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Achei o enredo bem triste, se dedicar a uma arte mas não saber o que vai ser da vida, quem vai cuidar de você, se vai se aposentar... questões atuais (pra mim pelo menos).
Mas de negativo, achei o filme claustrofóbico. Não sei explicar. Uns efeitos na câmera que reparei também tenham colaborado pra isso.
A história junta alguns clichês ao pé da letra. Copicola descarado mesmo. E nem de coisa boa, coisa que vc assiste e fica revoltado de como puderam ser tão tontos. O visual é bom, o pai é um gostoso, teve casal gay sem ter que fazer uma serie só pra isso, a robô é bem carismatica, e a dinamica da edição com as linhas do tempo é muito bem feita, coisa que normalmente se perde. Nesse foi bem certeiro. Melhor cena na minha opinião:
Quando a Casandra corta o dedo do pai, pra aprender a deixar de ser tonto (não funcionou).
Esse diretor com outro roteiro deve dar bom. Nesse até jogaram um tempero, mas a massa tava pôdi.
Eu adoro quando o personagem tem um tipo de vida que "deveria" seguir mas ele se estatela contra as expectativas e fica só no "Ué???" (e começa a ter sonhos bizarros). Os pequenos riscos de sair da curva, o medo inicial, as interações, eu achei tudo muito sensível e bonito. Me lembrou Julieta dos espíritos, do Felini, no sentido de que a personagem principal mais observa do que se expressa. Ela navega pelo filme e por algo que a compele. Mas ao contrário do 'Julieta...', ese é menos fantasioso e mais cru e próximo a (minha) realidade.