Cabral (Domingos de Oliveira) é casado com Glorinha (Priscilla Rosenbaum), sendo muito mais velho que ela. Insatisfeitos com o casamento, eles resolvem dar um tempo, que se transforma numa verdadeira separação quando Glorinha se apaixona por Diogo (Fábio Junqueira), um arquiteto da sua idade. Cabral, de quem partiu a idéia de dar um tempo, percebe o erro que cometeu e, corroído pelo ciúme, usa de todos os meios para reconquistar a esposa. Nesse processo envolvem-se as pessoas próximas ao casal: Ricardo (Ricardo Kosovski), ex-namorado de Glorinha; Maribel (Nanda Rocha), namorada de Ricardo; Júlia (Maria Ribeiro), filha de Cabral e também em crise no casamento; e Laura (Suzana Saldanha), velha amiga e confidente de Cabral. Todos agindo por impulso e guiados pela máxima, nem sempre correta, de que é melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito.
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Assisti no FESTIVAL ESTAÇÃO VIRTUAL: 35 ANOS DE CINEMA BRASILEIRO que rolou on-line entre os das 6 e 31 de maio de 2021. Bicho, que troço chato!!! CHATO!!! DUAS HORAS aturando esse cara falando embolado como se tivesse bêbado! Que insuportável! Com menos de 10 minutos a minha vontade era dar um soco no sujeito. Esse tipinho que fala assim já é insuportável na vida real - quase sempre o sujeito é um desses enrolões metidos a malandros, vide que tem um monte de políticos que falam assim -, porque isso seria bom na ficção? O Agostinho Carrara, de A GRANDE FAMÍLIA, era uma sátira a esses sujeitinhos. Ninguém gosta desse tipo. Só na minha família tem uns três dele, e são o estorvo dos encontros de família, os chatos de quem todo mundo fica fugindo. Mas o filme faz dele seu grande protagonista. Mas não é o único: o personagem do diretor de teatro, é outro chatérrimo, o maluco parece que caiu num pote de cocaína, quando criança. Não tem um único personagem bom nesse filme. E os diálogos... meu Deus... como pode tanto papo bosta? Que ódio desse meu toc de ter que assistir até o final todo filme que começo! E a montagem zoada, com direito a sobreposição de um plano com o mesmo plano pra cobrir corte? hahahaha... Tem youtuber fuleiro, hoje em dia, que não faz isso. E toma-lhe narração em off explicando o que está acontecendo na cena, ou até mesmo os próprios atores olhando pra câmera e explicando o que está se passando com seus personagens. E, pra terminar, como é nojento esse velho se pegando com alguém que tem idade pra ser bisneta dele. Nota 1 de 10.
Separações - 2003 - Brasil - visto no dia 20.05.20
Gostei muito do filme. Mais um de Priscila Rezenbaum e Domingos Oliveira trabalhando juntos em cena e aqui como casal. Ricardo, e grande atriz Maria Ribeiro que fez vários longas, participa no filme e traz grande presença, atuação. A história é simples mas feita com muita criatividade, inteligência, crítica, diálogos reflexivos sobre temas que a maioria das pessoas vivenciam no seu cotidiano: relacionamento. Domingos aborda de forma tão pessoal, delicada, íntima que sentimos que invadimos a privacidade dos personagens ou que ficamos por dentro dos problemas pessoais matrimoniais de todos e seus dramas, infortúnios, alegrias e tristezas. Além de como a historia vai se transbordando e os desdobramentos da vida são surpresas atrás da outra e muitas vezes surpreendente. Cenários do RJ, cenas e diálogos no restaurante são tão naturais que realmente parecem uma roda de amigos. E a fotografia, as referências do Rio de Janeiro, na literatura eu curti muito. Parece um belo documentário dessa cidade. A referência a
escultura de uma antiga civilização egípcia da candeia
sobre patrimônio e o vai e vem da vida e como amor pode prevalecer ou como ele pode mudar e assim se modificar ao longo do tempo e como as pessoas podem surpreender
aquela da rua onde Vieira
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Ricardo e Julia juntos. Tipo achei bem forçado pois os dois se odiaram e de repente no final estão juntos. Não mostrou um desenvolvimento no relacionamento entre eles.
na França afinal uma paisagem
Nota: 9,5
Clichezento, mas o texto é de uma argúcia poética de encher os olhos.
Um novelão, só que com argumentos afetivos-intelectuais muito bem elaborados. Divertidíssimo, brega pra caralh, sem pudor, cruel, texto incrível. Adorei assistir!
"Eu quero envelhecer sozinho, não quero exibir pra ninguém o espetáculo da minha velhice"
"Eu amo a glorinha, ela é ótima"
"e o casamento? o casamento tá uma merda". kkk.
Filmaço da melhor qualidade. Começa sendo um exercício de verborragia habitual na obra do Domingos tratando de temas de fundo existencial e poético e se converte num ensaio tragicômico sobre as relações entre os casais. o amor, a liberdade, o desejo.
Sequências filmadas com uma elegância, mas ao mesmo tempo mantendo o clima de crônica do cotidiano dos filmes do Domingos. Ele, Priscilla Rozembaum e Maria Ribeiro estão impagáveis.
Diálogos inspirados,poéticos, e acima de tudo deliciosos, que fazem o filme se tornar cada vez mais agradável, tudo permeado por monólogos mais geniais ainda e uma mise-en scene apurada, que usa o teatro e fatos da vida cotidiana do casal Domingos e Priscilla incorporados brilhantemente ao roteiro, com humor.
Uma aula de diálogos. Percebe-se que o Domingos usa muito a técnica do Walk and Talk pra dar um ritmo enérgico ao filme.