Composto de duas partes, "Sinatra: All or nothing at all", que se concentra no show de aposentadoria de Sinatra em 1971, utiliza entrevistas antigas, fotos, filmagens de apresentações e vídeos caseiros jamais vistos.
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https://www.youtube.com/watch?v=5QpMycB7oNA
ótimo documentário.
Mesmo com suas longas 4 horas de duração, ainda sentimos faltar etapas da vida do grande astro. Mas de uma forma detalhada, com uma excelente produção, nos mostra como começou Frank Sinatra na musica e no cinema, suas conexões na vida pessoal, seu posicionamento politico e como ele foi modificado ou amadurecido ao longo do tempo, sua conexão com mafiosos...enfim, além de relatos do próprio musico! Uma obra imperdível para quem é fã.
Documentário longo, dividido em 2 partes, extremamente completo e não chapa-branca. Aborda as polêmicas quando deve abordar, mas sem uso de sensacionalismo.
Até onde eu sei não há um filme biográfico sobre Frank Sinatra, e depois de ver isto aqui acho que nem precisa. Tudo bem feito sobre um dos maiores músicos da história.
Só que, como brasileiro, senti falta de falarem sobre a parceria do Sinatra com Tom Jobim, que gerou um dos melhores discos da carreira de ambos, e também do histórico show no Maracanã em 1980.
Entre as fileiras de cantores pop masculinos de meados do século 20, Sinatra era o mais moderno, não o mais tecnicamente bom ou melodicamente inventivo, mas humano, coloquial e confessional.
Você não pode vencê-lo de tristeza e não pode vencê-lo de alegria. Este documentário é ostensivamente sobre o 'Blue Eyes’, mas na verdade, pelo prisma de sua existência, e muito sobre a jornada da américa pelos primeiros dois terços do século XX. Gibney faz de um show a espinha dorsal de sua produção: a apresentação de 1971 em Los Angeles que pretendia ser a despedida de Sinatra da música
Cronometrada para o centenário do nascimento de Frank Sinatra, a produção meticulosa de Gibney emprega um estilo intrigante e visualmente mais envolvente de incorporar, utilizando apenas a voz da maioria dos entrevistados, incluindo os filhos de Sinatra, Nancy e Frank Jr. Costurando uma seleção de filmagens incrivelmente pesquisada, incluindo material extremamente obscuro. Uma biografia compulsiva que, assim como o homem que cobre, nunca desacelera e nunca fica enfadonha.
Bom e mal. Democrata e Republicano. Progressivo e reacionário. Macho e feminista. Frívolo e comprometido. Um animal de festa inveterado e pai. Bêbado e sóbrio. Um cara polêmico que tocou o inferno e saiu dele, mas também tocou alguns céus que poucos conseguiram tocar. Ridiculamente generoso e, mais importante, ativamente dedicado à causa dos direitos civis muito antes dela se tornar moda.Um grande amante, um grande amigo, um marido ruim, um pai regular, um artista incomensurável, uma vida intensa e apaixonada.
É difícil permanecer indiferente a um personagem como Frank, para o bem ou para o mal. Alguns o amarão, outros o odiarão, mas é quase impossível não se render à sua voz indescritível, imponente, celestial e mágica.
Nesta minissérie biográfica em dois episódios, Alex Gibney, documentarista vencedor do Oscar, debruça-se sobre a carreira de um dos maiores nomes (talvez o maior) da música popular norte-americana: Frank Sinatra. Sua abordagem respeitosa não é sinônimo de que o diretor preferiu uma versão mais light, tratando de inserir os pontos de incoerência daquele homem com um quê de criticismo: seu comportamento machista e mulherengo, seu relacionamento com a máfia, sua postura tirânica e proselitista diante de outros ritmos musicais que não o seu, certas atitudes racistas (talvez até inocentes) mesmo para um cantor reconhecido por combater o preconceito naquele período de intensa segregação.
Com isto, Gibney revela saber estar diante de um artista divino que também era um homem com acertos e defeitos. Sua trajetória musical e cinematográfica é coberta com atenção aos detalhes e cuidado na contextualização da época (a convocação para a 2ª Guerra Mundial, a caça às bruxas contra os ditos comunistas e simpatizantes etc), além de cobrir um período da história norte-americana que se inicia na depressão econômica até a prosperidade social e cultural das décadas seguintes. Seu trabalho permitir desvendar, com objetividade e muito além de fofocas, quem era Sinatra, ainda que a narrativa esqueça de amarrar algumas pontas desatadas (como o destino do Rat Pack, por exemplo).
Tudo isto sem esquecer, claro, de rechear a narrativa com algumas das melhores canções que já escutamos, em uma mistura de estilos que, a sua própria maneira, contextualiza as diferentes reimaginações de um artista para permanecer no topo, reinventando-se, reaprendendo e vivendo a vida da única forma que conhecia: do seu jeito.
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