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Data de lançamento
31 Out. 2014Duração
"Mr. Turner" evoca vinte e cinco anos da vida do pintor britânico, J.M.W Turner (1775-1851). Artista reconhecido, membro apreciado embora indisciplinado da Royal Academy of Arts, e que vive na companhia do pai que também é seu assistente, e da sua dedicada governanta. Frequenta a aristocracia, visita os bordéis e alimenta a inspiração com as suas numerosas viagens. No entanto, o sucesso não o protege das eventuais críticas do público ou do sarcasmo da classe dirigente. Após a morte do pai, profundamente marcado, o Turner isola-se. A vida dele muda quando encontra a Sra. Booth, proprietária de uma pensão de família à beira mar.
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“Mr. Turner” é uma obra fascinante, uma reconstrução belíssima da Inglaterra vitoriana, em toda sua formalidade, beleza e precariedade. Sequer tinha conhecimento da existência do pintor William Turner, mas o diretor Mike Leigh costura uma narrativa com alma e textura, não apenas psicológica, mas auditiva e visual. O contraste da personalidade excêntrica, reclusa e grosseira de Turner com sua sensibilidade artística e distinta visão de mundo é pincelada com imagens que refletem a beleza e a potência da natureza presentes em suas obras, e o mesmo aplica-se aos demais personagens, adoecidos, envoltos em pesadas vestimentas, mas completamente devotos uns aos outros, expressando admiração e impropérios em galerias e salões aristocráticos, viajando por belas paisagens ou caminhando por ruas enlameadas. “Mr. Turner” é um incrível biópico que possibilita adentrar a mente de um gênio e experimentar o belo e o mundano de uma época. A simples compra de materiais para pintura, a exposição de obras e o processo de tirar uma foto através do daguerreótipo são suficientes para prender nossa atenção naquele universo longínquo, mas estranhamente familiar.
Em determinada cena, Turner - hipnoticamente interpretado por Timothy Spall - ajusta caoticamente uma pintura, indecifrável a nós, então a imagem seguinte é uma belíssima montanha; fiquei encantado pelo resultado, apenas para descobrir no segundo seguinte que era uma montanha real, e que Turner caminhava com intento como um mero detalhe diante daquela gigantesca paisagem. Transição assustadora de Mike Leigh. Falar bem ou mal de filmes será sempre o trabalho mais fácil, qualquer um consegue, e os verdadeiros artistas estão sujeitos à nossa leiga opinião; agora fazer cinema é para poucos, uma arte que permanecerá misteriosa para a maioria.
a direção de fotografia é fantástica mas o filme é mt longo e fica cansativo
Uma das maiores pinturas da carreira de Mike Leigh.Mesmo extrapolando um limite para uma ótima apresentação do personagem,o filme tem seus momentos de glória.A ambientação anima desde os primeiros minutos,muito bem fotografado e um figurino arrojado.Toda a estética vale mais do que qualquer coisa.
>Assistido em 20 de Janeiro de 2022
-Dou nota 7/10
"He's been here and fired a gun."
O filme valeu algumas pausas pra tirar print screen. Nada mais justo que ele tentasse emular um pouco da luz do pintor.