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Data de lançamento
11 Set. 2015Duração
Durante uma missão a Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma feroz tempestade e é deixado para trás por sua tripulação. Mas Watney sobrevive e encontra-se sem recursos e sozinho no planeta hostil. Apenas com suprimentos escassos, Watney deve contar com a sua criatividade, engenho e espírito para subsistir e encontrar uma maneira de sinalizar à Terra que está vivo. A milhões de quilômetros de distância, a NASA e uma equipe de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazer "o marciano" de volta enquanto seus colegas de tripulação simultaneamente traçam uma ousada, se não impossível, missão de resgate. Conforme essas histórias de incrível bravura se desdobram, o mundo se une para torcer pelo retorno seguro de Watney.
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Um dos melhores filmes da carreira de Matt Damon. A produção e a equipe de efeitos visuais deve ser reconhecida pelo trabalho incrível. Um ótimo filme.
Assistido em 25/05/2026
Nossa... Nem sei pq demorei tanto pra ver esse! 😍 😍
Que show!
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Rodrigo ❤️
Muito ruim esse filme, essa nota não faz o menor sentido. Não percam tempo.
Revendo dez anos depois, fico sem entender como puder dar 4 estrelas para "The Martian". Não é um filme ruim, mas é cafona, sentimental, às vezes tolo. As peripécias de Mark Watney até possuem um certo charme e prendem a atenção, mas o filme não vai além disso. Como personagem, Mark é vazio, não há muito nele que engaje o espectador, além do fato de ser um ser humano tentando sobreviver. O humor constante foi difícil aturar, me senti numa maratona encarando centenas de piadas a fim de avançar na história, mas não há nada recompensador.
Abandonei Mark em Marte e me sinto bem com isso.
Se em "Gravidade" do Cuarón, é sobre a vitória do ser humano sobre o vácuo e "Interestelar" é uma prova de amor sobre o tempo, "Perdido em Marte" do Ridley Scott é, definitivamente, a vitória das batatas sobre o impossível.
Ridley Scott nos apresenta um herói que não tem tempo pro desespero filosófico, ele tem pressa, ele tem fome e ele tem um plano. O Mark Watney (Matt Damon) transforma o solo estéril e congelado do Planeta Vermelho num laboratório de sobrevivência, num verdadeiro latifúndio, onde um tubérculo plantado é uma vitória contra a morte.
O filme é um entretenimento de espaço que celebra a resiliência prática com o trabalho mais antigo que os homens criaram: a agricultura! Enquanto a política ferve aqui na Terra entre os chefões da NASA, Watney está ocupado sendo o "fazendeiro das galáxias". Ele conserta o que está quebrado, improvisa o que não existe e faz as contas de cada caloria com a precisão de quem sabe que o erro é o fim da linha. É fascinante como a inteligência humana, temperada com humor ácido, consegue encarar a solidão de milhões de quilômetros.
E tudo isso embalado por uma trilha sonora de "discoteca da desgraça" que ninguém esperava: Gloria Gaynor, Donna Summer, Bee Gees, ABBA e a turma toda fazendo sofrer o pobre Botânico, como se as batatas não fossem o suficiente. Mas o asco dele pelas músicas é um dos trunfos da obra. Scott tira o peso dramático e deixa a frustração do Mark ser um dos pilares do humor, junto do fato de ele ser botânico — coisa que seus amigos de missão não param de zoar.
O contraste entre a vastidão desértica de Marte e o ritmo do ABBA nos faz torcer por esse pobre fazendeiro espacial. Ver a alegria da humanidade unida no resgate final, com a tripulação da Hermes arriscando tudo em um motim épico, é a prova de que nenhum homem é uma ilha; nem mesmo se essa ilha for um planeta inteiro.
A construção da horta na base é um dos absurdos mais incríveis da ficção. Ridley Scott juntou ciência, agricultura, drama e disco. A cena do adubo foi foda! Ver um astronauta mexendo com cocô em vez de só controles foi hilário. Isso se soma a cenas de ciência pura, com cálculos físicos de derrubar o ENEM.
O clímax é puro desespero! Watney ser lançado ao espaço em uma nave sem teto, coberta apenas por uma lona, faz ele parecer estar numa "barraca de batata frita voadora". O resgate final, com a ajuda dos chineses e a catarse da tripulação, foi angustiante e perfeito.
A Comandante Lewis (Jessica Chastain) e sua equipe realizam um milagre com uma explosão controlada para dar mais medo, e o abraço final faz a gente quase sentir as mãos deles no nosso sofá.
Quando o filme termina, a sensação é de gratidão profunda. Saí do cinema com a alma lavada! É a vitória do indivíduo que não se entregou e da espécie que não o deixou para trás. No fim, Marte continua sendo um monstro gelado e vermelho, mas Watney provou que, com um pouco de humor e muita matemática, dá para fazer o impossível virar rotina.
Assistir esse filme é um lembrete de que a nossa maior tecnologia não vem de um foguete, mas da nossa capacidade de rir da própria desgraça enquanto tentamos resolver tudo. Sobreviver a um ambiente hostil, sem oxigênio, remexendo as bostas dos outros pra plantar o próprio alimento. Tudo isso ao som da disco...
Ah, ah, ah, ah, stayin' alive, stayin' alive!
Filmaço!