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Data de lançamento
19 Jan. 2006Duração
Famoso diamente Pantera-Cor-de-Rosa é roubado e precisa ser recuperado rapidamente. O governo da França chama então o inspetor Clouseau para realizar a difícil tarefa. Refilmagem da clássica história com personagens criados pelo mestre Blake Edwards e Maurice Richlin.
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The Pink Panther de 2006, no Brasil A Pantera Cor de Rosa. Tem seus momentos. O Clouseau de Steve Martin não é ruim e consegue entregar algumas sequências engraçadas, mas ainda assim acho distante da genialidade de Peter Sellers. Sellers era mais natural, tinha um timing cômico muito mais preciso e uma forma única de tornar o personagem atrapalhado sem forçar demais. A versão de Martin funciona em partes, mas perde um pouco dessa espontaneidade.
O Ponton (Jean Reno) é um bom personagem e tem presença, mas não acho que sirva como substituto de Cato. Entendo que as ofensas xenofóbicas de Clouseau não caberiam mais nos dias de hoje e que estereotipar o chinês como criado talvez pegasse mal. Porém, o original era assim, e mesmo sendo outros tempos, acho que valeria a pena ser relevado em nome da fidelidade ao espírito da franquia. Ainda assim, poderiam ter mantido Ponton e Cato juntos. Cato era apenas o criado e aparecia principalmente nas cenas cômicas de ataque surpresa, que eram uma marca registrada. Aqui essas sequências foram diminuídas e ainda colocaram Ponton como assistente direto de Clouseau, o que muda a dinâmica.
O Inspetor Dreyfus (Kevin Kline) também achei um pouco diferente. Apesar de sempre se foder e odiar Clouseau, no original o ódio dele era mais cômico e exagerado. A maneira como ele tentava eliminar Clouseau era absurda e hilária. Aqui, o filme mostra um Dreyfus mais calculista,
focado em acabar com a moral e a carreira de Clouseau ao ridicularizá-lo publicamente.
Ótima referência também a outro filme do gênero, como 007, com o agente 006. As piadas que isso gera funcionam bem e criam um mini crossover divertido, que encaixa no tom da comédia.
Nicole (Emily Mortimer) também é um bom personagem e serve como interesse amoroso de Clouseau.
Porém, não é bem desenvolvida e acaba tendo pouco tempo de tela, o que impede que a relação entre os dois ganhe mais peso ou graça.
A trama envolvendo futebol também é interessante, apesar de ser bem genérica. Nem a bandeira da seleção da França no uniforme é real, e a China aparece como uma suposta potência do futebol chegando às fases finais de uma competição internacional, o que foge bastante da realidade. O Bizu parece ser uma possível referência a Zidane, que era o craque da França em 2006, seu último ano de carreira. Esses detalhes até tentam criar alguma conexão com o momento da época, mas ficam superficiais.
Boa participação da belíssima Beyoncé, que tem presença de sobra. Apesar disso, seu personagem some durante boa parte do filme e acaba sendo bem pouco aproveitado, o que é uma pena.
No geral, um reboot com alguns momentos divertidos, bom elenco e ideias interessantes, mas que fica distante do charme, da naturalidade e do timing cômico da franquia original.
Assistido em 07/09/2026
Legalizinho.
Assistido 20/06/2026.
O filme é um remake do clássico "A Pantera Cor de Rosa" de 1963 onde o Inspetor Jacques Clouseau foi imortalizado por Peter Sellers.
Steve Martin carrega o filme nas costas e mesmo que o roteiro nem sempre ajude, a presença dele é magnética em qualquer cena em que esteja. Já Beyoncé pagou mico, totalmente perdida e mostrando que não era a melhor opção para contracenar com uma das maiores lendas do humor.
Apesar do humor infantilizado demais, alguns momentos pastelão se destacam. Como nas cenas onde o Inspetor Clouseau parece que está dando uns pegas na secretária, a parte do policial bom e mau, a cena do estacionamento e peido na cabine a prova som.
Mas o momento mais engraçado do filme fica mesmo por conta da cena em que o Clouseau vai no limite de suas forças e só consegue pronunciar "damburgher". Dizem que essa cena com a treinadora levou dezenas de takes para ser concluída, pois a equipe técnica não conseguia parar de rir no set.
Mesmo apelando pro humor mais pastelão em quase todo o filme, tem algumas cenas que rendem boas risadas.A trilha sonora com o tema clássico de Henry Mancini é um dos pontos altos.E Steve Martin não tem nem metade do carisma e graça de Peter Sellers o Inspetor Clouseau original.
Aquele filme de humor idiota, mas que me arrancou boas risadas, e essa é a ideia.