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Data de lançamento
24 Março 2012Duração
O documentário investiga a história, processo e o fluxo de trabalho dos métodos de criação de cinema em digital e película. O filme mostra o que os artistas e cineastas conseguiram realizar até hoje com película e digital, e como suas necessidades e inovações ajudaram a empurrar o cinema para novos caminhos. Entrevistas com cineastas, diretores de fotografia, coloristas, cientistas, engenheiros e artistas revelam suas experiências e opiniões sobre o trabalho com película e digital – onde estamos, como chegamos aqui e o que o futuro reserva.
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Temos um documentário extremamente eficiente e é algo que precisa ser visto por aqueles que acompanham e amam o cinema de alguma forma. Grandes diretores e seus depoimentos,cada um com uma visão mais aguçada.
>Assistido em 30 de Julho de 2026
Documentário incrível!
Ver o ponto de vista dos grandes nomes do cinema, nessa transição da película para o processo digital, é fascinante. Como cada um, em suas peculiaridades na realização dos processos, entende os prós e os possíveis contras dessa transição. Sentir a relutância, por exemplo, de Christopher Nolan por achar que tais manipulações digitais são interessantes, mas trazem certo vazio de "realidade" nos filmes, e como é maravilhoso ver o que tais avanços em mãos de diretores como James Cameron e Danny Boyle proporcionaram, alcançando outro nível no fazer cinema.
O debate pode ser intenso e improdutivo caso se prenda na questão de "melhor" ou "pior", mas o grande mérito deste documentário é promover uma discussão honesta sobre a questão. Caso se entenda um pouco desses processos, é um deleite ver a opinião e os pontos de vista desses grandes nomes, já que a lista é extensa. E para quem é apenas curioso, é um aprendizado e tanto ver que, sem esses detalhes técnicos que passam despercebidos pelo grande público, um filme não sai. Tudo isso ajuda a contar a história que está sendo vista, apesar de que ainda se possa achar que a "técnica não é tão importante" para o produto final.
Realmente interessante como se dá o processo de varias etapas na criação de um filme. Mas sinto que o documentário foi mal aproveitado, em questão de elaboração de pensamentos e opiniões de determinados diretores, e se mostra disperso unindo muitos pensamentos de diversas pessoas.
É interessante notar como o filme “Side by Side” alterna as visões e opiniões acerca da questão película x digital, de modo a colocá-las, literalmente, lado a lado, deixando espaço para ambos os posicionamentos explicarem seus motivos sem impor ao espectador um juízo definitivo sobre o que deve pensar. Esse choque de visões também proporciona uma experiência muito imersiva na medida em que, quando estamos por certo tempo engajados na linha de raciocínio de um grupo de entrevistados, quando parecemos começar a ser convencidos, vem do outro lado um argumento que também é compreensível. Isso faz com que nos interessemos pelas possibilidades do que vai ser dito, faz com que queiramos prestar atenção a fim de que tenhamos um entendimento mais amplo das questões apresentadas.
Em determinado momento, quando fala da etapa de tratamento de cor, o filme mostra uma colorista profissional mexendo no DaVinci e utilizando a função power window para alterar a cor das árvores no canto de um plano. Isso é algo que aprendi literalmente semana passada e me empolgou ver uma profissional fazendo algo que não está tão distante do nosso alcance no mesmo software. Me animou ver que algo que eu imaginava ser muito complexo e difícil, na verdade é mais simples e exatamente o que é usado em filmes que admiro. O fazer cinematográfico agora me parece de fato mais próximo, como eu sonhava há alguns anos, algo, inclusive, comentado pelo filme, ele diz que as pessoas poderão fazer seus filmes mais facilmente e com boas ferramentas. Pois bem, agora podemos.
-Breve comentário sobre o filme escrito para a disciplina de Montagem no período 2020.2 da UFF (Universidade Federal Fluminense).
Como um moço disse abaixo, não é tudo isso como um documentário mas acho muito interessante a provocação e tanta gente de peso na indústria cinematográfica para debater sobre o tema. Nunca achei que diria isso na vida mas achei péssima a mediação do Keanu, muito invasiva com provocações rasas e falas tendenciosas. Respeitando mais o Nolan, depois desse doc.