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Data de lançamento
23 Junho 2017Duração
Um soldado da União, ferido em combate durante a Guerra de Secessão, acaba encontrando refúgio e um lugar para se curar dentro de um internato para mulheres localizado em território Confederado. Lá, o soldado se recupera, mas acaba conquistando o coração de algumas das mulheres no processo.
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SPOILERS: "O Estranho que Nós Amamos" é um filme elegante do ponto de vista visual, com ótima fotografia, boas atuações e uma atmosfera constante de tensão. O problema é que a história nunca parece atingir todo o potencial que sugere, priorizando muito mais a estética do que o desenvolvimento dos personagens. E, sinceramente, não entendi muito bem qual era a mensagem do filme, se é que havia uma. Um soldado ferido é resgatado, recebe cuidados e tem uma segunda chance de sobreviver, mas depois de ser seduzido, manipular algumas pessoas e tomar decisões questionáveis, acaba jogado da escada, perde uma perna e ainda é envenenado e descartado como um saco de lixo.
O mais estranho é pensar no contexto em que tudo acontece: estamos no meio de uma Guerra Civil, sem medicina moderna ou qualquer perspectiva real de recuperação. Um homem sem uma perna naquela época provavelmente estaria condenado a uma vida de limitações e dependência. E o filme nunca deixa totalmente claro se a amputação era realmente a única opção ou se foi também uma forma de punição. A intenção pode até ser discutir manipulação, desejo e poder, mas a reação das personagens parece ultrapassar qualquer senso de proporção. No fim, fiquei mais intrigado tentando entender se o filme queria mostrar uma vingança justificada ou apenas como pessoas podem perder completamente a razão quando movidas por orgulho, ressentimento e desejo.
Achei interessante!!! Fotografia é paisagens lindas!!
Tem Alguns Spoilers...
Envolvente, sufocante e claustrofóbico. "O Estranho que Nós Amamos" é uma mistura de drama e suspense, que se passa num internato para meninas durante a dura Guerra Civil Americana.
Dirigido por Sofia Coppola, o filme conta a história de um grupo de mulheres de um internato que encontram e acolhem o soldado ianque ferido John McBurney (Colin Farrell), no local e leva para dentro da escola para ser tratado. Aos cuidados da diretora Martha (Nicole Kidman), da professora faz tudo Edwina (Kirsten Dunst) e das internas Alicia (Elle Fanning), Jane (Angourie Rice), Amy (Oona Laurence), Marie (Addison Riecke) e Emily (Emma Howard), o tal estranho, começa a despertar a atenção das crianças e o libido reprimido das mulheres do local.
Por mais que todas seja cristãs devotas de nosso senhor, que leem as escrituras antes de dormir. Numa casa de sete mulheres, as mais jovens sonham em ter um, e as mais velhas começaram a subir pelas paredes por este. Não importa que ele seja confederado ou ianque, começou na casa uma disputa leve entre as três, pra ver quem levava o bofe pra cama. Isso porque ele é inimigo, se fosse um soldado confederado sem memória rsrsrsr...
O filme é um remake do longa do clássico de 1971 que tem o velho Clint Eastwood, no papel do soldado ferido. Sofia Coppola, impõe a sua visão buscando uma narrativa das mulheres da casa, e o resultado é incrível. A estética mistura o cuidado do luxo da época, com o momento sombrio da guerra, que faz da atmosfera tensa e de sensualidade sutil, uma corda bamba, onde o perigo assombra mas também fascina.
Entre a luz e a escuridão naturais, a diretora usa uma paleta de cores mais suaves e uma cinematografia que capta a claustrofobia do ambiente do internato, ao mesmo tempo em que destaca as sensações das interações entre os personagens. Onde o susto, encanto, desejo, paixão e astucia, vão sendo reveladas em cenas de crescente suspense e drama.
As atuações são singelas, mas excelentes, Colin Farrell, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Nicole Kidman dominam as cenas, onde cada uma lida com a presença do soldado, com performances que revelam a vulnerabilidade e anseios de cada personagem, onde emerge da trama, uma tensão sexual reprimida, que é realçada por questões pessoais e pelo drama amargo da guerra. O uso de sons da natureza e o uso inteligente do silêncio, dão ao longa um aspecto mais real e intimista pra cenas, e que deixa a narrativa mais viva e intensa, em qualquer situação.
A reviravolta surpreende muito, pelas consequências trágicas ao forasteiro, e ao drama vivido por Edwina, que achou que tinha encontrado seu príncipe encantado, ao mesmo tempo que Martha também imaginava que tiraria o atraso, coisa que a danada Alicia, acabou fazendo primeiro. O estranho podia estar ferido, mas ele não era besta...
As cenas da perna é um horror. "Destino, vingança, consequência", acho que deveria ter uma palavra para descrever essas três. O que se segue é dramático, a renuncia que o ser humano faz para sobrevier naquela época e hoje, explode em condições reprimidas como as que foram vistas aqui, onde a cegueira da dor e da solidão, enxergam somente o que as pessoas querem ver. As cenas finais são nervosas e dramáticas. E seu desfecho é covarde, doloroso e mórbido.
Grande filme.
O Estranho que Nós Amamos. Direção Sofia Coppola. Filmaço. Esse filme veio para mostrar o talento de Sofia Coppola como diretora, obra de arte do cinema. Muito bem dirigido, o som do filme é imperdível pássaros cantando, água, o som da casa, tudo fazia barulho, mostrando que a vida ali pulsava com toda força feminina. A trama do filme tem reviravoltas e um final surpreendente. Filme que prende atenção do espectador do início ao fim. Fotografia incrível, ambientação e figurino perfeitos. Obra de arte do cinema, excelente.
É um filme de época bem produzido e a mensagem da Sofia é clara; sozinhas as mulheres da casa ficam vulneráveis, mas quando conseguem se unir, apesar de suas diferenças, contra um oportunista, que está disposto a fazer de tudo para se dar bem, elas ajudam até mesmo quem caiu nos encantos dele. 17/09/2024