Barbeiro de cidade do interior recebe a notícia que sua tia morreu e ele herdou uma enorme casa no Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa ele descobre que ganhou apenas treze cadeiras.
Oscarito sem Grande Otelo = Buchecha sem Claudinho. haha
O filme é engraçado e não senti que ele se desenrolou para uma possível "redenção" da personagem a fim de reafirmar o esteriótipo brasileiro. Pelo contrário, acho que a tentativa moralizante do final, recorrente na época e no gênero, era apena mais uma reiteração do que se produzia cinematograficamente, sem qualquer obrigação de atrelar identidade nacional a personagens em tom prescritivo. A brasilidade fica presente como contextualização e humor, não como construção normativa.
O Oscarito está muito menos engraçado que anteriormente com o Grande Otelo, as piadas estão muito mais forçadas, e o final, inverossímel vide a personalidade gananciosa construída do personagem ao longo de todo filme, serve pra tentar salvar a imagem do "típico brasileiro, pra mim, em vão.
Nunca ouvi falar do diretor Francisco Eichhorn, o que denuncia que este é um exemplar tardio da Atlântida, em que Oscarito afastado do Grande Otelo contenta-se em se desfigurar num pasticho mazzaropiano e a piada-chave da trama se desgaste numa trama mais demorada que o essencial,
resvalando num final dramático/conservador/conformista que, dadas as construções estereotípicas dos personagens "tipicamente brasileiros", não me convenceu (e pior: não me enterneceu por completo, considerando-se, obviamente, o contexto em que o filme está inserido)
, mas a ótima participação metalingüística de Zé Trindade, as piadas relacionadas aos escândalos de uma mulher chamada Ananásia e a "bebedeira patriótica", com cachaça ao invés de conhaque justificam a boa nota. Tardia ou não, Atlântida merece uma revisão! (WPC>)
Oscarito em papel sério.
Até que funciona...
Grande filme inspirado no romance Russo Двенадцать Стульев (Doze Cadeiras) de 1928!
Oscarito sem Grande Otelo = Buchecha sem Claudinho. haha
O filme é engraçado e não senti que ele se desenrolou para uma possível "redenção" da personagem a fim de reafirmar o esteriótipo brasileiro. Pelo contrário, acho que a tentativa moralizante do final, recorrente na época e no gênero, era apena mais uma reiteração do que se produzia cinematograficamente, sem qualquer obrigação de atrelar identidade nacional a personagens em tom prescritivo. A brasilidade fica presente como contextualização e humor, não como construção normativa.
O Oscarito está muito menos engraçado que anteriormente com o Grande Otelo, as piadas estão muito mais forçadas, e o final, inverossímel vide a personalidade gananciosa construída do personagem ao longo de todo filme, serve pra tentar salvar a imagem do "típico brasileiro, pra mim, em vão.
Nunca ouvi falar do diretor Francisco Eichhorn, o que denuncia que este é um exemplar tardio da Atlântida, em que Oscarito afastado do Grande Otelo contenta-se em se desfigurar num pasticho mazzaropiano e a piada-chave da trama se desgaste numa trama mais demorada que o essencial,
resvalando num final dramático/conservador/conformista que, dadas as construções estereotípicas dos personagens "tipicamente brasileiros", não me convenceu (e pior: não me enterneceu por completo, considerando-se, obviamente, o contexto em que o filme está inserido)