Na Indochina Dennis Carson (Clark Gable), o dono de um seringal, se envolve com Vantine (Jean Harlow), uma mulher de passado suspeito, e com Barbara Willis (Mary Astor), a sofisticada mulher de Gary Willis (Gene Raymond), um engenheiro que trabalha para ele.
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Tem um que de ousadia, muito pelo quê de safadeza e adultério do pré maldito codigo Hays e pra mim pessoalmente foi o único tópico que me agradou. Gable vai bem como um mocinho um tanto canalha e machista e Harlow melhor ainda. Mas no todo achei um tanto monótono e que desenvolve pouco a história.
Encontrei este filme meio que casualmente no UNITV, e que grata surpresa foi eu descobri-lo e descobri também a ótima atriz que Jean Harlow foi (e que surpreendentemente foi o primeiro filme dela que eu pude assistir) e em cada cena que ela aparece brilha em cena. Nunca achei ou vi um charme ou boniteza em Clark Gable, mas aqui ele consegue exalar charme como galanteador brucutú. Os diálogos são ótimos e divertidos! E os cenários da suposta "Indochina" são legais. E para um filme rodado em 1932 foi muito bem feito. O filme funciona graças a sua simplicidade!
Bom exemplar do cinema hollywoodiano da chamada era pre-code. A maioria dos personagens tem caráter duvidoso e toma decisões questionáveis. O que faz o filme funcionar bem além da sua boa história é a presença do talentoso trio de protagonistas formado por Clark Gable, Jean Harlow e Mary Astor.
Por mais que eu compreenda o poderio de Clark Gable enquanto astro, nunca o achei efetivamente bonito: aqui, sem barba e com orelhas destacadas, assumo a exceção. Fiquei deslumbrado diante dele e compreendi o porquê de ambas as mulheres se apaixonarem. Mas torci por Jean Harlow, soberba numa personagem sob medida, com diálogos excelentes, mesclando cinismo e abnegação. A fotografia é bonita em seu preto e branco quase confinado - a despeito das exibições coloniais da plantação de borracha - e a direção é sóbria e segura. Como foi dito por outrem, o filme possui ótimo desenvolvimento tramático: sendo realizado no início da década de 1930, fala-se bastante (o roteiro foi adaptado de uma peça teatral), mas cada palavra possui muito sentido e significações estendidas. Incomoda bastante o machismo e a ideologia que naturaliza a escravização dos orientais, mas o romance destaca-se com eficiência, confluindo num desfecho justo e com sabor de quero-mais! Ansioso para ver a regravação fordiana, inclusive: que venha MOGAMBO! (WPC>)
Pense num filme que não deixa você piscar é esse estupendo "Terra de paixões" (Red Dust, 1932, 83 min). A dupla Clark Gable/Jean Harlow é o grande chama do filme, que ainda apresenta a atriz Mary Aston. O roteiro é surpreendente e a direção segura está a cargo de Victor Fleming, o mesmo de "E o Vento Levou" e "O Mágico de Oz".