Acompanhe os tormentos, os sonhos e as relações amorosas de duas mulheres: Susanne, diretora de um estúdio de moda em Estocolmo, e Doris, uma jovem e inexperiente modelo fotográfica. Uma viagem para outra cidade irá alterar para sempre suas vidas.
- o filme foi bem ambíguo pra mim, ao mesmo tempo que coloca as mulheres como protagonistas e os homens como personagens fracos, também coloca elas dependentes de alguém do sexo oposto para serem felizes - parece ser uma obra menor do diretor, mas tem momentos de genialidade, como o final de cada um dos diálogos das histórias principais, quando a filha do velho chega e a esposa do marido bocó, as falas delas são excelentes - no fim é aquele papo da ilusão contra a realidade e a porrada que temos que tomar para acordar dos sonhos e ver a vida como ela é
Me espanta ser um dos filmes que Bergman menos gostava dos que dirigiu, eu achei muito bom. Harriet Andersson da um salto em atuação aqui, saindo do papel de garota e entrando no papel de mulher. O personagem do cônsul, interpretado por Gunnar Björnstrand, é super complexo e tem várias camadas assim como a relação do outro casal. Um filme de narrativa bem simples, mas que remete a amaranhados de coisas que vêm com o amor. Há uma crítica ao comportamento consumista, machista e capitalista com os parâmetros que se tinham na época. Pode não ser um filme icônico da carreira do cineasta, mas é uma ótima pedida ao que se propõe.
Acho que é um dos filmes mais modestos e contidos que Bergman fez na década de 50. Conta de forma simples duas histórias paralelas sobre paixão, imaturidade e obviamente sonhos amorosos. Eu gostei e me surpreendi bastante com os momentos de tensão que o filme tem. Há pelo menos três momentos chaves que a tensão é sobreposta na tela de maneira pungente. Também destaco a atuação fenomenal de Eva Dahlbeck que arrebenta tudo, principalmente na cena do telefone. É um ótimo filme, enfim, mas mais modesto em relação a outros da mesma época.
como não se identificar e não sentir uma intensa aproximação e comunhão existencial com as personagens bergmanianas? como criar uma imagem cinematográfica sobre o amor sem acrescentar todos os episódios de paixão incendiária, de rachaduras presentes nas relações humanas, de afetos confusos e de desilusões cósmicas e fatais? quase todos os atores da filmografia de bergman atravessam essas peregrinações angustiosas e transmitem toda a crueza barulhenta e silenciosa dos encontros humanos; essa espécie de irmandade emocional que se sente em simetria com os amores e terrores das moças e, de maneira geral, com a própria obra do bergman, é que faz dele um diretor de potentes meditações existencialistas
- o filme foi bem ambíguo pra mim, ao mesmo tempo que coloca as mulheres como protagonistas e os homens como personagens fracos, também coloca elas dependentes de alguém do sexo oposto para serem felizes
- parece ser uma obra menor do diretor, mas tem momentos de genialidade, como o final de cada um dos diálogos das histórias principais, quando a filha do velho chega e a esposa do marido bocó, as falas delas são excelentes
- no fim é aquele papo da ilusão contra a realidade e a porrada que temos que tomar para acordar dos sonhos e ver a vida como ela é
Um Bergman menor, mas ainda sim um Bergman.
Me espanta ser um dos filmes que Bergman menos gostava dos que dirigiu, eu achei muito bom. Harriet Andersson da um salto em atuação aqui, saindo do papel de garota e entrando no papel de mulher. O personagem do cônsul, interpretado por Gunnar Björnstrand, é super complexo e tem várias camadas assim como a relação do outro casal. Um filme de narrativa bem simples, mas que remete a amaranhados de coisas que vêm com o amor. Há uma crítica ao comportamento consumista, machista e capitalista com os parâmetros que se tinham na época. Pode não ser um filme icônico da carreira do cineasta, mas é uma ótima pedida ao que se propõe.
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Acho que é um dos filmes mais modestos e contidos que Bergman fez na década de 50. Conta de forma simples duas histórias paralelas sobre paixão, imaturidade e obviamente sonhos amorosos. Eu gostei e me surpreendi bastante com os momentos de tensão que o filme tem. Há pelo menos três momentos chaves que a tensão é sobreposta na tela de maneira pungente. Também destaco a atuação fenomenal de Eva Dahlbeck que arrebenta tudo, principalmente na cena do telefone. É um ótimo filme, enfim, mas mais modesto em relação a outros da mesma época.
como não se identificar e não sentir uma intensa aproximação e comunhão existencial com as personagens bergmanianas? como criar uma imagem cinematográfica sobre o amor sem acrescentar todos os episódios de paixão incendiária, de rachaduras presentes nas relações humanas, de afetos confusos e de desilusões cósmicas e fatais? quase todos os atores da filmografia de bergman atravessam essas peregrinações angustiosas e transmitem toda a crueza barulhenta e silenciosa dos encontros humanos; essa espécie de irmandade emocional que se sente em simetria com os amores e terrores das moças e, de maneira geral, com a própria obra do bergman, é que faz dele um diretor de potentes meditações existencialistas