Dirigido por
Data de lançamento
12 Nov. 2008Duração
Paris, 1977. Stella tem 11 anos e acaba de entrar em um instituto parisiense. Sua vida cotidiana acontece no bar onde seus pais administram. Para ela, a vida escolar não é fácil, porque os estudos não são a força dela. Além disso, as constantes humilhações a que ela é submetida por professores e colegas despertam seus instintos mais violentos. Sua única amiga no instituto é filha de alguns intelectuais argentinos exilados. Graças a ela, Stella é capaz de vislumbrar uma vida diferente daquela que ela conhece. É hora das descobertas: do primeiro amor aos perigos que aguardam uma garota que está entrando na adolescência.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Esse filme parece ter uma continuação com Stella já adulta, de 2022. Vou tentar encontrar apesar que isso será uma tarefa difícil.
Onde encontro para assistir? Legendado mesmo... Ou dublado se houver.
Stella é um filme autobiográfico, porém, muito bem desenvolvido que foge de forma convicente e sem romantismos exagerados do tédio e do pessimismo tão comum em vários filmes franceses. Stella nos mostra com otimismo a possibilidade de se moldar o seu próprio futuro e obter rendenção. Stella vivia num ambiente totalmente nocivo para uma criança de 11 anos, que tinha tudo para dar "errado", mas hoje sabemos, que Sylvie conseguiu transformar seu destino e virar cineasta. Destaque para a atuação maravilhosa das duas atrizes, Léora e Mélissa. O filme é muito bonito. Necessário e importante.
Os filmes que chegam à idade adulta - particularmente os que emanam de Hollywood - têm o hábito de se concentrar naqueles que estão no final da adolescência, lidando com a chegada da responsabilidade e, na maioria das vezes, com o sexo. Mas há, sem dúvida, um salto muito maior a ser dado por aqueles que acabam de entrar na adolescência, pois passam da infância para o pesadelo da puberdade ao mesmo tempo em que negociam a convulsão social de trocar de escola e assumir lições de vida. Esse é o caso de Stella, uma menina de 11 anos, atrevida e pobre na sala de aula, que está indo, por razões que nunca são reveladas, para uma escola superior chique, onde não conhece ninguém. Sua vida em casa, no bar local, é uma multidão de pessoas, experiências e música pop, onde sua mãe e seu pai parecem passar a maior parte de seus tempos em uma permanente discussão, mas onde ela é, apesar de tudo, uma parte essencial. A escola secundária, então, é secundária mesmo, até que Stella começa a formar uma amizade com Gladys - que apesar de sua formação estudiosa e um pouco mais conservadora, de classe média alta, é um espírito afável que começa a ampliar os horizontes educacionais de Stella.
Verheyde admite livremente que Stella se baseia em grande parte em sua própria infância e talvez por isso ela tenha sido capaz de conjurar uma noção tão ferozmente convincente do período de tempo. Ela evoca um quadro animado e vibrante de 1977 - desde as calças com profusão de lantejoulas quentes até a animada deoração kitsch do bar de sua família. Sua câmera portátil nos empurra para o turbilhão - em contraste com a ordem mais estática da escola da Stella - rapidamente estabelecendo um senso de lugar tão vívido e povoado por personagens tão matizadas que quase poderíamos estar assistindo a um documentário. Léora Bárbara está perfeitamente enquadrada no papel central, simultaneamente frágil e destemida, enquanto a seriedade borbulhante de Mélissa Rodriguez faz dela a folha perfeita como Gladys. Não se trata de deixar um mundo para trás para passar para outro, mas de aprender a abraçar ambos, da maneira invejável que os jovens podem (e devem frazer). O terceiro filme de Verheyde não é realmente movido pela narrativa, mas é antes um instantâneo de um ano na vida. Os eventos ocorrem, mas são muito menos importantes do que a jornada emocional que Stella está fazendo e o exame da natureza da amizade - que Verheyde afirma tranquilamente que não precisa ser guiada somente pela classe social ou pela educação. Trata-se das pequenas coisas que mudam a vida que acontecem a todos nós, o que torna tudo isso ainda mais estupendo. A Stella é, muito simplesmente, estelar, para forçar um trocadilho bobo e bonitinho!
Assunto muito bem tratado nas mãos da diretora Verheyde.São assuntos próprios do mundo feminino,as descobertas são interessantes e ditam o ritmo da trama.A pequena Leora atua como gente grande.
>Assistido em 17 de Março de 2022
-Dou nota 7/10