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Os lendários símbolos de Hollywood, Richard Burton, Elizabeth Taylor e Peter O’Toole, interpretam esta adaptação cinematográfica da peça clássica de Dylan Thomas, o maior poeta lírico do seu tempo. Acordado ou dormindo, o capitão Cat (O’Toole), o cego capitão do mar, anseia vivamente por Rosie Probert (Taylor), a grande paixão de sua juventude. Richard Burton representa o papel chave do narrador, que observa toda a história com compaixão. Um filme que acompanha as pessoas e os acontecimentos numa pequena vila costeira do País de Gales, de uma Primavera à seguinte, numa autêntica celebração da vida e da morte.
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Produção inglesa escrita e dirigida por Andrew Sinclair (1935-2019) que foi o 2° de apenas 4 filmes do cineasta. Este drama cômico britânico foi baseado na peça de rádio de 1954, "Under Milk Wood", do escritor galês Dylan Thomas (1914-1953), encomendado pela BBC e, posteriormente, adaptado para o palco. O filme não foi um sucesso de bilheteria e as principais estrelas o consideraram um prejuízo fiscal.
Houve mais 4 versões desta estória, sendo 3 feitas para a TV: Under Milk Wood (57), a animação Under Milk Wood (92), Chelsea Walls (01) e Under Milk Wood (14). O nome da vila, Llareggub, é "bugger all" escrito para trás. Foi o 9° de 11 filmes em que dame Elizabeth Taylor (1932-2011) e Richard Burton (1925-1984) estrelaram juntos. Este filme prova que ainda há poesia no mundo, e ouvi-lo de Richard Burton como narrador é realmente um prazer. O ator também atuou na trama de forma secundária. Liz Taylor, esposa de Burton na época, fez uma breve aparição como Rosie Probert.
Peter O'Toole (1932-2013) passou a última parte do filme com os olhos fechados, porque ele não suportava usar as lentes de contato que lhe davam a aparência de cegueira, que ele usava nas partes anteriores do filme. Em dezembro de 2012, o escritor e diretor Andrew Sinclair presenteou os direitos deste filme ao povo do País de Gales. Destinado exclusivamente para os fãs de Thomas e para os estudos de caráter inteligente. Mesmo assim, apesar do início poético agradável, achei um filme enfadonho e cansativo.
Nenhum outro ator poderia dar o peso necessário as palavras de Dylan Thomas do que Richard Burton, seu conterrâneo na paisagem bucólica do país de gales. Tratando-se de uma reflexão sobre a morte e as glórias do passado, o filme explora sutilmente as vidas e arrependimentos de uma sorte de personagens fascinantes com sua musicalidade welsh natural. Burton, O'Toole (num papel lindíssimo) e Miss Taylor fazem desse um must pra quem curte cinema poético
O maior poeta lírico do seu tempo, Dylan Thomas, relatando nesse filme uma autêntica celebração da vida e da morte. E claro não podia faltar a linda e bela Elizabeth Taylor no elenco! Bom filme!
Na madrugada uma surpresa: "Sob o Bosque de Leite" (1972). Inspirado na obra do poeta Dylan Thomas, é possível delirar junto com a cidade, perdendo-se nas imagens "surreais" e desconexas do cotidiano de uma província... Desses filmes que marcam o cinema de arte de uma época... Fiquei realmente encantado com algumas passagens, tão belas que me lembram "Amarcord", produzido no ano seguinte. Teria servido de inspiração para Fellini? Bom, agora a inquietude: como conseguir o livro fonte do filme?
Sem grandes momentos climáticos durante a maioria do seu desenrolar, "Sob o bosque de leite" é como qualquer vida: o concreto evapora em fantasias que retornam ao real que, por sua vez, tem por essência uma construção feita de perspectivas. Uma espécie de cotidiano que captura não apenas o "palpável" como também as projeções sobre ele. Um filme que assisti intrigado, como se quisesse revesti-lo com minha própria realidade, ela mesma composta por sonhos, medos, aspirações... Não vejo como um filme que possa agradar a muita gente mas também acho estranho não ter ficado mais conhecido, em última instância pelo trio famoso que encabeça o elenco. Por falar nisso, Peter O'Toole não deixa de mostrar o magnetismo de sua presença, mesmo suas aparições sendo escassas. Richard Burton surge como um tipo ora sarcasticamente engraçado, ora romanticamente melancólico. E a diva Liz Taylor (e isso foi uma surpresa pra mim) pouco dá o ar de sua graça. Apesar dos nomes estrelares, esse filme é mais uma construção coletiva de um elenco que embarcou bem em personagens tragicômicos estranhamente familiares, talvez por causa de seus constantes desmascaramentos.
Mesmo uma história bastante criativa pode ter seus travamentos, até por causa da repetição do modo de criar. "Sob o bosque de leite" me pareceu, em alguns de seus momentos, escorregar nessa armadilha. Mas o filme consegue repetir seu poder de recuperação, e nos leva novamente a mergulhar naquele universo tão absurdo quanto óbvio. Gostei muito da cena final. Um filme bem interessante.