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Data de lançamento
23 Fev. 1990Duração
Sam Kramer (Brad Dourif) é um rapaz comum que descobre ser filho de um casal usado como cobaia num experimento secreto radioativo nos anos 50. Ele pode se incendiar e provocar uma verdadeira tragédia ao seu redor. Após descobrir que foi vítima inocente nesta experiência macabra, Sam inicia um processo de vingança que culminará num caos terrível.
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Existem filmes tão ruins que ficam bons, mas este aqui é apenas ruim mesmo.
A premissa por si só já é um atestado de insanidade: o protagonista é fruto de um experimento nuclear onde os pais foram cobaias num bunker, e agora o cara descobre que pode virar um fósforo humano quando bem entende. Que tipo de substância o roteirista consumiu para achar que 'herdeiro da radiação = isqueiro humano' era uma boa ideia? A história escala para um nível de estupidez onde ele causa combustão via LINHA TELEFÔNICA. É o auge da tosqueira atômica, uma pira errada que nem o Tobe Hooper em seus piores dias deveria ter deixado passar.
Os efeitos visuais são péssimos até para os padrões da época, e o desfecho é ridículo. É absolutamente inexplicável como Hooper, o gênio por trás de O Massacre da Serra Elétrica, conseguiu assinar uma porcaria desse calibre.
Um filme meio ruim, ok, mas cheio de elementos que poderia ser MUITO melhor aproveitados pra ser memorável...
Este filme é um chorume radioativo. Os primeiros 15 minutos mostrando os efeitos colaterais de um teste atômico em cobaias humanas é promissor e poderia até render um filme divertido, mas tudo que vem a seguir é tão estúpido e mal feito que jogam no lixo qualquer tipo de expectativas.
A história sem pé nem cabeça, os personagens mal desenvolvidos, e as situações são tão absurdas que não prestam nem pra fazer rir. Como os efeitos da combustão espontânea sendo transmitidos à distância por telepatia ou até pela linha telefônica...
Os efeitos visuais são vergonhosos, de aparência amadora. Apesar de ser um filme de 1989 a qualidade dos efeitos é compatível com os piores filmes da década de 50. O desfecho também é incompreensível. Tudo isto mostra bem a preguiça e falta de direção dos envolvidos, inclusive parece que o Tobe Hooper devia estar chapado de cocaína até tampa...
Em uma entrevista Brad Douriff mencionou o quão decepcionado ele ficou com o filme, e como um filme muito interessante e promissor foi arruinado pela interferência do estúdio e dos produtores durante a produção. "Você me vê interpretando com o coração em cenas que não funcionam e o motivo é que o filme não faz sentido. É quase engraçado. Aliás, quanto melhor minha atuação em algumas das cenas finais, mais engraçado o filme era. Eu me vi à mercê de pessoas que não sabiam o que estavam fazendo. Eu provavelmente não deveria estar dizendo isso, mas a minha sensação é que os produtores destruíram o filme."
Na época de seu lançamento em homevideo este filme de Tobe Hooper foi malhado pela crítica especializada da extinta Revista SET, que era leitor assíduo da revista cujo comprava todos os meses na banca. Vi-lo uma época ser exibido na TV Bandeiras, porém, não entendi bem a história e acabei por dar razão as críticas negativas. Visto recentemente, COMBUSTÃO ESPONTÂNEA, cresceu muito na minha avaliação, de modo que, a trilha musical assinada por Graeme Ravell é muito boa. O esquisitão Brad Dourif está ótimo no papel principal de um homem atormentado por seus pais terem tido uma experiência atômica que lhe deixou sequelas que se vê envolvido numa conspiração em que todos querem mata-lo. E a participação de diretores famosos como: John Landis, o próprio Tobe Hooper, André De Roth são um deleite. E as atuações do elenco são boas. Pela temática funciona muito bem dentro do segmento de Scanner - Sua Mente Pode Destruir. Que bom reavaliar uma obra positivamente, antes malquista por um cinéfilo imaturo.
Primeiro filme que vejo com dublador do boneco Chuck em atuação. Porém, como já é comum o lugar de filmagem, Combustão Espontânea foi filmado no Texas trazendo o desconforto já característico da época.
Embora eu goste da direção de Hooper eu tenho preferido os seus últimos trabalhos feitos para o cinema antes de ter morrido.