Para a época deve ter sido muito à frente do tempo, pois expor e denunciar o machismo cultural japonês deve ter sido um ato corajoso do Diretor. Entretanto a duração do filme é maior do que o roteiro pede e a trilha sonora é escabrosa.
Uma excelente crítica da submissão da mulher naquela sociedade. A prisão social na qual ela vive é muito bem construída, nenhum personagem precisa explicar que ela vai se ferrar se for honesta, vc percebe isso pela atmosfera que o filme cria.
Vi este filme durante uma maratona imamuriana e fiquei mais uma vez impressionado com o seu relato inclemente dos preconceitos e sofrimentos direcionados à mulher japonesa (e mundial). A protagonista é magistralmente eloqüente e a dramaticidade da situação-chave é hipertrofiada através de 'flashbacks' tão singulares e demarcados musicalmente. No terço final do filme, o enredo decai por conta da inserção um tanto exagerada do ciúme de uma personagem, que cria algumas situações forçadas (ainda que verossímeis). Ótimo! (WPC>)
Infelizmente encontrei uma versão pela metade em boa qualidade e o resto legendado em italiano e com qualidade péssima de imagem , o que me impede de emitir uma opinião relevante. Imamura foca no desejo x repulsa de forma retumbante.
Meu deus! Tenho que deixar registrado aqui o quanto esse filme é grandioso e imperdível. O brilhantismo técnico, a temática incendiária, a longa duração que só faz acentuar o interesse por tudo o que está em jogo, enfim, tudo trabalha para o êxito dessa obra. Como eu disse em outra ocasião: faltaram mulheres na direção nos anos 50 e 60, mas não faltou a preocupação com o lugar da mulher na sociedade japonesa. Conservadores ou progressistas, os diretores da época sempre colocaram a figura feminina no centro do furacão: e Imamura não fez feio. Que filme!
Para a época deve ter sido muito à frente do tempo, pois expor e denunciar o machismo cultural japonês deve ter sido um ato corajoso do Diretor. Entretanto a duração do filme é maior do que o roteiro pede e a trilha sonora é escabrosa.
Uma excelente crítica da submissão da mulher naquela sociedade. A prisão social na qual ela vive é muito bem construída, nenhum personagem precisa explicar que ela vai se ferrar se for honesta, vc percebe isso pela atmosfera que o filme cria.
Vi este filme durante uma maratona imamuriana e fiquei mais uma vez impressionado com o seu relato inclemente dos preconceitos e sofrimentos direcionados à mulher japonesa (e mundial). A protagonista é magistralmente eloqüente e a dramaticidade da situação-chave é hipertrofiada através de 'flashbacks' tão singulares e demarcados musicalmente. No terço final do filme, o enredo decai por conta da inserção um tanto exagerada do ciúme de uma personagem, que cria algumas situações forçadas (ainda que verossímeis). Ótimo! (WPC>)
Infelizmente encontrei uma versão pela metade em boa qualidade e o resto legendado em italiano e com qualidade péssima de imagem , o que me impede de emitir uma opinião relevante. Imamura foca no desejo x repulsa de forma retumbante.
Meu deus! Tenho que deixar registrado aqui o quanto esse filme é grandioso e imperdível. O brilhantismo técnico, a temática incendiária, a longa duração que só faz acentuar o interesse por tudo o que está em jogo, enfim, tudo trabalha para o êxito dessa obra. Como eu disse em outra ocasião: faltaram mulheres na direção nos anos 50 e 60, mas não faltou a preocupação com o lugar da mulher na sociedade japonesa. Conservadores ou progressistas, os diretores da época sempre colocaram a figura feminina no centro do furacão: e Imamura não fez feio. Que filme!