nas abordagens freudianas. Um tanto irregular, mas funcional e agradável! (WPC>)