Under the Sun of Satan - Estados Unidos da América
Sinopse
Durante sua passagem por paróquia de um vilarejo, padre é obrigado a colocar à prova sua fé, consolando almas perturbadas por questões morais, sentimentais e sexuais. Da obra de Georges Bernanos. Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Uma espécie de luz de inverno ou mesmo diário de um paroco da Aldeia, mas confesso que o texto de Pialat tem muito dificuldade em ligar o espectador à história. Seu estilo de cinema não não me enche os olhos e lá pela metade perdi completamente o interesse.
O filme, cujo roteiro é inspirado em um livro de Bernanos, tem muitos elementos de conexão com outra obra adaptada do escritor: Diário de Um Pároco de Aldeia. Um padre recém ordenado e atormentado pelos desafios de crer e transmitir essa crença.
O filme traz a noção de que abraçar uma fé de fato, ao contrário do que se supõe, não gera conforto, mas sim acentua as dúvidas e a confusão. A ânsia de servir sem saber exatamente como, os problemas da comunidade que se mostra pouco disposta a aceitar. O padre não encontra alívio em Deus, não encontra alívio no serviço e muito menos no seu mentor, alguém já conformado com aqueles sentimentos. A única coisa que o conduz à experiência mística é o suplício e a dor.
E então aparece Satã e amaldiçoa o já miserável padre: a incerteza do que fazer ganha uma camada extra de angústia quando o poder do mal se mistura à suposta obra do bem.
Perdi-me várias vezes durante o filme. É complexo, os diálogos são estranhos, o ritmo não é agradável.
É muito teatral e cheio de simbolismos. Pode espantar boa parte do público por causa das cenas longas, mas era, no fim, algo necessário, tendo em vista toda a luta do padre contra si mesmo e contra satã. Senti ainda que esse era um filme muito pessimista, com um final feliz para o padre, mas não para o mundo. É muito interessante, acho.
- 7/10 - a história é bem interessante e até consegue prender, mas o filme é recheado de diálogos, que na maioria das vezes viram monólogos, longos e entediantes - principalmente a Mouchette, fala um monte de coisa sem parar
Uma espécie de luz de inverno ou mesmo diário de um paroco da Aldeia, mas confesso que o texto de Pialat tem muito dificuldade em ligar o espectador à história. Seu estilo de cinema não não me enche os olhos e lá pela metade perdi completamente o interesse.
16.03.1997
O filme, cujo roteiro é inspirado em um livro de Bernanos, tem muitos elementos de conexão com outra obra adaptada do escritor: Diário de Um Pároco de Aldeia. Um padre recém ordenado e atormentado pelos desafios de crer e transmitir essa crença.
O filme traz a noção de que abraçar uma fé de fato, ao contrário do que se supõe, não gera conforto, mas sim acentua as dúvidas e a confusão. A ânsia de servir sem saber exatamente como, os problemas da comunidade que se mostra pouco disposta a aceitar. O padre não encontra alívio em Deus, não encontra alívio no serviço e muito menos no seu mentor, alguém já conformado com aqueles sentimentos. A única coisa que o conduz à experiência mística é o suplício e a dor.
E então aparece Satã e amaldiçoa o já miserável padre: a incerteza do que fazer ganha uma camada extra de angústia quando o poder do mal se mistura à suposta obra do bem.
Perdi-me várias vezes durante o filme. É complexo, os diálogos são estranhos, o ritmo não é agradável.
É muito teatral e cheio de simbolismos. Pode espantar boa parte do público por causa das cenas longas, mas era, no fim, algo necessário, tendo em vista toda a luta do padre contra si mesmo e contra satã. Senti ainda que esse era um filme muito pessimista, com um final feliz para o padre, mas não para o mundo. É muito interessante, acho.
- 7/10
- a história é bem interessante e até consegue prender, mas o filme é recheado de diálogos, que na maioria das vezes viram monólogos, longos e entediantes
- principalmente a Mouchette, fala um monte de coisa sem parar