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Data de lançamento
14 Março 2025Duração
Situado em um futuro alternativo, o longa conta a história de uma adolescente que percebe que um estranho, mas doce robô, vai até ela foi enviado por seu irmão desaparecido. Ela e o robô encontram o irmão em um mundo imaginativo de humanos se misturando a todos os tipos de robôs, descobrindo uma grande conspiração no processo.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, corre daqui.
Sem dúvida alguma "The Electric State" foi uma das produções mais ambiciosas da Netflix. Ambientado numa versão retrofuturista dos anos 90 pós-guerra entre humanos e máquinas, o longa aposta no charme da nostalgia da fita VHS combinada com uma tecnologia sucateada para entregar uma aventura movimentada, divertida e muito agradável de assistir. Um filme para reunir a família toda no sofá para curtir.
A trama acompanha Michelle (Millie Bobby Brown), uma adolescente rebelde marcada por perdas familiares que parte pelo oeste americano pós-apocalipse de máquinas em busca do irmão desaparecido — cuja mente foi misteriosamente presa numa consciência digital por ordem do poderoso Ethan Skate (Stanley Tucci). Nessa jornada, ela ganha a companhia de um robô fofo enviado pelo próprio irmão e se alia a Keats (Chris Pratt), um mercenário trambiqueiro que vive de golpes. A química entre a dupla funciona muito bem: ela impulsiva e corajosa, ele um sabe-tudo meio nerdão, tipo um "Eduardo & Mônica" da Legião na versão brothers. No melhor estilo road movie, eles vão em busca do irmão perdido, mas são caçados implacavelmente por um agente das antigas enviado por Skate, vivido pelo gigante Giancarlo Esposito.
Ao chegarem à Cidade das Máquinas — uma espécie de refúgio e confinamento para os robôs banidos —, eles encontram o Dr. Amherst (Ke Huy Quan) e entendem todo o propósito da missão: o irmão de Michelle não está apenas escondido, mas sendo usado para controlar toda aquela tecnologia. A partir daí, o filme ganha um charme visual absurdo. A caracterização das criaturas de metal é tão rica e cheia de personalidade que a gente passa a história inteira tentando adivinhar, sem sucesso, quem dá as vozes para as máquinas, para só depois confirmar nos créditos que nomes como Woody Harrelson (robô gigante Mr. Peanut), Brian Cox (ranzinza Popfly) e Anthony Mackie (carismático Herman) estão por trás daquelas carcaças.
Com a assinatura de peso dos irmãos Joe e Anthony Russo, a direção conduz as cenas de ação impressionantes que consagraram a dupla. Os efeitos visuais e a computação gráfica são foda: o design dos robôs com cara de animatrônicos abandonados no deserto é de encher os olhos. Mas o orçamento astronômico de US$ 320 milhões salta aos nossos olhos. Esse é um valor que extrapola tudo o que eu imagino sobre farra financeira de streaming, já que diretores desse calibre entregariam exatamente a mesma qualidade técnica gastando um terço disso. Sem querer desmerecer a produção, esse filme está muito longe de ser uma referência para o gênero. Portanto, gastar um PIB desse para uma história de Sessão da Tarde não dá para aceitar. A emboscada orquestrada por Giancarlo Esposito é um dos momentos de mais tensão no longa, assim como as fugas em alta velocidade pelo deserto.
O ato final pisa fundo na ação. A invasão ao complexo tecnológico vira uma guerra de máquinas, com robôs lutando até a morte por liberdade enquanto Michelle e Keats correm contra o tempo para salvar o garoto. Mas o motor dessa sequência não é só o tiroteio e a destruição de robôs; a carga emocional quase para as máquinas. Michelle descobre que o irmão já havia esticado as canelas há muito tempo e que apenas sua consciência digital sobrevivia presa ao sistema. O que segue é uma despedida daquelas: o garoto se desliga da rede para libertar os robôs, proteger a irmã e dar um fim ao plano da corporação. Esse sacrifício o apaga de vez em uma cena bem tocante, que dá peso ao desfecho antes mesmo de toda a poeira baixar.
"The Electric State" é um bom filme da Netflix, uma aventura futurista de catálogo de luxo. É agradável, engraçado, deslumbrante e cumpre com sobras o papel de divertir a família no fim de semana. É um entretenimento que a gente assiste satisfeito pela história, produção, atores, cenas e final. Mas, puta que pariu, Netflix e Irmãos Russo, $320.000.000 por um filme desse? Cê é loco...
Se fosse nos anos 80, era um VHS foda, cheio de animatrônicos, daqueles que a gente nem rebobinava a fita para entregar. Não gastavam nem 6 milhões de dólares...
Assisti não esperando muito, mas até que o filme me agradou. Valeu o tempo dedicado, não é um filme muito expressivo, mas fez bem aquilo que se propôs.
Tentei assistir ao filme quando era lançamento, mas achei o começo tão chato que acabei desistindo. Um ano depois, voltei a assistir e finalmente terminei.
Este é o filme mais caro da netflix e um dos filmes mais caros já feitos na história, com um orçamento de 320 milhões de dólares. Com tanto dinheiro investido, poderiam, no mínimo, ter contratado bons roteiristas, porque o enredo é fraquíssimo. Além disso, é muito longo; mais de 2 horas foi exagerado, o ideal seria no máximo 1 hora e 30 minutos.
Por outro lado, há aspectos positivos: a carisma da Millie Bobby Brown e do Chris Pratt, e o cgi e as cenas de ação, que são bons. Como o público-alvo são as crianças, elas provavelmente vão gostar.
Um filme mediano da netflix.
Milhões gastos em um filme horrível… sinceramente nada se salva. Bizarro!
Achei bom. A mensagem é válida, devemos ter mais contato uns com os outros, deixar um pouco o celular de lado, interagir mais com as pessoas. Mas que seria legal uma máquina daquelas pra gente viajar nos nossos sonhos, ahhh isso seria maravilhoso!