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Quando Jess parte para o alto mar com um grupo de amigos a bordo de um veleiro, ela tem o pressentimento de que algo está errado. Seus temores se confirmam quando uma tempestade atinge a embarcação deixando-os à deriva. Em seguida, um misterioso navio aparentemente abandonado surge e embarcar parece ser uma boa ideia. Logo, todos perceberão que não estão sozinhos e que alguma coisa está caçando os novos tripulantes.
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Triângulo do Medo é um daqueles filmes que vão ficando cada vez mais estranhos conforme a história avança. O suspense vai crescendo aos poucos, com situações que deixam a gente tentando entender o que realmente está acontecendo e o roteiro é inteligente. Quando as peças começam a se encaixar, tudo ganha outro sentido e o filme acaba deixando várias coisas pra pensar depois dos créditos, até sugiro procurar depois a explicação. É daqueles que vale assistir sem procurar spoilers, principalmente o trailer que entrega muita coisa. Recomendo!
Me surpreendeu de forma positiva, roteiro muito bem amarrado e um final muito bom!
Que filmaço! A narrativa é extremamente inteligente e absurdamente bem construída; a forma como cada pequeno detalhe do início se conecta perfeitamente no decorrer do looping é de explodir a cabeça. Nada aqui é por acaso. O roteiro é um show à parte, mas o filme não funcionaria metade do que funciona sem a atuação espetacular da Melissa George. Ela carrega a história nas costas, entregando uma atuação visceral que transita perfeitamente entre o desespero, a dor do luto, a confusão mental e a culpa sufocante.
Para além do excelente terror psicológico e da tensão constante que prende do início ao fim, a obra ganha ainda mais força quando entendemos a sua genial camada de metáfora.
Por trás de todo o nó na cabeça e dos loops temporais, a grande força do longa está na sua metáfora trágica. A releitura do Mito de Sísifo é brilhante: a punição da protagonista não é imposta por uma força externa, mas sim pela sua própria recusa em aceitar a dor, a culpa e a morte. O loop eterno vira a única forma de reencontrar o filho, transformando a esperança em sua própria condenação.
A premissa é maior que o filme. Tanto que só após pesquisar sobre o sentido e cerne do filme, é que ele ganha a dimensão que queria ter.
Após ver o filme pesquise por Filme Triangulo do Medo e o mito de Sísifo.
O filme estava na minha lista de "Quero ver" e finalmente o assisti sem saber muito sobre o que se tratava.
Mas achei bem legal. Começa um pouco lento e a gente fica uma boa parte tentando entender o que está acontecendo, e quando achamos que estamos deduzindo alguma coisa, vem outro evento que muda a lógica. No final a gente acaba não tendo a "explicação" racional do que aconteceu, mas os eventos acabam se desenrolando de uma forma tão interessante que a gente fica amarrado até o final, e quando termina ainda ficamos intrigados.
Aonde está escrito que todo roteiro precisa ser racionalmente explicado ?
Por isso achei o filme muito bem sucedido em sua proposta.