A trama acompanha Josh McCall (Ben Foster), um homem de família dedicado que se torna obcecado por salvar vítimas de acidentes de carro que acontecem na esquina em frente à sua casa. No entanto, essa obsessão pode acabar lhe custando tudo.
Thriller psicológico dos bons, mesmo com o ritmo um pouco lento, a história é intrigante, a questão da casa no meio da curva gerando os acidentes, e somatizando no surto do personagem, é inusitada e gerou uma trama tensa e criativa, um desses filmes que não vai ficar tão conhecido, mas é melhor que muito thriller panfletado nas plataformas, Ben Foster ótimo ator pra papeis complexos.
7,0 Não deu tédio, apesar de lento. É uma pequena joia! Mas não é filme para todos, é sobre a análise psicologica do personagem. Acompanhamos a descida ao inferno de um cidadão respeitável, pai de família e bom profissional, tudo pela sua nova peculiar obsessão. Dei 5 estrelas só pra melhorar essa nota baixa aí.
A ideia por trás de "Sharp Corner" é original e instiga a querer assistir até o fim, porém o roteiro adaptado de Jason Buxton (baseado no conto de Russell Wangersky) segue uma estrada cansativa e demorada até, enfim, chegar ao seu destino, ao clímax.
As atuações do casal de personagens Rachel Davis-McCall (Cobie Smulders) e Josh McCall (Ben Foster) são convincentes até certo ponto. Como uma terapeuta de casal, Rachel não se esforça para ajudar o problema crescente do marido e põe tudo a perder, deixando Josh se afundar sozinho, fazendo que sua fixação sinistra se transforme em um monstro difícil de combater.
O cenário onde se passa a maior parte da história - a casa à beira de uma rodovia de pista simples, fronte a uma curva fechada - é agradável, porém estranhamente construída e praticamente um camarote perigoso com vista para eminentes acidentes de trânsito.
Impossível não impactar-se com a cena do primeiro acidente, o casal recebe uma visita inesperada que faz o coração frear de susto por alguns milissegundos. Um cartão de visita para o que ainda estava por vir.
É bizarra a obsessão de Josh quanto a deixar sua esposa e filho em segundo plano para dedicar ao socorro das vítimas que se acidentam na perigosa curva defronte à sua casa. Atitudes que paulatinamente vão evoluindo para um comportamento autodestrutivo e que inevitavelmente levará à dissolução da sua própria família.
Enfim, o longa-metragem do diretor canadense Jason Buxton tinha tudo para ser ainda melhor, infelizmente o roteiro enrola em momentos desnecessários, enquanto se apressa para o término insosso em sua tragédia prevista de maneira insana.
Mesmo com os escorregos ao longo da estrada, "Sharp Corner" evita a perda total devido a originalidade do seu enredo, uma pena que Jason Buxton não conseguiu fazer uma obra-prima com as pedras no seu caminho.
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Thriller psicológico dos bons, mesmo com o ritmo um pouco lento, a história é intrigante, a questão da casa no meio da curva gerando os acidentes, e somatizando no surto do personagem, é inusitada e gerou uma trama tensa e criativa, um desses filmes que não vai ficar tão conhecido, mas é melhor que muito thriller panfletado nas plataformas, Ben Foster ótimo ator pra papeis complexos.
7,0 Não deu tédio, apesar de lento. É uma pequena joia! Mas não é filme para todos, é sobre a análise psicologica do personagem. Acompanhamos a descida ao inferno de um cidadão respeitável, pai de família e bom profissional, tudo pela sua nova peculiar obsessão. Dei 5 estrelas só pra melhorar essa nota baixa aí.
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A ideia por trás de "Sharp Corner" é original e instiga a querer assistir até o fim, porém o roteiro adaptado de Jason Buxton (baseado no conto de Russell Wangersky) segue uma estrada cansativa e demorada até, enfim, chegar ao seu destino, ao clímax.
As atuações do casal de personagens Rachel Davis-McCall (Cobie Smulders) e Josh McCall (Ben Foster) são convincentes até certo ponto. Como uma terapeuta de casal, Rachel não se esforça para ajudar o problema crescente do marido e põe tudo a perder, deixando Josh se afundar sozinho, fazendo que sua fixação sinistra se transforme em um monstro difícil de combater.
O cenário onde se passa a maior parte da história - a casa à beira de uma rodovia de pista simples, fronte a uma curva fechada - é agradável, porém estranhamente construída e praticamente um camarote perigoso com vista para eminentes acidentes de trânsito.
Impossível não impactar-se com a cena do primeiro acidente, o casal recebe uma visita inesperada que faz o coração frear de susto por alguns milissegundos. Um cartão de visita para o que ainda estava por vir.
É bizarra a obsessão de Josh quanto a deixar sua esposa e filho em segundo plano para dedicar ao socorro das vítimas que se acidentam na perigosa curva defronte à sua casa. Atitudes que paulatinamente vão evoluindo para um comportamento autodestrutivo e que inevitavelmente levará à dissolução da sua própria família.
Enfim, o longa-metragem do diretor canadense Jason Buxton tinha tudo para ser ainda melhor, infelizmente o roteiro enrola em momentos desnecessários, enquanto se apressa para o término insosso em sua tragédia prevista de maneira insana.
Mesmo com os escorregos ao longo da estrada, "Sharp Corner" evita a perda total devido a originalidade do seu enredo, uma pena que Jason Buxton não conseguiu fazer uma obra-prima com as pedras no seu caminho.