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Na pequena cidade de Araruna, no fim do século passado, as contínuas fugas de escravos traziam os grandes senhores alarmados, em especial o coronel Ferreira. É nessa ocasião que sua filha Sinhá Moça regressa de São Paulo dominada pelos ideais abolicionistas. Em sua viagem de volta conhece Rodolfo Fontes, filho de um renomado médico de Araruna, abolicionista entusiasta. No primeiro instante os dois jovens sentem-se mutuamente atraídos, porém, logo ela descobre as tendências escravocratas de Rodolfo e trava-se em seu espírito a luta entre seu amor pelo jovem e suas convicções humanitárias. O responsável pela fuga de escravos é levado ao tribunal e, para surpresa de todos, o jovem Rodolfo, confesso escravocrata, serve-lhe de advogado de defesa.
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Equivocadamente levado pelo título que indique um drama-romântico, temos um belo filme humanista com forte cenas, a principal seria o açoite em praça pública na hora missa dominical e a excelente Ruth de Souza jogada aos pés do padre, pura dor de ambos. Emocionante. Com os pés afundados na aventura, com o P& B explodindo diferenças de pele, temos um clássico pra ver e rever. [spoiler][/spoiler]
Uma produção bem hollywoodiana, com uma fotografia bonita. Não vou entrar no mérito do enredo branco salva negro, mas creio que minha experiência com o filme poderia ter sido bem melhor se as cópias disponíveis na internet tivessem um áudio mais claro. Perdi inúmeros diálogos graças ao som extremamente abafado.
Filme 041/2024
Visto em 23/03/24
Grandiosa Vera Cruz.
"Sinha Moça", de 1953, traz Eliane Lage e Anselmo Duarte nos papéis principais. Trata-se de memorável drama de época que se tornou um clássico dos estúdios Vera Cruz. Este belo filme era reprise constante no Cine Brasil (TV Cultura), na década de 80. Ultimamente, se encontra disponível no Youtube. Leve destaque para Ruth de Souza que entrega um excelente desempenho. O elenco de apoio não decepciona.
Este clássico do cinema brasileiro teve parte de suas filmagens realizadas no antigo pontilhão do famoso Rio Tietê, localizado exatamente na minha cidade (Itaquaquecetuba), na grande SP.
É incrível a qualidade técnica dos filmes da Vera Cruz... Esse então, nem se fala, muito bom mesmo, direção, movimentação de câmera, plano, tudo perfeito!
Atuações competentes e cenas memoráveis.
Engraçado, a cena final lembra muito o clássico, O Sol é Para Todos, no entanto Sinhá Moça, foi lançado quase dez anos antes. Viva o cinema nacional e a saudosa Vera Cruz, que com certeza marcou um capítulo muito importante na história do nosso cinema.