Dirigido por
Data de lançamento
15 Dez. 2017Duração
Tendo dado seus primeiros passos no universo Jedi, Rey se junta à Luke Skywalker numa aventura com Leia, Finn e Poe que revela os mistérios da Força e os segredos do passado.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, volte depois. 🎬🍿
Completamente apaixonado, desesperado e muito ansioso, depois de um ano eu fui pro cinema. Não parava de imaginar a cena da Rey entregando o sabre de luz ao Luke. Mas, pra minha surpresa, o que aconteceu não estava escrito nem nos rascunhos mais loucos do roteiro mental das minhas expectativas.
"Star Wars, Episódio VIII: Os Últimos Jedi" nos joga direto na ilha isolada de Ahch-To, onde Rey tenta convencer o lendário Mestre Jedi a sair do exílio e liderar a galáxia novamente. Ali, enquanto explora os mistérios da ilha e testa os limites da Força, ela começa a desenvolver uma estranha e profunda conexão mental à distância com Kylo Ren. Enquanto isso, no espaço, o ritmo é de puro desespero: a Primeira Ordem encurrala o que restou da Resistência numa perseguição tensa, onde o combustível das naves rebeldes vai se esgotando a cada segundo, gerando atritos entre o impulsivo piloto Poe Dameron (Oscar Isaac) e o comando da frota.
Para tentar salvar a Resistência, Finn (John Boyega) parte ao lado da mecânica Rose Tico em uma missão secreta para o planeta Canto Bight — uma cidade-cassino luxuosa —, em busca de um hacker misterioso (Benicio Del Toro) capaz de desativar os rastreadores do Império.
Visualmente, a produção entrega momentos de tirar o fôlego. O sacrifício da Admirante Holdo rasgando o cruzador inimigo no hiperespaço em silêncio absoluto é arte pura. Na Sala do Trono do Supremo Líder Snoke, somos presenteados com uma das batalhas mais impressionantes e bem coreografadas de toda a saga, onde Rey e Kylo Ren unem forças para fatiar a Guarda Praetorian. E o clímax no planeta Crait é apoteótico: um deserto de sal branco que, ao ser rasgado pelos caças da Resistência, levanta uma poeira vermelha espetacular, servindo de palco para o confronto final entre o exército de Kylo Ren e a imponência de Luke Skywalker encarando as tropas sozinho.
No cinema, a experiência técnica e o espetáculo visual arrebataram meus sentidos. Mas, por trás das luzes e da poeira vermelha, a ferida que o filme abriu nos fãs era muito mais profunda...
A ilusão visual não conseguiu esconder por muito tempo o golpe duro que o roteiro deu na alma de Star Wars. O primeiro choque veio logo no reencontro mais esperado da história do cinema recente: ver Luke Skywalker pegar o lendário sabre de luz de seu pai e simplesmente jogá-lo por cima do ombro como se fosse lixo, numa cena tratada quase com deboche. Em seguida, o herói da infância de millions de pessoas aparece maltrapilho, sujo, vagando descalço, ordenhando pinguim alienígena e bebendo leite verde direto da teta da criatura. Isso não era humanizar o personagem; era apequená-lo, humilhá-lo e destruí-lo.
A justificativa para o seu isolamento foi ainda mais imperdoável. O mesmo Luke Skywalker que enxergou humanidade e salvação no pior vilão da galáxia — o próprio Darth Vader — foi reduzido a um homem que pensou em assassinar o sobrinho indefeso à noite enquanto ele dormia, só porque sentiu um lampejo de escuridão no garoto. Uma solução de roteiro covarde e uma traição grotesca à essência do cavaleiro Mestre Jedi. Destruíram o ícone do passado para tentar validar a nova protagonista de forma rápida e artificial, em vez de construir um legado por mérito próprio.
Além do assassinato de reputação do maior herói da saga, o filme acumula decisões narrativas constrangedoras. O Supremo Líder Snoke, construído como a grande ameaça das sombras, é fatiado ao meio em 30 segundos como um figurante qualquer, sem riscar o ar com seu sabre, sem mostrar sua força e sem nunca explicarem sua origem ou seu real propósito. A missão secundária no planeta cassino de Canto Bight arrasta o ritmo por quase uma hora em uma pregação vazia que não agrega absolutamente nada à trama principal, usando até crianças escravizadas nas cenas.
Assim como aconteceu na Marvel e em tantas outras franquias consagradas dos anos 80, a indústria trocou o respeito pela mitologia por uma agenda corporativa ideológica de desconstrução sistemática de heróis clássicos.
"Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi" pode até impressionar quem busca apenas efeitos especiais e enquadramentos bonitos. Mas para quem aprendeu a amar o cinema através desses mitos, fica a amargura de ver o maior símbolo de esperança da ficção científica ser descaracterizado, derrotado e morto para recontar uma história nos moldes que eles querem. É um capítulo melancólico pra saga, uma decepção que nem a poeira vermelha de Crait consegue apagar.
Lembro que na época (falando como um ancião) esse aqui foi bem mal aceito, mas da nova trilogia foi o que mais curti.
Revi em 15/jun/2026.
17.05.26 - 12h39
O oitavo episódio de Star Wars dá tô um sentido ao sétimo, da luta da resistência contra a primeira ordem. Muito bom filme!
Se forçar um pouquinho, você assiste sem problemas, mas tem que fazer um esforcinho, porque você não consegue sem ele não