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Por trás do belo cenário de uma cidade turística do atual sudeste asiático, encontramos, em uma palafita, um quarto imundo e uma cama com lençóis sujos. Neste local, uma garotinha aguarda pelo homem que entrará em seguida... Alex (Dermot Mulroney), um investigador de tráfico de seres humanos, desempenha o papel de seu próximo cliente, e, assim, negocia com o cafetão o uso da criança. Claire (Mira Sorvino), a esposa de Alex, em meio ao luto pela perda da filha, tenta reconstruir sua vida nesta nação de costumes tão diferentes dos seus. Ela decide, então, ser voluntária em um abrigo de apoio às vítimas de abuso sexual, onde a liberdade e a dignidade de uma garotinha estão ameaçadas. Histórias paralelas se entrelaçam em uma caçada perigosa e emocionante para resgatar a inocência roubada pelo submundo do tráfico de seres humanos, em uma história de luta, esperança e redenção.
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Mais um filme sobre tráfico infantil, que na vdd deveriam ter muito mais, pq é uma ferida que nunca cicatriza da humanidade, infelizmente...
Mira Sorvino também estrelou a minissérie Human Trafficking (2005) sobre o mesmo assunto, mas como policial.
Epílogo: "A UNICEF estima que cerca de 1,2 milhão de crianças são traficadas a cada ano. O tráfico humano é agora o empreendimento criminoso que mais cresce no mundo."
Ganhou uns prêmios em alguns desses pequenos festivais locais por direção e melhor atriz. Aborda temas pesados sem precisar mostrar muito, boa parte na base dos diálogos (densos e delicados), roteiro simples mas eficiente em sua premissa. Dermot Mulroney funciona bem como investigador determinado ao lado de Mira Sorvino que é o ponto forte (e gracioso) do filme, John Billingsley cumpre de boa a parte do coadjuvante necessário/conveniente. Faz pensar em como esse mundo está permanentemente perdido e quais seriam as formas corretas para ajudar vítimas de horrores assim. Um oficial diz ao protagonista: "O tigre precisa da selva assim como a selva precisa do tigre." relacionando a metáfora ao fato de que muitas crianças voltam a esses lugares abusivos de prostituição depois de retiradas devido a fome e outras necessidades, saciando as perversões dos turistas e ricos locais. Realidade que fere, desconforta, e a verdade por mais que devastadora precisa ser mostrada. As redes de tráfico humano no sudeste asiático (até 2012 pelo menos) se estendiam de Mianmar até a Tailândia, pessoas se desesperavam tentando comprar os próprios parentes. PS: Só pela denúncia já vale a pena.
É uma triste regra, não escrita, que quanto mais nobre for o seu tema, tanto menos bem sucedido será um filme. Infelizmente, é de novo o caso do Tráfico de Inocentes, que trata da questão de importância vital do combate ao tráfico sexual de crianças. Extremamente bem intencionado, este esforço apaixonado, escrito e dirigido por Christopher Bessette, é, em última análise, um thriller de números que transmite a sua mensagem social de forma direta. Filmado no Camboja, diz respeito aos esforços do investigador de condução dura Alex Becker (Dermot Multroney) para erradicar a prostituição infantil. Ele tem um interesse pessoal no assunto, uma vez que ele e a filha de sete anos da esposa Claire (Mira Sorvino) foram raptados anos antes e a filha se foi. Este thriller sobre o tráfico sexual infantil é bem intencionado, mas dramaticamente afetado. No decurso da sua investigação, ele persegue uma variedade de cafetões, especialmente Duke (Trieu Tran), cujo coração estável inclui uma menina muito jovem (criança), particularmente cobiçada pelo seu maior cliente Malcom (John Billingsley), um homem de negócios americano sem escrupulos, com um gosto por virgens púberes. Os aspectos processuais do enredo são frequentemente interrompidos por cenas faladas em que Alex, interagindo com vários associados, pormenoriza explicitamente as horríveis estatísticas do tráfico de seres humanos de uma forma mais educativa do que dramaticamente envolvida. O enredo apresenta vários momentos de abertura de olhos, tais como quando Alex, fingindo ser médico, chama o cafetão ao esquema comum de, por processo cirúrgico, transformar jovens meninas para que possam ser apresentadas, vezes sem conta, como virgens.
Mulroney apresenta um desempenho robusto como investigador motivado, e Sorvino tem uma atuação forte, emotiva e adequada. Mas as honras de representação vão para o veterano ator Billingsley, aqui tão convincentemente vil que ele pode muito bem querer desempenhar apenas papéis de bom rapaz a partir de agora. No momento em que o Tráfico de Inocentes atingir o seu clímax, não tão suspenso, o público pode muito bem ter-se afinado com a temática. É seguro dizer, no entanto, que mais do que alguns estarão motivados para se envolverem nos esforços para combater o problema, que é realmente a principal razão de ser do filme de qualquer forma. O que me casou estranheza é o norte americano ser o "Herói" da trama, sendo que os EUA é um dos maiores países que praticam o turismo sexual na Ásia; ficaria mais nobre, ou soaria mais verossímil se um local pudesse exercer esse papel...de toda sorte o filme é como é e tem seus méritos!
A temática é interessante e serve como denúncia, porém, faltou mais dramatização à obra.